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Quarta, 30 Novembro 2022

Rio Negro está 4 metros acima do registrado no mesmo período no ano passado

Rio Negro está 4 metros acima do registrado no mesmo período no ano passado
A subida do nível do rio Negro é observada com atenção pelas autoridades em Manaus (AM). Nesta quarta-feira (25), a cota alcançou 23,29 metros (m) e está quase quatro metros acima do registrado no mesmo período de 2016, 19,89 m. Em comparação aos últimos cinco anos, a marca só fica abaixo do registrado em 2012, ano que o Negro atingiu a maior cheia da história, com 29,97.

De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), as chuvas do fim de 2016 e no início deste ano são as principais causas para o aumento do nível do rio. O gerente de hidrologia do CPRM, André Santos, diz que a quantidade de chuvas nesse período requer maior atenção, mas que os números não são determinantes para afirmar uma possível grande cheia.

Foto: Ronane Costa/Amazon Sat
Santos diz que é necessário esperar pelos dados de fevereiro e março. “Vamos torcer para que não ocorra a elevação média para a época. Por exemplo, em 2016, a cota desceu quando normalmente chove em Manaus, então é imprevisível. Por isso que a gente não afirma que vai ser uma grande cheia, isso depende muito o que acontecerá nos próximos meses”, afirmou.

Todos os anos, o CPRM emite três alertas em relação a cheia. O primeiro será em 31 de março. No entanto, a Defesa Civil do Amazonas emitiu 'Situação de Alerta', no último dia 10, para os municípios localizados na calha do rio Juruá. As cidades estão em processo natural de enchente, mas a região ultrapassou a cota de alerta e apresenta um volume de chuvas cima da média para o período.

Ainda segundo André, se as chuvas na região continuarem, comunidades próximas aos rios Juruá, Purus e Madeira, sofrerão com as enchentes. “As chuvas influenciam bastante esses rios, mas existe um contra pronto, eles vieram de vazantes extremas, todas as comunidades sofreram com o baixo nível das águas. Por esse motivo ainda não existem níveis alarmantes como aconteceu em Manaus. É logico se continuar assim a gente vai entrar no estado crítico”, comentou.

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