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Paola Guidobono

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Paola Guidobono

Acupuntura: um tratamento além da dor

A acupuntura vai além de tratamento paliativo para amenizar dores ou efeitos de medicação, o ideal é tratar o sintoma e a causa

Paola Guidobono

paola.guidobono@gmail.com


Quem já foi em uma sessão de acupuntura, provavelmente recorda-se da angústia que a aplicação de agulhas no corpo é capaz de ocasionar. Porém, a acupuntura está longe de ser um tratamento doloroso e mítico. Atualmente, fundamentada na ciência, essa terapia chinesa restaura o fluxo vital normal do corpo e trabalha de maneira holística: mente, emoções e o corpo físico.

Para compreendermos esse ramo da medicina tradicional chinesa convidei o fundador do Instituto Takinaga de Terapias Complementares, Márcio Takinaga, para uma entrevista. Em uma tarde de segunda-feira, Takinaga falou com brilho nos olhos sobre o seu papel como acupunturista nesses 10 anos e esclareceu de maneira simples e sincera a visão do mundo pelas lentes das civilizações orientais.
     
Foto:Divulgação/Paola Guidobono
 
Márcio, o que é acupuntura? Acupuntura é uma palavra latina que significa “inserir agulha”, é um dos ramos da medicina tradicional chinesa. A ideia base consiste em equilibrar o corpo através de estímulos com agulhas em pontos específicos, deixando-o preparado para enfrentar as intempéries do dia a dia, desta maneira, quando ocorre qualquer alteração no ambiente (como temperatura, por exemplo) ela não se torna patológica.
Como funciona esse equilíbrio?

Nosso corpo possui canais externos por onde passa a energia (Qi), estimulando pontos específicos desses canais, a energia pode fluir livremente para os canais mais internos que se ligam com um órgão e um par (órgão e víscera). Por exemplo, o fígado tem relações com as unhas, tendões, olhos, cabeça e emoções, como a raiva. Quando uma pessoa apresenta um tremor nos olhos, o Qi do fígado não está equilibrado, estimulando os pontos específicos, o Qi movimenta-se livremente e as energias Yin e Yang são restauradas.


O que são os pontos de acupuntura?

Nos pontos de acupuntura existem os vórtices de energia que podem ser identificados quando testamos com um voltímetro a permeabilidade ou alguma alteração elétrica.
E do que se tratam as energias Yin e Yang?

De forma básica, para os chineses, Yin é a lua e Yang é o sol, equivalem como opostos que se complementam. Ninguém conseguiria viver se houvesse apenas o dia ou somente a noite, é preciso de ambas as energias para o equilíbrio.


No que consiste essa energia?

Possuímos dois tipos de energia, a pré-natal e a pós-natal.  A pré-natal, que herdamos de nossos pais, é armazenada no rim e não é reposta. Já a pós-natal, é a energia captada do ar e dos alimentos, essa energia é armazenada no pulmão e baço, e pode ser trabalhada para fortalecê-la. Para o nosso Qi ser bom, precisamos destes três órgãos trabalhando bem (rim, pulmão e baço) se eu tiver uma alimentação e uma respiração boa, terei um Qi pós-natal bom, se ele for bom o suficiente, meu corpo vai consumir o que precisa e o excedente vai ser guardado como uma reserva, então quanto mais Qi pós-natal eu tiver, menos eu consumo do pré-natal. Se eu quero ter qualidade de vida, tenho que ter uma respiração e uma alimentação boa, caso contrário, consumirei a energia pré-natal, a essência, e posso ter uma piora na qualidade de vida ou ainda diminuição no meu tempo de vida.
Por que equilibrar o Qi é tão importante?

Se tenho o livre fluxo do Qi, vou ter raiva, mas não vou agredir uma pessoa ou matá-la, se eu tenho medo, não entrarei em pânico, se tenho tristeza não entro em depressão, a pessoa é capaz de sentir todas as emoções, mas elas não se tornam patológicas.
Pelo seu olhar, a acupuntura é uma terapia holística?

