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Mazé Mourão

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Mazé Mourão

Todos, menos eu

Lembro de dona Zenir Paula de Sá, uma senhora impagável! Com 93 anos, lúcida e cheia de ‘falas’ sinceras e sem limites que chegam a causar espanto

Mazé Mourão

mazemanaus@gmail.com


Em tempos de comemoração de aniversário da bela Manaus, aliás e a propósito, lembrei da dona Zenir Paula de Sá, uma senhora amazonense impagável! Com 93 anos, lúcida e cheia de ‘falas’ sinceras e sem limites que chegam a causar espanto! Por ter uma boa aposentadoria, os filhos e netos sempre querem dinheiro emprestado da Zenir. Pensam que ela esquece o empréstimo? Qual nada. Um belo dia por telefone, lasca: “Quando tu vais me pagar o que estás devendo?”. No almoço de domingo, vai chegando o fim da tarde, profere: “Vamos, vamos, vamos, que a dona da casa quer dormir”! Se ela sabe que algo sumiu, as palavras são certeiras: "Pegaram a comida? Todos, menos eu”!

Quando dona Zenir fez 90 anos, chamou a sua diarista e mandou tirar toda a roupa do armário, levar tudo das gavetas, fez a limpa. Os filhos não entenderam nada, mas não opinaram na decisão da mãe. No ano seguinte, aniversário de 91 anos, Zenir alardeou: “Dei toda a minha roupa porque ia morrer. Não morri. E este ano não tenho vestido para celebrar meu aniversário, eu, hein”!

Recentemente decidiu vender um imóvel. Avisou: “Quero o dinheiro todo na minha casa. Nada de banco. Vou ajudar as filhas mulheres, viajar para Fortaleza e subir e descer a Avenida Eduardo Ribeiro, como fazia antigamente. E não quero ninguém me atrapalhando”! Essa dona Zenir, que eu adoro, é a cara de Manaus! Até!

Todos, menos eu

Lembro de dona Zenir Paula de Sá, uma senhora impagável! Com 93 anos, lúcida e cheia de ‘falas’ sinceras e sem limites que chegam a causar espanto

Mazé Mourão

mazemanaus@gmail.com


Em tempos de comemoração de aniversário da bela Manaus, aliás e a propósito, lembrei da dona Zenir Paula de Sá, uma senhora amazonense impagável! Com 93 anos, lúcida e cheia de ‘falas’ sinceras e sem limites que chegam a causar espanto! Por ter uma boa aposentadoria, os filhos e netos sempre querem dinheiro emprestado da Zenir. Pensam que ela esquece o empréstimo? Qual nada. Um belo dia por telefone, lasca: “Quando tu vais me pagar o que estás devendo?”. No almoço de domingo, vai chegando o fim da tarde, profere: “Vamos, vamos, vamos, que a dona da casa quer dormir”! Se ela sabe que algo sumiu, as palavras são certeiras: "Pegaram a comida? Todos, menos eu”!

Quando dona Zenir fez 90 anos, chamou a sua diarista e mandou tirar toda a roupa do armário, levar tudo das gavetas, fez a limpa. Os filhos não entenderam nada, mas não opinaram na decisão da mãe. No ano seguinte, aniversário de 91 anos, Zenir alardeou: “Dei toda a minha roupa porque ia morrer. Não morri. E este ano não tenho vestido para celebrar meu aniversário, eu, hein”!

Recentemente decidiu vender um imóvel. Avisou: “Quero o dinheiro todo na minha casa. Nada de banco. Vou ajudar as filhas mulheres, viajar para Fortaleza e subir e descer a Avenida Eduardo Ribeiro, como fazia antigamente. E não quero ninguém me atrapalhando”! Essa dona Zenir, que eu adoro, é a cara de Manaus! Até!

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