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Só neste ano, seis mil toneladas de lixo foram retiradas de ruas e igarapés de Boa Vista

Só neste ano, seis mil toneladas de lixo foram retiradas de ruas e igarapés de Boa Vista

Nos primeiros seis meses deste ano, a quantidade de lixo retirada das ruas, terrenos abandonados e igarapés de Boa Vista (RR) chegou a 6 mil toneladas. Conforme informações da Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Meio Ambiente (SPMA), em muitos casos, o material é jogado em terrenos baldios e cobertos por vegetação, o que dificulta a identificação.

Foto: Pedro Barbosa/Rede Amazônica

Entre os itens coletados estão galhadas, garrafas de vidro, sacos plásticos, pneus, mobílias e até animais mortos. A maior parte de todo material recolhido é encontrado em cinco regiões da cidade:

- Parte de trás do bairro São Bento (zona Oeste de Boa Vista);

- Margens do igarapé Wai Grande, próximo ao aterro sanitário municipal;

- Igarapé que divide os bairros Centenário, Jóquei Clube e Aracelis (zona Oeste);

- Acesso à RR 205 pelo bairro Cidade Satélite (zona Oeste);

- Anel Viário, próximo do bairro Laura Moreira (zona Oeste);

José Pereira Souza, de 70 anos, morador do bairro Centenário, na zona Oeste de Boa Vista, informou que o descaso é tanto que, há doze anos, um igarapé que fica ao lado do bairro Jóquei Clube se transformou em ponto de despejo.

"Animais mortos sempre são despejado aqui perto. O céu sempre foi cheio de urubus e aqui dá muito mosquito. Tanto é que eu durmo com mosquiteiro em casa. No verão, alguns chegam a queimar o lixo por aqui. É horrível", relata.

Conforme o secretário da Secretaria de Meio Ambiente, Daniel Peixoto, o problema é constante devido a falta de sensibilidade dos próprios moradores. "(No) acesso da RR-205 (pelo bairro Cidade Satélite, zona Oeste), por exemplo, já limpamos a região três vezes só neste ano, e entulhos continuam a se formar por lá. E como não possui um lugar fixo, ele vai se alastrando pela beira da RR”, comentou.

Conforme a Lei Municipal nº 18/74, o depósito de qualquer espécie de lixo, inclusive resíduos industriais, entulhos e galhadas, pode render multa de R$ 1.000 ao infrator e R$ 5.000 em caso de reincidência.

Apesar das penalidades, Peixoto destaca que a fiscalização não é suficiente para coibir as infrações na cidade. “Contamos com somente dois fiscais para a cidade inteira, e eles não possuem armamento para caso sejam ameaçados. Não podemos disfarçar eles, pois é obrigatório a identificação do servidor. No Bairro dos Estados (zona Leste) tínhamos um problema sério de despejo também, que foi resolvido com a contratação de um guarda, mas não temos muito mais poder aquisitivo do que isso”, explicou.

Foto: Pedro Barbosa/Rede Amazônica

Coletas de lixo e galhadas

De acordo com a prefeitura, a coleta de lixo é realizada três vezes por semana em cada bairro da capital. Além disso, existe o serviço de retirada de entulhos e galhadas, que deve ser solicitado por meio do site da Secretaria Municipal de Economia, Planejamento e Finanças (clique aqui) ou na própria Secretaria, localizada na rua Coronel Pinto, nº 188, Centro.

Conforme o Código de Postura do Município, entulhos e galhadas são de responsabilidade do morador e só devem ser colocados na frente das casas quando o Documento de Arrecadação Municipal (DAM) tiver sido quitado.

Caso o morador coloque o entulho na frente da residência antes do agendamento, ele poderá ser penalizado com multa e responder por crime ambiental. Em caso de contratação de serviços privados, a comprovação junto aos órgãos de fiscalização do município será necessária para evitar multas.

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