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Responsabilidade Social Empresarial

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Responsabilidade Social Empresarial

Mais de 90% dos resíduos gerados pela Yamaha são reciclados após descarte, na Amazônia

Ação faz parte das políticas de responsabilidade socioambiental da empresa, instalada no Polo Industrial de Manaus (PIM) há 35 anos


A responsabilidade socioambiental é o compromisso que o governo, as empresas e o cidadão deve ter com a preservação do meio ambiente. Ela existe através de políticas que objetivam a sustentabilidade na produção e consumo minimizando, custos ambientais e sociais. 

 
Foto: William Costa/Portal Amazônia

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) elaborou um Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentável para fomentar políticas, programas e ações da área baseado em seis princípios:

1 - Educação para o Consumo Sustentável;

2 - Varejo e Consumo Sustentável;

3 - Aumento da reciclagem;

4 - Compras Públicas Sustentáveis;

5 - Construções Sustentáveis; e,

6 - Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P).

O compromisso do mercado passa pela Responsabilidade Social Empresarial (RPE), que vai além da geração de empregos, pagamentos de impostos e do lucro. Objetivos com o desenvolvimento sustentável, preservação do meio ambiente, respeito à diversidade, conduta ética, governança com transparência e outras frentes proporcionam qualidade de vida aos funcionários e à comunidade que a empresa está inserida.

 
Foto: William Costa/Portal Amazônia

Segundo a gerente de Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Renée Fagundes Veiga, a prática de responsabilidade social é intensificada quando se agregada ao peso da marca Amazônia.

"Estamos inseridos no meio da maior floresta tropical do planeta. Por si só, empreender na Amazônia já é um convite à implementação das ações de responsabilidade social empresarial. As indústrias instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) possuem uma visão clara de sua responsabilidade para com a preservação das riquezas naturais da região e, igualmente, demonstram preocupação em desenvolver estratégias que tornem sua atividade eficiente e ao mesmo tempo socioambientalmente responsável", ressalta Renée.

Instalada há 35 anos no Polo Industrial de Manaus (PIM), a Yamaha Motor da Amazônia, segunda maior fabricantes de motocicletas no Brasil, é uma das empresas comprometidas com a gestão ambiental e possui a certificação ISO 14001 desde 2004.

Segundo o gerente geral da Yamaha em Manaus, Anderson Chaves, a empresa está comprometida em manter a floresta Amazônica em pé e reciclar seus resíduos. "Todo processo que nós começamos, a gente pensa em como não agredir a natureza. Então, hoje, 93% daquilo que geramos de resíduos são reciclados, os demais 7% incineramos, pois ainda não achamos uma tecnologia adequada para o reuso disso, mas queremos chegar aos 100% do processo", conta.

 
Foto: William Costa/Portal Amazônia

Ainda segundo Anderson, nos objetivos internos de sustentabilidade da Yamaha para todo o mundo, a ser alcançado até 2050, estava a diminuição em 50% dos resíduos gerados. A fábrica instalada na Amazônia conseguiu bater a meta, estipulada em 2010, principalmente quando, ao inventar uma nova tecnologia, deixou de usar embalagens de aço na entrega dos produtos.

"Produzimos uma embalagem que vai e volta no transporte, os nossos racks metálicos. Antes, tínhamos uma embalagem de aço que ia até o concessionário e não sabíamos o destino dado por ele. Com essa inovação, retiramos nos últimos anos 5,2 mil toneladas de aço das embalagens antigas, e nesse sistema de transporte temos uma duração média de 10 anos para cada rack. Isso tem um impacto muito expressivo no meio ambiente", ressalta.

 
Foto: William Costa/Portal Amazônia

Capacitação de jovens ribeirinhos

Nas peculiaridades da Amazônia, onde os rios acabam sendo as principais avenidas para o deslocamento da população, os ribeirinhos abandonam os remos e dão lugar aos motores estacionários e de popa, que além de reduzir esforço dá mobilidade com maior rapidez nas canoas que navegam pelas águas da região.

Na comunidade Lago do Sampaio, em Autazes (distante cerca de 107 quilômetros de Manaus), o padeiro Pio Pedro da Cunha, é um dos líderes comunitários e usa a canoa para o deslocamentos.

"Aqui usamos dois tipos de motores nas embarcações, o motor de popa, que chamamos de vertical, para viagens mais longas e rápidas, e o motor estacionário adaptado, que conhecemos por horizontal, para áreas de igapó", conta.


