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Quarta, 01 Abril 2020

Círio 2019: corda que será usada por devotos durante romarias já está em Belém

Círio 2019: corda que será usada por devotos durante romarias já está em Belém
Um dos mais importantes ícones da grande festa de Nossa Senhora de Nazaré chegou à Belém nesta quinta-feira (19), a corda utilizada nas duas principais procissões oficiais da Festa de Nazaré: a Trasladação e o Círio. São 800 metros de comprimento, 50 milímetros de diâmetro que serão divididos em dois pedaços de 400 metros, um para cada romaria. O material é sisal.
Foto:Divulgação/Guarda de Nazaré

A corda foi recebida por integrantes da Diretoria da Festa de Nazaré e pelo o Reitor da Basílica Santuário e Presidente da Festa de Nazaré, Padre Luiz Carlos Maria Nunes Gonçalves, que realizou uma benção final. Na oportunidade, o coordenador da Diretoria de Procissões da DFN, Antônio Sousa, relembrou a importância da Campanha “Não Corte a Corda” para que os romeiros cumpram suas promessas com segurança.


“Pedimos todos os anos a conscientização sobre este tipo de atitude, pois é preciso respeitar a fé de cada um. Quando a corda chega à Praça Santuário ela é desatrelada à berlinda e neste momento a DFN a entrega aos promesseiros. Você prejudica a procissão, corre o risco de algum acidente acontecer. É necessário respeitar este momento que representa a imensidão da fé paraense”, disse.


O próximo passo será a tradicional aferição da corda que acontecerá no próximo dia 29 de setembro, no Colégio Santa Catarina.


O ícone foi produzido em Santa Catarina, pela empresa Itacorda, e custeada por um doador, transportada novamente este ano pela Empresa Expresso Vida Transporte, que também doa o serviço.

Foto:Divulgação/Guarda de Nazaré

Este ano, a novidade é que a corda ficará em exposição no museu Memória de Nazaré. O espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 18h. Aos Sábados, domingos e feriados, sob agendamento.


Histórico


A corda passou a fazer parte do Círio em 1885, quando uma enchente da Baía do Guajará alagou a orla desde próximo ao Ver-o-Peso até as Mercês, no momento da procissão, fazendo com que a berlinda ficasse atolada e os cavalos não conseguissem puxá-la. Os animais então foram desatrelados e um comerciante local emprestou uma corda para que os fiéis puxassem a berlinda. Desde então, foi incorporada às festividades e passou a ser o elo entre Nossa Senhora de Nazaré e os fiéis.

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