Lenda do Encontro das Águas no Pará

Segundo a lenda, por séculos, o amor da bela Santarém vem sendo disputado por dois rapazes que lutam terrivelmente para banhá-la e senti-la nos braços.

Foto: Reprodução/TripAdvisor

O fenômeno ‘Encontro das Águas’ é considerado um dos símbolos principais da Amazônia, é uma faixa que se estende por vários quilômetros, dividindo os rios Negro, com uma coloração escura, e Solimões, com a coloração barrenta, no Amazonas.

Isso acontece, pois as águas dos rios não se misturam e, de acordo com os estudos, os principais fatores são a composição química, a temperatura e a velocidade dos dois. Ao longo da extensão do encontro das águas, os rios Negro e Solimões ficam lado a lado sem se misturar. 

Mas apesar do encontro mais famoso ser no Amazonas, o fenômeno acontece em outras regiões da Amazônia, como no Pará, e também possui histórias e lendas sobre a sua formação. Uma delas é a da bela mocoronga Santarém: 

“A abençoada terra santarena, cheia de belezas naturais, encanta a quem nela pisa.

Santarém, a cidade disputadas por dois belos rios que a banham, e que fazem o cenário amazônico ser ainda mais belo.

O encontro das águas, fascinante para aos olhos de que vê, é a imagem que até a mãe natureza se impressiona.

Desde séculos, o amor da bela mocoronga Santarém- PA, vem sendo disputada por dois belos rapazes que lutam terrivelmente para banhá-la e senti-la nos braços.

Santarém, que é uma moça de família, deita-se em sua cadeira de balanço, e com seu leque confeccionado de Tururi, expõe seu decote feito de areia cristal.

Tapajós, o menino dos olhos azuis, não quer que nenhum outro homem se aproxime de sua dama.

Amazonas, o outro apaixonado, todos os dias briga com seu rival, inimigo de morte.

Desde séculos, o amor da bela mocoronga Santarém- PA, vem sendo disputada por dois belos rapazes que lutam terrivelmente para banhá-la e senti-la nos braços.

Santarém, que é uma moça de família, deita-se em sua cadeira de balanço, e com seu leque confeccionado de Tururi, expõe seu decote feito de areia cristal.

Tapajós, o menino dos olhos azuis, não quer que nenhum outro homem se aproxime de sua dama.

Amazonas, o outro apaixonado, todos os dias briga com seu rival, inimigo de morte.

A bela, Santarém ama muito os dois, queria que eles se entendessem, pois em seu coração tem espaço para os dois caboclos.

Quando os dois meninos partem para o ringue, a situação se torna violenta.

Pescador é jogado para fora da canoa, o vento feito pelas braçadas dos dois faz à saia feita de areia que veste a menina voar longe.

Na disputa pela moça os dois incansavelmente se ofendem: 

– Eu caboclo moreno, combino, mas com minha sinhá. Saia da frente seu riozinho de meia tigela.

Veja só! Eu um riozinho…, mas sou eu quem estende e beija a mão da bela moça todos os dias. Você… Coitado fica só de longe nos observando.

Muitas vezes o grande Amazonas se enfurece, e tenta atacar o Tapajós, meio a um forte vento, quase todos os dias os dois meninos se misturam, e em uma cor tipo café com leite enfeitam ainda mais a manhã santarena.

Quando os meninos se acalmam são beijados e entram em um acordo proposto pela menina Pérola, tudo se envolve na beleza das serenatas e piracaias feitas pelos mocorongos.

Mas um dia eles se lembram e tudo começa de novo:

– O que você quer aqui, seu amarelão, deixe a minha pérola em paz.
– Saia você da frente, não vê que você está atrapalhando o nosso romance?
– Deixe disso, rapaz! A onde já se viu a minha menina trocar-me por você.
– Eu sou mais forte, tenho mais poder para protegê-la, sou o maior rio em volume de água doce do mundo, ouviu bem “do mundo”. Já você é um tremendo de um fracote.
– Eu posso não ser tão grande quanto você, mas a admiro de um lado a outro, e você, só se estica para longe porque é um tremendo galanteador isso sim!
– Eu galanteador? Ora mais, quem você pensa que é seu, seu,…
– Eu sou o rapaz mais bonito da Amazônia, olhos cor de anil e amado pela bela princesa mocoronga. Já você?
– Eu? O que tem?
– Você. Bom pra começar você é um viajantizinho amarelado, que tenta enfeitiçar a minha menina.
– Mas como se atreve?
– Maninho? Todos nós sabemos! Pensa que não?
– Do que você está falando?
– Sabemos que você vem lá da banda dos Andes do Peru, amigo! E usa vários nomes falsos, isso sim!
– Quem você pensa que é para falar assim comigo?
– Eu sou o Tapajós. Já você, nem sei direito, tive conhecimento que lá no Peru te chamam de Solimões, em tal lugar te chamam de fulano em outro de sicrano em outro de beltrano, quem é você afinal seu namorador? Deixe-me viver o amor com a minha bela princesa! A cada cidade que você passa você enfeitiça uma menina diferente.
– Amigo quem for fraco que se quebre! Eu não deixarei a bela moça, neste cenário sou AMAZONAS e amo minha SANTA SANTARÉM. A cada cidade que passo, deixo minha marca e amo minhas meninas, e o nome que tenho são dados por elas mesmas a cada cenário de paixão em que vivemos.

Assim os dois rapagões, amanhecem e adormecem embelezando o lugar onde passam e banham.

*Com informações do Blog Flávio Henrique Monteles

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