 
Foto: William Costa/Portal Amazônia

Nesse sentido, a empresa tem desenvolvido ações de responsabilidade social como o projeto Oficina Escola Mecânica que atua na capacitação de jovens para manutenção de motocicletas e, em parceria com o Senai, o Barco-Escola, que fornece cursos profissionalizantes de conhecimento técnico e específicos das áreas.

"Entre 2005 e 2019 atendemos 960 jovens aprendizes e 528 como aprendiz de mecânica de motocicletas e assim os preparar para o mercado de trabalho. Quase 100% desses aprendizes são aproveitados pela empresa", ressalta.

Como iniciativa ambiental, a empresa reutiza combustível, fomenta a coleta seletiva doméstica entre os funcionários, que podem trazer o lixo e ser colhido aqui. Uma área de descanso e lazer com pallets, por exemplo, foi construída para atender aos colaboradores, além de uma lojinha interna onde há vendas de parte dos produtos reciclados pela empresa.

 


Produção

Na última quinta-feira (23), a Yamaha Motor da Amazônia abriu suas portas para uma vista técnica de jornalistas, onde também apresentou os dados da produção de motocicletas no ano. Segundo dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), em 2019 houve uma alta de 6,8% na produção de motocicletas, ultrapassando 1,1 milhão de unidades.

Para a fabricante, em 2019, as vendas no atacado chegaram a 149,1 mil unidades, o que significa um crescimento de 8,5%, em relação ao ano de 2018. Isso para o gerente de relações institucionais da Yamaha significa um avanço contra a crise no país.

"Estamos superando a crise, mas não é algo rápido. Nas exportações, por exemplo, nosso maior mercado consumidor é a Argentina, que enfrenta uma severa crise e isso nos deu uma queda de -74% no comparativo anual", ressalta.

Com projeção de crescimento em 4% para 2020, a Yamaha lança um novo modelo de scooter, a XMax 250, outras da parceria com a Marvel e apresenta a ferramenta de e-commerce, onde será inovadora na venda direta ao consumidor final, que poderá escolher, além do modelo, as cores das motos.

 



     

Mais de 90% dos resíduos gerados pela Yamaha são reciclados após descarte, na Amazônia

Ação faz parte das políticas de responsabilidade socioambiental da empresa, instalada no Polo Industrial de Manaus (PIM) há 35 anos

William Costa

william.costa@portalamazonia.com


A responsabilidade socioambiental é o compromisso que o governo, as empresas e o cidadão deve ter com a preservação do meio ambiente. Ela existe através de políticas que objetivam a sustentabilidade na produção e consumo minimizando, custos ambientais e sociais. 

 
Foto: William Costa/Portal Amazônia

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) elaborou um Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentável para fomentar políticas, programas e ações da área baseado em seis princípios:

1 - Educação para o Consumo Sustentável;

2 - Varejo e Consumo Sustentável;

3 - Aumento da reciclagem;

4 - Compras Públicas Sustentáveis;

5 - Construções Sustentáveis; e,

6 - Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P).

O compromisso do mercado passa pela Responsabilidade Social Empresarial (RPE), que vai além da geração de empregos, pagamentos de impostos e do lucro. Objetivos com o desenvolvimento sustentável, preservação do meio ambiente, respeito à diversidade, conduta ética, governança com transparência e outras frentes proporcionam qualidade de vida aos funcionários e à comunidade que a empresa está inserida.

 
Foto: William Costa/Portal Amazônia

Segundo a gerente de Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Renée Fagundes Veiga, a prática de responsabilidade social é intensificada quando se agregada ao peso da marca Amazônia.

"Estamos inseridos no meio da maior floresta tropical do planeta. Por si só, empreender na Amazônia já é um convite à implementação das ações de responsabilidade social empresarial. As indústrias instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) possuem uma visão clara de sua responsabilidade para com a preservação das riquezas naturais da região e, igualmente, demonstram preocupação em desenvolver estratégias que tornem sua atividade eficiente e ao mesmo tempo socioambientalmente responsável", ressalta Renée.

Instalada há 35 anos no Polo Industrial de Manaus (PIM), a Yamaha Motor da Amazônia, segunda maior fabricantes de motocicletas no Brasil, é uma das empresas comprometidas com a gestão ambiental e possui a certificação ISO 14001 desde 2004.