O chinês avalia tudo, por isso essa questão do holismo, eu vejo a causa e os sintomas. Quando a acupuntura chegou ao ocidente, ela foi vinculada a questão de dor, e realmente, eu posso trabalhar como um tratamento paliativo para amenizar dores ou efeitos de medicação, como é o caso no acompanhamento de pacientes oncológicos, mas a acupuntura trabalha tanto o sintoma quanto a causa. O ideal é tratar o sintoma e a causa.


A auriculoterapia e a reflexologia estão ligadas a medicina chinesa e qual a relação delas com a acupuntura?

Essas terapias são chamadas de microssistemas, ferramentas que fazem parte como técnica complementar da acupuntura, usadas para a dor, geralmente dão uma resposta de 40% a 80% de alívio, então é muito comum usar essas ferramentas para o tratamento imediato da dor e a acupuntura para tratar a causa.


Quais seriam as outras ferramentas complementares?

A fitoterapia, que trabalha as síndromes, como uma dor de cabeça latejante que pode ser uma ascensão do yang do fígado, a massagem, que desbloqueia os canais. Mas dentro da acupuntura, nós temos outros recursos, como a moxabustão que é a queimada, em pontos ou áreas específicas, da “lã” da planta Artemísia e a ventosa, que move as energias para uma camada mais superficial do corpo. Essas são as ferramentas clássicas, mas também temos as modernas como laserterapia e eletroacupuntura.


Algumas pessoas associam a inserção de agulhas com dor, realmente dói?

Geralmente não dói, sente-se apenas uma picadinha, mas isso depende do profissional. A sensação da movimentação da energia com a inserção da agulha pode ser sentida como um leve choque, espasmo no músculo ou calor. Alguns profissionais buscam essa sensação de maneira mais forte, o que acarreta em maior desconforto, o ideal é que o profissional consiga movimentar a energia sem a percepção dolorosa do paciente. Agora, dependendo da região do corpo, temos menos estrutura muscular e o estímulo pode ser mais desconfortável, como pontos próximos das extremidades como nos dedos ou mãos, que podem ter maior sensibilidade. Mas de uma forma geral não gera uma dor tão desconfortável assim, se for bem aplicado e com a técnica correta. E ainda, para quem tem muito medo, podemos utilizar outras ferramentas, como o laser, indicado principalmente para crianças e idosos.


Qual o tempo do tratamento?

Quanto melhor o tratamento, mais rápido o paciente terá a energia natural circulando de forma adequada. Veja bem, se você enviar uma correspondência com o CEP 69000, será de Manaus, mas qual a rua, o bairro e o número da casa? Não basta colocar uma agulha em qualquer ponto, um bom profissional identifica os pontos mais eficazes e isso reduz o tempo de tratamento, mas não significa que o paciente não volte, a acupuntura é também uma terapia de prevenção e estamos sempre passando para outros níveis do jogo da vida e precisamos nos equilibrar novamente.
         
Foto:Divulgação/Paola Guidobono
 

Existe alguma contra indicação?

Alguns pacientes como as gestantes possuem pontos contraindicados e até mesmo proibidos, é necessário o consentimento do obstetra, assim como outros pacientes que estão sendo acompanhados por médicos, solicitamos uma conversa para trabalharmos em conjunto, para não ter nenhuma oposição nos tratamentos, como por exemplo, no dia que o terapeuta usa gelo não fazemos a moxabustão (calor) para não ter esse conflito, a contraindicação, na verdade, é mais uma cautela do que uma proibição. A Acupuntura é muito simples, mas não é fácil, é uma medicina holística e séria, que influencia em tudo.


Você mencionou a laserterapia, no que a tecnologia ajudou a acupuntura?

