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Márcya Lira

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Márcya Lira

Excesso de tecnologia prejudica a criança?

Crie seus filhos para serem os nativos digitais mais conscientes para fazerem escolhas certas e seguras


Estes dias entrei em uma cafeteria e percebi um casal um tanto quanto agoniado com a sua criança pequena que não estava demonstrando bom comportamento e chorava copiosamente. Foi então que vi a mãe mexer na bolsa e imaginei que iria pegar uma chupeta ou um brinquedo de pano para acalmar a criança, mas, pelo contrário, ela retirou da bolsa um tablet e deu para a menina. Santo remédio! A criança parou de chorar na hora e começou a usar os dedinhos na tela com grande destreza.

 
Foto: Pixabay

Esta cena está cada vez mais comum e por aqui devemos fazer algumas reflexões, mas também entender que para tudo nessa vida existem seus prós e contras.

Todos sabemos que a revolução das telas começou com a televisão. Lembro com saudades de minha infância quando almoçava rapidamente para que pudesse ir para a frente da televisão. Naquela época, tinha que esperar uns trinta minutos após a refeição para poder assistir televisão (porque “fazia mal”, igual ao mito de comer manga com leite). Depois de um tempo, comer na frente da TV era natural. Talvez o que minha mãe previa era que fazia mal porque afastava as pessoas do convívio a volta da mesa. E ela tinha razão.

 
Foto: Pixabay

De qualquer forma, a revolução das telas só estava começando com a televisão. As redes sociais virtuais trouxeram possibilidade de comunicação entre pessoas que estão em lugares distantes e é  possível acompanhar quase que em tempo real tudo o que o outro faz, desde que se exponha tudo nas redes sociais.

O fato é que as telas trouxeram entretenimento e grandes soluções. Para alguns é maravilhoso, para outros um grande perigo.

Podemos dizer que tudo depende da forma como cada pessoa decide usar as telas, sem permitir que o contrario seja real, ou seja, ser dominado pelas telas.

Como tudo na vida, o uso excessivo das telas pode sim trazer problemas no campo da sociabilidade, porem temos que ter muito cuidado ao afirmar que os filhos se afastaram dos pais por causa da tela. Precisamos refletir sobre o que aconteceu antes e por trás das tela, como anda o relacionamento dos pais com os filhos.

Se possui filho adolescentes, a grande preocupação é sobre o seu isolamento. Algumas pesquisas apontam que os adolescentes veem as redes sociais como um elemento de representatividade e isso é fundamental para o desenvolvimento deles.

Se enxergarmos as redes sociais sob a ótica do adolescente vamos ter que encontrar estratégias sobre como chegar a eles através das telas.

É natural alguns adultos dizerem que estes adolescentes de hoje não são como os de antigamente. Que não gostam de conversar. Mas será que estamos conversando com eles? Ouvindo? Eles passam por muitos conflitos em sua fase de desenvolvimento. Lembre-se que se eles estão isolados isso não aconteceu do dia pra noite. Há um processo por trás.

Mas para você que, assim como eu, precisa das telas e sabe que elas podem ser aliadas à sua rotina familiar, gostaria de dar algumas dicas sobre como como equilibrar a vida e as telas.

1. Refeições sem tela

Quando estiver reunidos em família para suas refeições, procure criar um ambiente agradável e, de preferência, mantenha todas as telas desligadas. Neste momento o que mais importa é a refeição e as companhias em torno da mesa.
2. Conversas abertas

Crie espaços em família para conversarem sobre sonhos, propósitos, influencias, desejos. Isso além de trazer descontração, fortalecerá os laços internos.

3. Brinquem juntos

Separe um dia ou uma noite para brincarem juntos. Vale tudo: jogo de tabuleiro, jogos de rua, etc.

 
Foto: Pixabay

Essas são algumas dicas. Crie seus filhos para serem os nativos digitais mais conscientes para fazerem escolhas certas e seguras na vida e na internet, mas só será criado um repertório de vida nesta geração se os pais os acompanharem dentro e fora das telas.

Um grande abraço e até a próxima.  


