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Terça, 26 Janeiro 2021

Epitaciolândia proíbe atividades turísticas e visitação em aldeias durante pandemia no Acre

Para tentar frear o avanço dos casos de Covid-19, o município de fronteira, Epitaciolândia, no interior do Acre, proibiu as atividades turísticas na região e a visitação em aldeias indígenas durante a pandemia do novo coronavírus. O novo decreto foi publicado na edição desta segunda-feira (23) do Diário Oficial do Estado (DOE).

O documento destaca que as Unidades Básicas de Saúde (USBs) do município não têm estrutura para prestar os atendimentos complexos do tratamento de pacientes com a doença.

Além disso, a prefeitura informou que os casos de saúde mais graves são levados para o hospital regional do Alto Acre, em Brasiléia, ou para a capital Rio Branco.

Foto: Sérgio Vale/Secom-AC

Portanto, como uma forma de intensificar as medidas de prevenção, controle e contenção de riscos à saúde pública, a prefeitura decidiu proibir qualquer atividade que envolva o turismo na região, como visitação em comunidades indígenas e não indígenas, cruzamento da linha de fronteira entre o Brasil e outros países vizinhos.

Ainda segundo o decreto, todos os órgãos de incentivo ao turismo e o recebimento de pessoas nos municípios com esse objetivo permanecem fechados.

Após quase seis meses fechada devido à pandemia, as duas pontes que ligam Brasileia e Epitaciolândia à cidade de Cobija, na Bolívia, foram reabertas, de forma gradual, em setembro. 

O tráfego foi liberado apenas para moradores das cidades de Brasileia, Epitaciolândia e Cobija. Pessoas de outras cidades acreanas e da Bolívia continuam com o tráfego restrito entre os países.

Covid-19 em Epitaciolândia

Com 18,7 mil habitantes, a cidade de Epitaciolândia registra 543 casos de Covid-19 confirmados, segundo dados do último boletim da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre). Ao todo, 14 pessoas morreram no município em decorrência da doença.

Em todo estado são 34.626 casos da doença e 713 óbitos. O Acre está em contaminação comunitária desde o dia 9 de abril, com uma taxa de incidência de 3.960 casos para cada 100 mil habitantes e a de mortalidade é de 81,5 para o mesmo grupo. Já a letalidade está em 2,1%.

A incidência da Covid-19 é de 295 para cada 10 mil habitantes. Os municípios de Assis Brasil e Xapuri são os que apresentam as maiores incidências do estado, com 985,5 e 815,1 para cada 10 mil habitantes.

Mais de 2,3 mil indígenas com Covid-19

Os casos confirmados do novo coronavírus entre os indígenas do Acre chegaram a 2.366. O número corresponde ao levantamento feito até o dia 19 de novembro pela Comissão Pró-Índio do Acre (CPI-AC). Dados são divulgados semanalmente.

Ao todo, no estado são 13 povos atingidos com casos de Covid-19. Os dados apontam ainda que 27 indígenas morreram vítimas da doença. Dos casos registados, a maioria está dentro das terras indígenas, com 1,2 mil. Outros 1.166 são nos municípios.

O boletim que é divulgado pela CPI-AC e Associação do Movimento dos Agentes Agroflorestais Indígenas do Acre (Amaaiac), Organização dos Professores Indígenas do Acre, com informações das lideranças e organizações indígenas, Dseis Juruá e Purus e Sesacre, aponta que entre os povos atingidos estão: Puyanawa; Jaminawa; Jaminawa Arara; Manxineru; Huni Kui (Kaxinawa); Madijá (Kulina); Shawãdawa (Arara); Shanenawa; Yawanawa; Nikini; Nawa; Noke Ko í (Katukina); Apolima Arara.

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