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Sexta, 25 Setembro 2020

Cheia na Amazônia: rio Tarauacá atinge cota de alerta e preocupa autoridades


Vista aérea o município de Tarauacá durante a enchente de março de 2015. Foto: Divulgação/Agência Brasil

MANAUS – Nem mesmo o El Niño e a escassez de chuvas que o fenômeno provoca impediram o Acre de entrar em alerta no inverno amazônico. Nesta segunda-feira (4) o rio Tarauacá, que fica no município de mesmo nome a 400 quilômetros da capital, superou a cota de alerta. Segundo informações da Defesa Civil do Estado do Acre, às 8h o nível estava em 8,78 metros (m), às 10h chegou a 8, 93 e às 15h estava em 8,82 m.
A cota de alerta é de 8,50 m e a de transbordamento de 9,50 m. Nos últimos três dias, o rio oscilou entre elas. “Caso o rio supere os 10 metros, executaremos o Plano de Contingência para a remoção de famílias atingidas. Acima disso, a água já supera os quintais e os assoalhos das casas. Estamos medindo o rio de hora em hora, mas por enquanto está tudo dentro da normalidade”, explica o coronel da Defesa Civil Carlos Batista.
A previsão para o município é de chuva "dentro da média para acima da média". A Defesa Civil e Corpo de Bombeiros estão em alerta para a remoção de famílias do Bairro da Praia, que fica na zona urbana, mas em uma localidade baixa. O Tarauacá é um rio de calha estreita e raso, por isso seu nível se altera num curto intervalo de tempo.
“Mesmo com a previsão de chuvas abaixo da média para maior parte do Acre, ficamos em alerta constante porque sabemos que na região Central do Estado, onde fica Tarauacá, chove bastante”, diz o coronel. Ainda segundo ele, o nível do rio Tarauacá, que é um dos principais afluentes do Juruá, subiu por causa de uma chuva no rio Muru, um dos seus afluentes. O município fica na fronteira com o Estado do Amazonas, tem 38.819 e área territorial de 20.171,053 quilômetros quadrados. 
Enchente histórica
De acordo com o G1 Acre, o município de Tarauacá ainda se recupera após ter passado por 12 enchentes entre novembro de 2014 e março de 2015. A enchente histórica que atingiu a cidade em novembro de 2014 levou o prefeito Rodrigo Damasceno (PT-AC) a decretar estado de calamidade pública. O nível do rio ultrapassou os 12 metros e atingiu mais de 70% da cidade.
Em dezembro de 2014, o governo federal liberou R$ 794 mil para cobrir despesas com atendimentos às vítimas da enchente. Em fevereiro de 2015, Damasceno afirmou que a prefeitura estimava um prejuízo de 40 milhões na zona rural e urbana. Já no mês de março, a União liberou R$ 1.033.210 para a cidade, que deveria ser usado na execução de ações de socorro e assistência.

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