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Segunda, 26 Outubro 2020

Polo Industrial de Manaus fatura R$ 57,8 bilhões, mas cai 8%

MANAUS - O faturamento do Polo Industrial de Manaus (PIM) registrou queda de 8,03% no acumulado de janeiro a setembro de 2015, segundo números divulgados ontem (24) pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Nos nove primeiros meses do ano, as empresas incentivadas do PIM faturaram um total de R$ 57,8 bilhões, contra R$ 62,8 bilhões no mesmo período do ano passado. 
Ainda segundo a autarquia, a soma representa o segundo melhor resultado histórico em moeda nacional. Em dólar, os US$ 18,4 bilhões alcançados nos nove primeiros meses deste ano, comparados ao volume acumulado no mesmo intervalo do ano passado (US$ 27.4 bilhões), significam uma queda de 32,85%. Entretanto, a Suframa ressaltou que ocorreu uma valorização de 67,46% da moeda americana em relação ao real, na comparação de setembro deste ano (R$ 3,90) com o mesmo mês de 2014 (R$ 2,33).Exportações como saídaA superintendente Rebecca Garcia avalia que os resultados dos indicadores de desempenho do PIM refletem a atual conjuntura econômica do país e ressalta a necessidade de medidas para diminuir a dependência do mercado interno. “Precisamos avançar em questões como acompetitividade dos produtos e a ampliação das exportações”, frisou. Ainda de acordo com os dados da Suframa, as exportações do PIM totalizaram R$ 1,47 bilhão entre janeiro e agosto, o que representa aumento de 15,28% ante o mesmo período do ano passado.Sobre a possibilidade de incremento nas exportações, o vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Nélson Azevedo, lembra que a Zona Franca de Manaus, tradicionalmente, não tem o perfil exportador, sendo a maior parte de sua produção voltada para o mercado interno, o que não significa, no entanto, que não possa ser criado uma nova vertente, voltando a produção ao mercado externo. No entanto, ele defende que não se pode tornar a ZFM uma zona de processamento de exportação sem que antes haja uma redução nos custos de produção, para que os produtos fabricados no PIM tenham competitividade no mercado internacional.“Se a gente for olhar, o quadro é até favorável (às exportações) pela desvalorização da nossa moeda em relação ao dólar. Mas antes disso temos que resolver nossos problemas de logística, infraestrutura, energia, comunicações.Temos que verificar aquilo que influencia na competitividade dos produtos aqui fabricados. Não podemos ser transformados em um polo exportador, mas sim ter um complemento para ajudar neste momento de crise e, quem sabe depois, transformar em objetivo permanente a Zona Franca de Manaus ser exportadora”, avaliou Nélson.Mesmo assim, o vice-presidente da Fieam acredita que caso haja interesse e condições por parte dos órgãos responsáveis para alavancar as exportações no PIM, as empresas incentivadas do modelo também irão se engajar neste processo.“Quando vemos que um órgão, como a Suframa, assume esta dianteira, deve-se fazer alguma coisa para que haja um estímulo às exportações. A partir disso, com certeza, as empresas não faltarão com o apoio para que esta meta, vontade ou mudança de planos seja concretizada”, comentou.Setores e Produtos Com R$ 17,2 bilhões (US$ 5,5 bilhões) em faturamento no período, osegmento Eletroeletrônico continua sendo o maior responsável pelo resultado global do PIM, respondendo por 29,80% do total. Em seguida, estão o de Duas Rodas, com 17,67% de participação, e o de Bens de Informática do Polo Eletroeletrônico, com 15,80%.Os setores que apresentaram crescimento, em reais, na comparação entre janeiro e setembro de 2015 com o mesmo intervalo do ano passado foram: Naval (104,39%); Duas Rodas (1,37%); Relojoeiro (4,93%); Químico (4,06%); Mecânico (1,06%); Vestuários e Calçados (30,71%); Têxtil (16,45%); Beneficiamento de Borracha (22,47%); Ótico (14,96%); Brinquedos (8,52%); Madeireiro (7,21%); e Produtos Alimentícios (6,73%), entre outros.Entre os produtos que apresentaram incremento relevante de produção nos nove primeiros meses de 2015, em relação ao mesmo período de 2014, estão: aparelho portátil de gravação de áudio –tipo mp3, mp4 – (156,73%); blu-ray (51,95%); home theater (44,43%); e condicionador de ar do tipo janela (23,98%). Também houve crescimento na manufatura de aparelhos reprodutores de DVD –inclusive blu-ray (13,46%), relógio de pulso e de bolso (5,34%) e bicicletas (5,06%).

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