O sistema Ryodoraku foi um desenvolvimento fantástico. Até então, as avaliações eram feitas através do método chinês, pelo pulso, o que dificultava a explicação do tratamento e conferindo a atmosfera mítica a acupuntura. Mas hoje, o acupunturista pode utilizar um sistema chamado Ryodoraku, desenvolvido pelo médico japonês Yoshio Nakatani. Esse equipamento avalia todos os pontos do corpo gera uma média que é lançada em um software do computador resultando em um gráfico capaz de dizer como está a energia da pessoa e inclusive sugere alguns tratamentos. É muito mais fácil para um ocidental compreender um gráfico do que as características do pulsologia.


Percebo um movimento diferente na procura dos tratamentos holísticos, a acupuntura passou a ter maior procura ao longo desses anos? Ao que você relaciona essa mudança?

Sim, a mudança começou há uns três anos, muito devido a o empenho das escolas em trabalhar no lado mais científico. Reduzindo o fator mítico, conferindo maior credibilidade e formando melhores profissionais. É importante observar a acupuntura de outra forma, com outra visão. As pesquisas nunca param e ajudam a comprovar a eficácia da técnica. Mesmo que a acupuntura não se encaixe perfeitamente na visão do mundo ocidental, a procura tem aumentado e nós estamos descobrindo o que o chinês já sabiam há milhares de anos, de uma forma diferenciada.


Para finalizarmos, quais os principais benefícios da acupuntura?

A acupuntura te dá lucidez, discernimento, é capaz de tirar algumas compulsões como alimentares, síndromes do pânico etc. Trabalha o físico, o emocional e o mental, com essas bases equilibradas, o paciente começa a ver o sentido da vida, percebe que muitas vezes o que está vivendo é uma ilusão por causa do meio em que convive, e o corpo vai refletindo com bem estar.


Quer saber mais sobre todas as terapias holísticas da cidade?


@paolaguidobono

Paola Guidobono – Psicoterapeuta Transpessoal – Terapeuta Holo-Sistêmica – Mestre Reiki Usui – Access Bars Practitioner – Bach Practitioner – Taróloga - Numeróloga

     

Acupuntura: um tratamento além da dor

A acupuntura vai além de tratamento paliativo para amenizar dores ou efeitos de medicação, o ideal é tratar o sintoma e a causa

Paola Guidobono

paola.guidobono@gmail.com


Quem já foi em uma sessão de acupuntura, provavelmente recorda-se da angústia que a aplicação de agulhas no corpo é capaz de ocasionar. Porém, a acupuntura está longe de ser um tratamento doloroso e mítico. Atualmente, fundamentada na ciência, essa terapia chinesa restaura o fluxo vital normal do corpo e trabalha de maneira holística: mente, emoções e o corpo físico.

Para compreendermos esse ramo da medicina tradicional chinesa convidei o fundador do Instituto Takinaga de Terapias Complementares, Márcio Takinaga, para uma entrevista. Em uma tarde de segunda-feira, Takinaga falou com brilho nos olhos sobre o seu papel como acupunturista nesses 10 anos e esclareceu de maneira simples e sincera a visão do mundo pelas lentes das civilizações orientais.
     
Foto:Divulgação/Paola Guidobono
 
Márcio, o que é acupuntura? Acupuntura é uma palavra latina que significa “inserir agulha”, é um dos ramos da medicina tradicional chinesa. A ideia base consiste em equilibrar o corpo através de estímulos com agulhas em pontos específicos, deixando-o preparado para enfrentar as intempéries do dia a dia, desta maneira, quando ocorre qualquer alteração no ambiente (como temperatura, por exemplo) ela não se torna patológica.
Como funciona esse equilíbrio?

