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Quinta, 01 Outubro 2020

Para comemorar o Dia da Amazônia, que tal conhecer alguns animais que são a cara desse bioma?

A Amazônia é o maior bioma de Floresta Tropical do mundo e compreende uma área de mais de 5 mil km2. Dado as dimensões desse bioma, é de se esperar que ele abrigue uma alta diversidade de animais, sendo que alguns são a cara da nossa floresta!

Onça-pintada (espécie Panthera onca)

A onça-pintada, espécie Panthera onca, é o maior felino das Américas, podendo chegar até 2,41 metros de comprimento (da ponta do rabo até o focinho) e pesar até 158 Kg no caso dos machos adultos, que são maiores que as fêmeas. Esses animais são reconhecidos pela pelagem característica, amarelo-dourado, coberta com pintas pretas na cabeça, pescoço e patas. Na região dos ombros, costas e na parte lateral do corpo (flancos) tem manchas com formato de rosa, com um ou dois pontos pretos no meio. Em alguns indivíduos pode ocorrer o melanismo, que é uma mutação genética que provoca a produção excessiva, concentrada e considerável de melanina, composto químico que confere coloração escura a pele ou pelo desses animais. Como resultado, os indivíduos que apresentam o melanismo têm a pelagem pretas. Mas isso não significa que esses animais sejam de outra espécie! As onças de coloração preta, conhecidas como panteras, continuam sendo onças-pintadas (Panthera onca) e inclusive apresentam as tão famosas pintas, porém essas ficam difícil de serem visualizas no meio da floresta, mas é possível ver com um pouco de ajuda da luz do sol, por exemplo.

A onça-pintada, espécie Panthera onca, um dos animais mais emblemáticos da Floresta Amazônica. Foto: WWF/AFP.

Jacaretinga (espécie Caiman crocodilus)

O jacaretinga é uma de quatro espécies de jacarés que ocorrem na Amazônia. Essa espécie pode chegar até 2,5 metros, sendo que as fêmeas são menores do que os machos, e podem pesar até 60 kg. Com relação a coloração, apresentam cor amarelada e manchas pretas sobre o corpo e cauda nos indivíduos mais jovens. Quando adultos apresentam uma coloração mais uniforme que varia de amarelo a verde oliva. Aquela cor cinza que a gente vê nos animais que estão no igarapé urbano não passa de sujeira acumulada! Se alimentam, em condições naturais, principalmente de invertebrados terrestres quando jovens, passando a consumir peixes e moluscos à medida que vão se tornando adultos. Porém em ambientes modificados, como é o caso dos igarapés urbanos, os jacarés precisam se adaptar em meio a sujeira para poder sobreviver.

Jacaretinga (Caiman crocodilus) em vista lateral tomando sol sobre um tronco de árvore. Foto: Gail Hampshire.

Anaconda (espécie Eunectes murinus)

A anaconda, ou sucuri, como também é conhecida popularmente, é a maior espécie de cobra da Amazônia, podendo chegar a até 8 metros de comprimento, mas apenas em casos raros. A média de tamanho dos animais dessa espécie é de 3 a 4 metros de comprimento. As anacondas são cobra com hábito de vida relacionado aos ambientes aquáticos, como igarapés e lagos. São animais adaptados ao ambiente aquático, e apresentam partes do corpo modificadas para isso. As narinas e os olhos, por exemplo, são mais voltados para cima na cabeça do animal, isso permite que a anaconda possa ficar totalmente submersa, só com os olhos e narinas para fora da água para quando ela estiver buscando presas, por exemplo. As anacondas podem se alimentar de peixes, aves, mamíferos variados (como capivaras e cutias) e até mesmo outros répteis, como jacarés.

A serpente anaconda, espécie Eunectes murinus. Foto: Alexandre Almeida.

Gavião-real (espécie Harpia harpyja)

O gavião-real ocorre nas florestas úmidas de países da América Central e América do Sul, como é o caso do Brasil. Esse animal habita, primariamente, extensas áreas de floresta preservada, mas pode ocorrer em fragmentos florestais próximos de áreas urbanas.É a maior ave de rapina das Américas, podendo alcançar um pouco mais de 2 metros de envergadura de asa (o tamanho de uma ponta a outra da asa) e pesar até 9 quilos, no caso das fêmeas e 5 quilos os machos. Devido ao grande porte, é conhecida pelos indígenas como Uiraçu, um termo tupi que significa "ave grande". Para muitas tribos indígenas brasileiras, o gavião-real é a personificação dos caciques, símbolo de altivez e força, sendo representado em diferentes manifestos culturais populares. Dentre as aves de rapina, é tida como a mais forte. Isso porque o gavião-real, além de um bico imponente, é equipado com garras potentes capazes de carregar presas grandes de até ¾ de sua massa corporal.

O gavião-real é uma das aves mais emblemáticas da floresta amazônica. Foto: Guilherme Jofili.

Boto-cor-de-rosa (espécie Inia geoffrensis)

O golfinho do rio Amazonas é também conhecido como boto-vermelho, e ocorre na Amazônia, além do Brasil, nos países Colômbia, Equador, Peru, Venezuela e Bolívia. O boto-cor-de-rosa é o maior dos botos podendo chegar até 2,55 metros de comprimento e pesar até 207 kg. Os botos possuem um corpo que é bem robusto, mas extremamente flexível, o que aumenta a capacidade de manobra e permite que estes animais consigam se mover entre as árvores e a vegetação submersa para procurar alimento na floresta alagada, como no meio dos igapós. O boto-cor-de-rosa se mantém ativo tanto de dia como de noite e, durante o período de atividade, se alimenta basicamente de peixes. Sendo que um único animal pode comer até 11 espécies de peixes! Uma das maiores ameaças para esses animais é a caça criminosa, principalmente para servir de isca para a pesca do peixe piracatinga.

O boto-cor-de-rosa, espécie Inia geoffrensis, um dos animais que são a cara da Amazônia. Foto: Federico Mosquera / Fundação Omacha.

É isso pessoal! Espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais sobre os incríveis animais que são desse bioma tão imponente. Abraços de sucuri pra vocês e até ao próximo animal da nossa exuberante Amazônia!


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