Segundo o gerente geral da Yamaha em Manaus, Anderson Chaves, a empresa está comprometida em manter a floresta Amazônica em pé e reciclar seus resíduos. "Todo processo que nós começamos, a gente pensa em como não agredir a natureza. Então, hoje, 93% daquilo que geramos de resíduos são reciclados, os demais 7% incineramos, pois ainda não achamos uma tecnologia adequada para o reuso disso, mas queremos chegar aos 100% do processo", conta.

 
Foto: William Costa/Portal Amazônia

Ainda segundo Anderson, nos objetivos internos de sustentabilidade da Yamaha para todo o mundo, a ser alcançado até 2050, estava a diminuição em 50% dos resíduos gerados. A fábrica instalada na Amazônia conseguiu bater a meta, estipulada em 2010, principalmente quando, ao inventar uma nova tecnologia, deixou de usar embalagens de aço na entrega dos produtos.

"Produzimos uma embalagem que vai e volta no transporte, os nossos racks metálicos. Antes, tínhamos uma embalagem de aço que ia até o concessionário e não sabíamos o destino dado por ele. Com essa inovação, retiramos nos últimos anos 5,2 mil toneladas de aço das embalagens antigas, e nesse sistema de transporte temos uma duração média de 10 anos para cada rack. Isso tem um impacto muito expressivo no meio ambiente", ressalta.

 
Foto: William Costa/Portal Amazônia

Capacitação de jovens ribeirinhos

Nas peculiaridades da Amazônia, onde os rios acabam sendo as principais avenidas para o deslocamento da população, os ribeirinhos abandonam os remos e dão lugar aos motores estacionários e de popa, que além de reduzir esforço dá mobilidade com maior rapidez nas canoas que navegam pelas águas da região.

Na comunidade Lago do Sampaio, em Autazes (distante cerca de 107 quilômetros de Manaus), o padeiro Pio Pedro da Cunha, é um dos líderes comunitários e usa a canoa para o deslocamentos.

"Aqui usamos dois tipos de motores nas embarcações, o motor de popa, que chamamos de vertical, para viagens mais longas e rápidas, e o motor estacionário adaptado, que conhecemos por horizontal, para áreas de igapó", conta.


 
Foto: William Costa/Portal Amazônia

Nesse sentido, a empresa tem desenvolvido ações de responsabilidade social como o projeto Oficina Escola Mecânica que atua na capacitação de jovens para manutenção de motocicletas e, em parceria com o Senai, o Barco-Escola, que fornece cursos profissionalizantes de conhecimento técnico e específicos das áreas.

"Entre 2005 e 2019 atendemos 960 jovens aprendizes e 528 como aprendiz de mecânica de motocicletas e assim os preparar para o mercado de trabalho. Quase 100% desses aprendizes são aproveitados pela empresa", ressalta.

Como iniciativa ambiental, a empresa reutiza combustível, fomenta a coleta seletiva doméstica entre os funcionários, que podem trazer o lixo e ser colhido aqui. Uma área de descanso e lazer com pallets, por exemplo, foi construída para atender aos colaboradores, além de uma lojinha interna onde há vendas de parte dos produtos reciclados pela empresa.

 


Produção

Na última quinta-feira (23), a Yamaha Motor da Amazônia abriu suas portas para uma vista técnica de jornalistas, onde também apresentou os dados da produção de motocicletas no ano. Segundo dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), em 2019 houve uma alta de 6,8% na produção de motocicletas, ultrapassando 1,1 milhão de unidades.

Para a fabricante, em 2019, as vendas no atacado chegaram a 149,1 mil unidades, o que significa um crescimento de 8,5%, em relação ao ano de 2018. Isso para o gerente de relações institucionais da Yamaha significa um avanço contra a crise no país.

"Estamos superando a crise, mas não é algo rápido. Nas exportações, por exemplo, nosso maior mercado consumidor é a Argentina, que enfrenta uma severa crise e isso nos deu uma queda de -74% no comparativo anual", ressalta.

Com projeção de crescimento em 4% para 2020, a Yamaha lança um novo modelo de scooter, a XMax 250, outras da parceria com a Marvel e apresenta a ferramenta de e-commerce, onde será inovadora na venda direta ao consumidor final, que poderá escolher, além do modelo, as cores das motos.

 



     

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