Nosso corpo possui canais externos por onde passa a energia (Qi), estimulando pontos específicos desses canais, a energia pode fluir livremente para os canais mais internos que se ligam com um órgão e um par (órgão e víscera). Por exemplo, o fígado tem relações com as unhas, tendões, olhos, cabeça e emoções, como a raiva. Quando uma pessoa apresenta um tremor nos olhos, o Qi do fígado não está equilibrado, estimulando os pontos específicos, o Qi movimenta-se livremente e as energias Yin e Yang são restauradas.


O que são os pontos de acupuntura?

Nos pontos de acupuntura existem os vórtices de energia que podem ser identificados quando testamos com um voltímetro a permeabilidade ou alguma alteração elétrica.
E do que se tratam as energias Yin e Yang?

De forma básica, para os chineses, Yin é a lua e Yang é o sol, equivalem como opostos que se complementam. Ninguém conseguiria viver se houvesse apenas o dia ou somente a noite, é preciso de ambas as energias para o equilíbrio.


No que consiste essa energia?

Possuímos dois tipos de energia, a pré-natal e a pós-natal.  A pré-natal, que herdamos de nossos pais, é armazenada no rim e não é reposta. Já a pós-natal, é a energia captada do ar e dos alimentos, essa energia é armazenada no pulmão e baço, e pode ser trabalhada para fortalecê-la. Para o nosso Qi ser bom, precisamos destes três órgãos trabalhando bem (rim, pulmão e baço) se eu tiver uma alimentação e uma respiração boa, terei um Qi pós-natal bom, se ele for bom o suficiente, meu corpo vai consumir o que precisa e o excedente vai ser guardado como uma reserva, então quanto mais Qi pós-natal eu tiver, menos eu consumo do pré-natal. Se eu quero ter qualidade de vida, tenho que ter uma respiração e uma alimentação boa, caso contrário, consumirei a energia pré-natal, a essência, e posso ter uma piora na qualidade de vida ou ainda diminuição no meu tempo de vida.
Por que equilibrar o Qi é tão importante?

Se tenho o livre fluxo do Qi, vou ter raiva, mas não vou agredir uma pessoa ou matá-la, se eu tenho medo, não entrarei em pânico, se tenho tristeza não entro em depressão, a pessoa é capaz de sentir todas as emoções, mas elas não se tornam patológicas.
Pelo seu olhar, a acupuntura é uma terapia holística?

O chinês avalia tudo, por isso essa questão do holismo, eu vejo a causa e os sintomas. Quando a acupuntura chegou ao ocidente, ela foi vinculada a questão de dor, e realmente, eu posso trabalhar como um tratamento paliativo para amenizar dores ou efeitos de medicação, como é o caso no acompanhamento de pacientes oncológicos, mas a acupuntura trabalha tanto o sintoma quanto a causa. O ideal é tratar o sintoma e a causa.


A auriculoterapia e a reflexologia estão ligadas a medicina chinesa e qual a relação delas com a acupuntura?

Essas terapias são chamadas de microssistemas, ferramentas que fazem parte como técnica complementar da acupuntura, usadas para a dor, geralmente dão uma resposta de 40% a 80% de alívio, então é muito comum usar essas ferramentas para o tratamento imediato da dor e a acupuntura para tratar a causa.


Quais seriam as outras ferramentas complementares?

A fitoterapia, que trabalha as síndromes, como uma dor de cabeça latejante que pode ser uma ascensão do yang do fígado, a massagem, que desbloqueia os canais. Mas dentro da acupuntura, nós temos outros recursos, como a moxabustão que é a queimada, em pontos ou áreas específicas, da “lã” da planta Artemísia e a ventosa, que move as energias para uma camada mais superficial do corpo. Essas são as ferramentas clássicas, mas também temos as modernas como laserterapia e eletroacupuntura.


Algumas pessoas associam a inserção de agulhas com dor, realmente dói?

