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Sábado, 31 Outubro 2020

Como começaram as manifestações na Venezuela

Na últimas três semanas manifestações contínuas aconteceram na Venezuela. Milhares de pessoas foram as principais ruas, em quase todas as cidades do país, reclamando sobre aumento da criminalidade, o aumento indiscriminado do preço de alimentos e sobre as eleições presidenciais pendentes desde ABRIL. Muitas pessoas se perguntam exatamente como exatamente o país chegou a esta situação. O Portal Amazônia te mostra com detalhes os principais dados sobre essa mudança.

O começo

Segundo dados da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEC), a Venezuela possui a maior reserva de petróleo do mundo, com mais de 300 bilhões de barris. O artigo científico “Economia Venezuelana baseada no Petróleo” publicado na revista “Council on Foreign Relations” apresenta dados de que o petróleo gera cerca de 80% da receita total de exportação do país, contribuindo com cerca de metade da renda do governo central e é responsável por cerca de um terço do produto interno bruto (PIB) do país.

Segundo o artigo, o aumento do preço do petróleo entre 2000 e 2009 foram os principais pináculos de sustentação das políticas sociais e do crescimento dos laços comerciais com outros países principalmente no governo do revolucionário Hugo Chávez.

Entretanto a bolha imobiliária dos Estados Unidos atingiu economias de todo o mundo. Seu principal marco foi o colapso do banco de investimentos Lahman Brothers no dia 15 de setembro de 2008. Com a crise financeira muitos países tiveram retenções na economia, que foi o caso da Venezuela, que teve uma queda significativa na exportação de petróleo.

Segundos dados da Banco Mundial, o produto interno bruto (PIB) do venezuelano cresceu entre 2007 e 2008 em mais de 85 bilhões de dólares, o maior crescimento desde 1960 quando as estimativas do PIB começaram a ser feitas. Entretanto em 2009, logo após a crise financeira o crescimento econômico caiu para pouco mais de 13.8 bilhões de dólares.

(Um gráfico com esses dados: http://data.worldbank.org/indicator/NY.GDP.MKTP.CD?locations=VE)

A crise econômica impactou profundamente o país por sua dependência exclusiva no petróleo. Segundo o artigo, é difícil dizer exatamente qual o impacto real da crise nas políticas sociais levando em consideração a falta de transparência da Empresa de Petróleo da Venezuela (PDSVA) e do Governo Venezuelano. Entretanto de acordo com a International Oil Daily, uma publicação de comércio de energia, a PDVSA transferiu bilhões de dólares para o Fonden, o fundo de investimentos fora do orçamento que muitos especialistas dizem financiar os projetos sociais de Chávez. A publicação afirma que a PDVSA gastou US $ 14,4 bilhões em programas sociais em 2007, mostrando a forte influência da PDVSA na manutenção das políticas sociais.

Violência

O Observatório Venezuelano de Violência é um órgão sem fins-lucrativos que analisa os níveis de violência no país venezuelano fora dos escalões governamentais. O relatório da organização publicado em dezembro de 2016 mostrou uma realidade nada agradável do país vizinho: a Venezuela se tornou o segundo país mais violento do mundo.

De acordo com a publicação, uma associação de fatos, como a crise política e econômica, gerou um aumento no número de mortes violentas no país. Em 2012, 73 em cada 100 mil habitantes eram atingidos pela violência. Em 2016, aproximadamente 91 pessoas a cada 100 mil foram mortas violentamente no país.

“Neste ano de 2016 também tivemos um processo de empobrecimento generalizado da sociedade. Com exceção de um limitado acesso a recursos especiais da elite, todos os outros grupos sociais, profissionais e trabalhadores, professores e estudantes, classe média e setores populares têm sofrido um declínio dramático no poder de compra dos seus salários”, afirma o relatório.

Dados mais recentes do Banco Mundial, mostram que, em 2015, aproximadamente 33% da Venezuela vivia abaixo da linha da pobreza. As informações enfatizam que o empobrecimento generalizado é uma das causas do aumento da violência na região.

A publicação anual diz que, em 2016, o país da Amazônia Internacional registrou mais de 16 mil homicídios e 5 mil mortes por resistência a autoridade. Outra causa importante para o aumento das taxas de violência na Venezuela, e apontada pelo documento, é o crescimento do partidarismo, especialmente no Supremo Tribunal. "Esta situação de poder arbitrário, exaustão e escassez tem promovido o aumento da violência, mas acima de tudo levou a uma nova situação no ano de 2016: a ocorrência generalizada de violência pela fome", diz o relatório.

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