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Quarta, 21 Abril 2021

Diferença entre sexualidade e sexo é debatida em escola de Manaus

Palestra sobre sexualidade e a adolescência é realizada periodicamente na escola. Foto:Clarissa Bacellar/Portal AmazôniaMANAUS - Um dos desafios atuais na educação é a tratativa de temas polêmicos e tabus. Entre eles, a orientação sobre a sexualidade. Este é o desafio que o Centro Metropolitano de Ensino (Cemetro) enfrenta todos os anos como parte de um ciclo de palestras oferecidos para os estudantes dos ensinos fundamental e médio. "A gente vive em uma era que não dá mais para esconder nada. Não dá mais para fazer vista grossa ou não querer falar. A mídia está aí, qualquer celular, por mais simples que seja, tem acesso a internet e eles vão fazer a leitura errada, aprender de qualquer jeito", afirmou a psicóloga Michella Aguiar, palestrante do mês sobre 'Sexualidade e a adolescência'.Segundo Michella, o primeiro passo é explicar a diferença da sexualidade e do sexo. "Quando a gente inicia a palestra sobre sexualidade o adolescente cai em um erro muito grande que é o de confundir a sexualidade com o sexo. A sexualidade tem a ver com a descoberta do corpo, momentos e conflitos com as mudanças que passam nessa fase. Ele precisa entender que o sexo é uma consequência dessa fase", explicou ao Portal AmazôniaTabuEsta é a terceira vez que a psicóloga discute o tema com os estudantes e um diferencial, solicitado por ela, é que apenas ela e um pedagogo estejam presentes na palestra com os adolescentes. "A questão é o tabu, não só nas escolas, como na família, na sociedade de modo geral. Em um primeiro momento a gente observa que quanto mais adultos que são do convívio do adolescente estiverem próximos, mais travados eles ficam. Então, claro, temos que ter todo o cuidado na abordagem com eles", justificou. A palestra dura cerca de uma hora e meia.Foto:Clarissa Bacellar/Portal AmazôniaPara a psicóloga, o papel da psicologia, do diálogo, de trabalhar a sexualidade na escola, é muito grande. "A gente vive em um mundo, como eu falei, que o acesso a informação é fácil, com o celular e a internet. É preferível que se oriente de forma adequada dentro da escola, do que permitir que ele vá até a rua e se oriente de qualquer forma e faça a leitura errada. É preciso conversar com eles de forma clara, sem fazer rodeio", afirmou.A professora informou que as principais dúvidas dos estudantes já fazem parte da consequência da sexualidade, o ato sexual. "Os maiores questionamentos que trazem são sobre a perda da virgindade, uso de métodos contraceptivos e a rotatividade de parceiros", enumerou.A palestra é dividida em dois momentos: com jovens de 9 à 12 anos, com materiais como gibis, e de 14 a 18 anos, com slides sobre as principais orientações sobre o sexo."O que é um casal?"

 Foto:Clarissa Bacellar/Portal AmazôniaA psicóloga vê as dúvidas dos estudantes como uma oportunidade de criar reflexões. "Há um momento em que a palestra gira em torno do ato sexual. Mas antes disso, a gente tem todo o cuidado de falar dos casais, heteros e homos. Em um momento, na outra palestra, uma estudante observou o cartaz e perguntou se no último deles a mulher era uma prostituta, por causa da roupa que veste. Eu disse que não sabia, que era apenas um casal. Eu perguntei deles: o que é um casal? E então desenvolveram as ideias que tem sobre o assunto", relatou.Segundo Michella, esta é uma forma de incentivar o respeito às escolhas dos outros, sem preconceito e não dizer se é certo ou errado. "A nossa mensagem é que eles têm que ser o tipo de pessoa que gostariam de conhecer", disse. Para a estudante Ana Luíza Alencar, de 14 anos, a palestra ajudou a esclarecer algumas dúvidas. "Foi muito importante porque muitas pessoas não têm o auxílio dos pais ou de alguém mais velho em assuntos como o sexo. Até para a gente saber como se prevenir das doenças sexualmente transmissíveis", afirmou.Parceria  "O Cemetro desenvolve as palestras no decorrer do ano letivo desde 2001, com temas como o bullying, profissões, sexualidade e drogas. As palestras são de muita importância para que os alunos tenham conhecimento, que possam ter as informações corretas, em uma atuação da escola em parceria com a família", comentou a pedagoga do Cemetro, Zélia Porto.Michella e Zélia são as orientadoras durante as palestras.  Foto:Clarissa Bacellar/Portal AmazôniaDesta forma, uma das ideias para se aplicar no próximo ano é aproximar os pais ao tema e conversar sobre como abordar o filho para tratar do assunto. "Muitos têm o desejo de ensinar, de explicar, mas não se sentem à vontade para isso e acabam direcionando a responsabilidade de forma inconsciente para outros grupos. Futuramente, por causa disso, queremos trabalhar com os pais e responsáveis também", afirmou Michella. Sobre o CemetroFoi fundado em 10 de maio de 2000, mas seu ano letivo teve início no dia 12 de fevereiro de 2001. A proposta pedagógica do Cemetro é oferecer a educação básica, nos níveis de Ensino Fundamental e Médio com vistas ao desenvolvimento das potencialidades dos educandos. O objetivo do colégio é estimular valores e competências humanas como, pensamento crítico, autonomia, integridade e autenticidade, consciência e comprometimento com a transformação da sociedade e com o verdadeiro Espírito Cristão.A escola está localizada na Avenida Constantino Nery, n°. 3.204, Chapada. Para mais informações, entre em contato pelo e-mail: [email protected] ou telefone (92) 2101-1051 ou (92) 2101-1053.

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