Geralmente não dói, sente-se apenas uma picadinha, mas isso depende do profissional. A sensação da movimentação da energia com a inserção da agulha pode ser sentida como um leve choque, espasmo no músculo ou calor. Alguns profissionais buscam essa sensação de maneira mais forte, o que acarreta em maior desconforto, o ideal é que o profissional consiga movimentar a energia sem a percepção dolorosa do paciente. Agora, dependendo da região do corpo, temos menos estrutura muscular e o estímulo pode ser mais desconfortável, como pontos próximos das extremidades como nos dedos ou mãos, que podem ter maior sensibilidade. Mas de uma forma geral não gera uma dor tão desconfortável assim, se for bem aplicado e com a técnica correta. E ainda, para quem tem muito medo, podemos utilizar outras ferramentas, como o laser, indicado principalmente para crianças e idosos.


Qual o tempo do tratamento?

Quanto melhor o tratamento, mais rápido o paciente terá a energia natural circulando de forma adequada. Veja bem, se você enviar uma correspondência com o CEP 69000, será de Manaus, mas qual a rua, o bairro e o número da casa? Não basta colocar uma agulha em qualquer ponto, um bom profissional identifica os pontos mais eficazes e isso reduz o tempo de tratamento, mas não significa que o paciente não volte, a acupuntura é também uma terapia de prevenção e estamos sempre passando para outros níveis do jogo da vida e precisamos nos equilibrar novamente.
         
Foto:Divulgação/Paola Guidobono
 

Existe alguma contra indicação?

Alguns pacientes como as gestantes possuem pontos contraindicados e até mesmo proibidos, é necessário o consentimento do obstetra, assim como outros pacientes que estão sendo acompanhados por médicos, solicitamos uma conversa para trabalharmos em conjunto, para não ter nenhuma oposição nos tratamentos, como por exemplo, no dia que o terapeuta usa gelo não fazemos a moxabustão (calor) para não ter esse conflito, a contraindicação, na verdade, é mais uma cautela do que uma proibição. A Acupuntura é muito simples, mas não é fácil, é uma medicina holística e séria, que influencia em tudo.


Você mencionou a laserterapia, no que a tecnologia ajudou a acupuntura?

O sistema Ryodoraku foi um desenvolvimento fantástico. Até então, as avaliações eram feitas através do método chinês, pelo pulso, o que dificultava a explicação do tratamento e conferindo a atmosfera mítica a acupuntura. Mas hoje, o acupunturista pode utilizar um sistema chamado Ryodoraku, desenvolvido pelo médico japonês Yoshio Nakatani. Esse equipamento avalia todos os pontos do corpo gera uma média que é lançada em um software do computador resultando em um gráfico capaz de dizer como está a energia da pessoa e inclusive sugere alguns tratamentos. É muito mais fácil para um ocidental compreender um gráfico do que as características do pulsologia.


Percebo um movimento diferente na procura dos tratamentos holísticos, a acupuntura passou a ter maior procura ao longo desses anos? Ao que você relaciona essa mudança?

Sim, a mudança começou há uns três anos, muito devido a o empenho das escolas em trabalhar no lado mais científico. Reduzindo o fator mítico, conferindo maior credibilidade e formando melhores profissionais. É importante observar a acupuntura de outra forma, com outra visão. As pesquisas nunca param e ajudam a comprovar a eficácia da técnica. Mesmo que a acupuntura não se encaixe perfeitamente na visão do mundo ocidental, a procura tem aumentado e nós estamos descobrindo o que o chinês já sabiam há milhares de anos, de uma forma diferenciada.


Para finalizarmos, quais os principais benefícios da acupuntura?

A acupuntura te dá lucidez, discernimento, é capaz de tirar algumas compulsões como alimentares, síndromes do pânico etc. Trabalha o físico, o emocional e o mental, com essas bases equilibradas, o paciente começa a ver o sentido da vida, percebe que muitas vezes o que está vivendo é uma ilusão por causa do meio em que convive, e o corpo vai refletindo com bem estar.


Quer saber mais sobre todas as terapias holísticas da cidade?


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