Educação

Nheengatu é ofertado por Centro de Idiomas do IFAM em município do Amazonas

São Gabriel da Cachoeira foi o primeiro município no Brasil a cooficializar as línguas indígenas Nheengatu, Tukano e Baniwa; aulas são para comunidade acadêmica do campus

Portal Amazônia, com informações do Ifam

jornalismo@portalamazonia.com


 

 

Foto: Divulgação/Assessoria Ifam

 

Localizado na tríplice fronteira entre Colômbia e Venezuela, o município de São Gabriel da Cachoeira (distante 853 km de Manaus, no Amazonas) foi o primeiro município no Brasil a cooficializar as línguas indígenas NheengatuTukano Baniwa. A cooficialização aconteceu por meio da Câmara de Vereadores local com a aprovação da Lei nº 145, de novembro de 2002. E o Instituto Federal de Educação do Amazonas (Ifam) por meio do campus São Gabriel da Cachoeira (CSGC) iniciou em março a primeira turma de Nheengatu, ou língua geral, para servidores do campus.

O curso tem carga horária de 180 horas e é ofertado duas vezes por semana. As aulas são ministradas pelo professor indígena Edilson Martins Melgueiro - ou Kadakawali, seu nome indígena na língua baniwa. Inicialmente, o curso atenderá a comunidade acadêmica do campus e, posteriormente, ofertada ao público de São Gabriel da Cachoeira. A ação faz parte das atividades desenvolvidas pelo Centro de Idiomas e, pretende em 2017, ofertar o ensino das línguas baniwa e tukano no município.

Segundo Melgueiro, no Amazonas vivem atualmente 69 povos indígenas e aproximadamente 30 línguas indígenas são faladas. “O Censo 2010 contabilizou mais de 200 línguas, entretanto nem todas são estudadas. Temos em nosso campus estudantes de 23 etnias e somos pioneiros na elaboração do Projeto Político Pedagógico (PPP) e na adaptação da matriz curricular que mais se aproxime da realidade indígena”, disse o doutorando em linguística formado pela Universidade de Brasília (UNB).

“A parceria do Campus de São Gabriel da Cachoeira com a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) é de suma importância para o resgate e a valorização da cultura e da língua indígena em nosso país. A grande diversidade e representatividade de todas as etnias de São Gabriel dentro do campus, demonstra a relevância da interculturalidade na missão do Ifam. Nosso objetivo é garantir a adaptação de processos de aprendizado que respeitem às tradições e valores culturais indígenas”, destacou o reitor do Ifam, professor Antonio Venâncio Castelo Branco.

A proposta é que ao final do curso, materiais didáticos direcionados à área de agricultura, pesca entre outros sejam produzidos com tradução para as línguas nheengatu, baniwa e tukano para que sirvam de subsídio no ensino técnico e tecnológico ofertado no Ifam Campus São Gabriel da Cachoeira.

Segundo o diretor-geral do campus, Elias Brasilino, futuramente será ofertado o curso Licenciatura em Linguística - Língua Portuguesa com ênfase em Língua Indígena. "A finalidade do curso é habilitar professores para implementar oficialmente o ensino da língua indígena na rede pública e no âmbito da região do Alto Rio Negro, surgindo assim, o primeiro magistério em língua indígena no país", ressaltou.


Educação

Nheengatu é ofertado por Centro de Idiomas do IFAM em município do Amazonas

São Gabriel da Cachoeira foi o primeiro município no Brasil a cooficializar as línguas indígenas Nheengatu, Tukano e Baniwa; aulas são para comunidade acadêmica do campus

Portal Amazônia, com informações do Ifam

jornalismo@portalamazonia.com


 

 

Foto: Divulgação/Assessoria Ifam

 

Localizado na tríplice fronteira entre Colômbia e Venezuela, o município de São Gabriel da Cachoeira (distante 853 km de Manaus, no Amazonas) foi o primeiro município no Brasil a cooficializar as línguas indígenas NheengatuTukano Baniwa. A cooficialização aconteceu por meio da Câmara de Vereadores local com a aprovação da Lei nº 145, de novembro de 2002. E o Instituto Federal de Educação do Amazonas (Ifam) por meio do campus São Gabriel da Cachoeira (CSGC) iniciou em março a primeira turma de Nheengatu, ou língua geral, para servidores do campus.

O curso tem carga horária de 180 horas e é ofertado duas vezes por semana. As aulas são ministradas pelo professor indígena Edilson Martins Melgueiro - ou Kadakawali, seu nome indígena na língua baniwa. Inicialmente, o curso atenderá a comunidade acadêmica do campus e, posteriormente, ofertada ao público de São Gabriel da Cachoeira. A ação faz parte das atividades desenvolvidas pelo Centro de Idiomas e, pretende em 2017, ofertar o ensino das línguas baniwa e tukano no município.

Segundo Melgueiro, no Amazonas vivem atualmente 69 povos indígenas e aproximadamente 30 línguas indígenas são faladas. “O Censo 2010 contabilizou mais de 200 línguas, entretanto nem todas são estudadas. Temos em nosso campus estudantes de 23 etnias e somos pioneiros na elaboração do Projeto Político Pedagógico (PPP) e na adaptação da matriz curricular que mais se aproxime da realidade indígena”, disse o doutorando em linguística formado pela Universidade de Brasília (UNB).

“A parceria do Campus de São Gabriel da Cachoeira com a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) é de suma importância para o resgate e a valorização da cultura e da língua indígena em nosso país. A grande diversidade e representatividade de todas as etnias de São Gabriel dentro do campus, demonstra a relevância da interculturalidade na missão do Ifam. Nosso objetivo é garantir a adaptação de processos de aprendizado que respeitem às tradições e valores culturais indígenas”, destacou o reitor do Ifam, professor Antonio Venâncio Castelo Branco.

A proposta é que ao final do curso, materiais didáticos direcionados à área de agricultura, pesca entre outros sejam produzidos com tradução para as línguas nheengatu, baniwa e tukano para que sirvam de subsídio no ensino técnico e tecnológico ofertado no Ifam Campus São Gabriel da Cachoeira.

Segundo o diretor-geral do campus, Elias Brasilino, futuramente será ofertado o curso Licenciatura em Linguística - Língua Portuguesa com ênfase em Língua Indígena. "A finalidade do curso é habilitar professores para implementar oficialmente o ensino da língua indígena na rede pública e no âmbito da região do Alto Rio Negro, surgindo assim, o primeiro magistério em língua indígena no país", ressaltou.

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