Excesso de tecnologia prejudica a criança?

Crie seus filhos para serem os nativos digitais mais conscientes para fazerem escolhas certas e seguras

Márcya Lira

marcya.lira@redeamazonica.com.br


Estes dias entrei em uma cafeteria e percebi um casal um tanto quanto agoniado com a sua criança pequena que não estava demonstrando bom comportamento e chorava copiosamente. Foi então que vi a mãe mexer na bolsa e imaginei que iria pegar uma chupeta ou um brinquedo de pano para acalmar a criança, mas, pelo contrário, ela retirou da bolsa um tablet e deu para a menina. Santo remédio! A criança parou de chorar na hora e começou a usar os dedinhos na tela com grande destreza.

 
Foto: Pixabay

Esta cena está cada vez mais comum e por aqui devemos fazer algumas reflexões, mas também entender que para tudo nessa vida existem seus prós e contras.

Todos sabemos que a revolução das telas começou com a televisão. Lembro com saudades de minha infância quando almoçava rapidamente para que pudesse ir para a frente da televisão. Naquela época, tinha que esperar uns trinta minutos após a refeição para poder assistir televisão (porque “fazia mal”, igual ao mito de comer manga com leite). Depois de um tempo, comer na frente da TV era natural. Talvez o que minha mãe previa era que fazia mal porque afastava as pessoas do convívio a volta da mesa. E ela tinha razão.

 
Foto: Pixabay

De qualquer forma, a revolução das telas só estava começando com a televisão. As redes sociais virtuais trouxeram possibilidade de comunicação entre pessoas que estão em lugares distantes e é  possível acompanhar quase que em tempo real tudo o que o outro faz, desde que se exponha tudo nas redes sociais.

O fato é que as telas trouxeram entretenimento e grandes soluções. Para alguns é maravilhoso, para outros um grande perigo.

Podemos dizer que tudo depende da forma como cada pessoa decide usar as telas, sem permitir que o contrario seja real, ou seja, ser dominado pelas telas.

Como tudo na vida, o uso excessivo das telas pode sim trazer problemas no campo da sociabilidade, porem temos que ter muito cuidado ao afirmar que os filhos se afastaram dos pais por causa da tela. Precisamos refletir sobre o que aconteceu antes e por trás das tela, como anda o relacionamento dos pais com os filhos.

Se possui filho adolescentes, a grande preocupação é sobre o seu isolamento. Algumas pesquisas apontam que os adolescentes veem as redes sociais como um elemento de representatividade e isso é fundamental para o desenvolvimento deles.

Se enxergarmos as redes sociais sob a ótica do adolescente vamos ter que encontrar estratégias sobre como chegar a eles através das telas.

É natural alguns adultos dizerem que estes adolescentes de hoje não são como os de antigamente. Que não gostam de conversar. Mas será que estamos conversando com eles? Ouvindo? Eles passam por muitos conflitos em sua fase de desenvolvimento. Lembre-se que se eles estão isolados isso não aconteceu do dia pra noite. Há um processo por trás.

Mas para você que, assim como eu, precisa das telas e sabe que elas podem ser aliadas à sua rotina familiar, gostaria de dar algumas dicas sobre como como equilibrar a vida e as telas.

1. Refeições sem tela

Quando estiver reunidos em família para suas refeições, procure criar um ambiente agradável e, de preferência, mantenha todas as telas desligadas. Neste momento o que mais importa é a refeição e as companhias em torno da mesa.
2. Conversas abertas

Crie espaços em família para conversarem sobre sonhos, propósitos, influencias, desejos. Isso além de trazer descontração, fortalecerá os laços internos.

3. Brinquem juntos

Separe um dia ou uma noite para brincarem juntos. Vale tudo: jogo de tabuleiro, jogos de rua, etc.

 
Foto: Pixabay

Essas são algumas dicas. Crie seus filhos para serem os nativos digitais mais conscientes para fazerem escolhas certas e seguras na vida e na internet, mas só será criado um repertório de vida nesta geração se os pais os acompanharem dentro e fora das telas.

Um grande abraço e até a próxima.  

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