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Luciano Nogueira

Tribos da Amazônia são bem representadas em festival paranaense

Em sua terceira edição o “Festival Coolritiba” aconteceu nos dias 10 e 11 de maio, na capital do Paraná


Na segunda semana de maio eu estive em Curitiba à passeio, e não pude voltar sem trazer algo de novo para vocês! Afinal, a queridinha paranaense é conhecida no País inteiro como ‘cidade modelo’ porque, ao longo dos anos, tem se mostrado uma cidade sustentável e ecologicamente viável mesmo com todos os atributos de uma metrópole.


Essa mesma cidade realiza, há três anos, o “Festival Coolritiba” – que já é tido pelos jovens como ‘o festival mais legal’ de Curitiba. E foi lá que eu conheci Eduarda Guimarães, criadora da Toró Indígena, com peças lindíssimas e únicas, criados por artesãos de vários estados que integram a Amazônia, como Tocantins, Pará, Roraima e Mato Grosso.

 

 

     
Eduarda Guimarães ao lado do stand da Toró Indígena no Espaço Moda Cool / FOTO: LUCIANO NOGUEIRA/ PORTAL AMAZÔNIA
 

 

 


“Toró Indígena é uma marca que incentiva e apoia associações e cooperativas indígenas do Brasil inteiro. Na verdade, a ideia é trazer [para o Paraná] todas as manifestações culturais em forma de objeto, adorno para o corpo e para a casa, além de resgatar os materiais naturais da floresta, a fim de preservar o que ainda está em pé.”


A principal matéria prima de um dos núcleos de arte indígena, por exemplo, é a piaçava, explica Eduarda. A fibra natural é de uma espécie endêmica que pode ser encontrada em toda Amazônia e tem diferentes pigmentos naturais e variações de tons. “Já os desenhos são formatos de observação mesmo, inspirados na natureza. Não tem nenhum significado em específico”, completa a empresária.


Mas isso não é lei. “Já nas peças dos marubos, eles imitam as cobras corais”, conta Eduarda. Além disso, a tribo localizada na divisa do Amazonas com o Acre é conhecida por trabalhar adornos com conchas de rios, com todo o trabalho de furo e corte feio na própria tribo.


Química por formação, Eduarda Guimarães é pós-graduada em Antropologia Cultural e mestranda em Gestão Ambiental. A Toró Indígena é o primeiro empreendimento da curitibana.

 

 

     
FOTO: LUCIANO NOGUEIRA/ PORTAL AMAZÔNIA
       
     
FOTO: LUCIANO NOGUEIRA/ PORTAL AMAZÔNIA
 

 

 


Princípios




Os princípios da Toró Indígena são baseados na busca por práticas que respeitem a natureza, o comércio justo e a preciosidade dos fazeres ancestrais. Isso tudo resultado da inquietação da curitibana Eduarda Guimarães, que vai descobrindo as etnias através de suas pesquisas ou indicações.


“Eu quero que as pessoas sintam que elas são donas não só da Amazônia, mas de todos os habitats naturais possíveis do Brasil”, contou a empresária ao Fila A. “A gente não se considera parte da natureza e dos ecossistemas daqui. Por isso a ideia é sensibilizar as pessoas através dos objetos e adornos”.

 

Visão de futuro




A empresária contou com exclusividade ao Fila A que já está querendo visitar novos estados. ”A ideia é expandir para Rondônia, Amapá e até Pernambuco, além do próprio Paraná, é claro.” Quando perguntei espantado sobre o Paraná, ela concluiu: “Aqui também existem peças muito bonitas como estas, mas o valor ainda não é muito considerado 'por não serem da Amazônia' .”

Se você quer ver outras peças que estão à disposição na Toró Indígena, basta visitar o Instagram da marca (https://www.instagram.com/toroindigena/).

 

 

     
FOTO: LUCIANO NOGUEIRA/ PORTAL AMAZÔNIA
 

 

 


Sustentabilidade



Eu preciso pontuar uma ideia incrível do Festival Cooritiba, e que ainda serve de dica para todos os produtores de eventos da Amazônia! Além de atrações que não agrediam o meio ambiente, uma instalação de água mineral tratada foi colocada próximo ao palco principal, com as frases “No Coolritiba a água é de graça” e “Água de graça é cool”, para os foliões encherem suas canecas quando quisessem, diminuindo o consumo de garrafas e galões de plástico. Isso não é bacana? Eu amei!


Luciano Nogueira

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Tribos da Amazônia são bem representadas em festival paranaense

Em sua terceira edição o “Festival Coolritiba” aconteceu nos dias 10 e 11 de maio, na capital do Paraná

Luciano Nogueira

jornalismo@portalamazonia.com


Na segunda semana de maio eu estive em Curitiba à passeio, e não pude voltar sem trazer algo de novo para vocês! Afinal, a queridinha paranaense é conhecida no País inteiro como ‘cidade modelo’ porque, ao longo dos anos, tem se mostrado uma cidade sustentável e ecologicamente viável mesmo com todos os atributos de uma metrópole.


Essa mesma cidade realiza, há três anos, o “Festival Coolritiba” – que já é tido pelos jovens como ‘o festival mais legal’ de Curitiba. E foi lá que eu conheci Eduarda Guimarães, criadora da Toró Indígena, com peças lindíssimas e únicas, criados por artesãos de vários estados que integram a Amazônia, como Tocantins, Pará, Roraima e Mato Grosso.

 

 

     
Eduarda Guimarães ao lado do stand da Toró Indígena no Espaço Moda Cool / FOTO: LUCIANO NOGUEIRA/ PORTAL AMAZÔNIA
 

 

 


“Toró Indígena é uma marca que incentiva e apoia associações e cooperativas indígenas do Brasil inteiro. Na verdade, a ideia é trazer [para o Paraná] todas as manifestações culturais em forma de objeto, adorno para o corpo e para a casa, além de resgatar os materiais naturais da floresta, a fim de preservar o que ainda está em pé.”


A principal matéria prima de um dos núcleos de arte indígena, por exemplo, é a piaçava, explica Eduarda. A fibra natural é de uma espécie endêmica que pode ser encontrada em toda Amazônia e tem diferentes pigmentos naturais e variações de tons. “Já os desenhos são formatos de observação mesmo, inspirados na natureza. Não tem nenhum significado em específico”, completa a empresária.


Mas isso não é lei. “Já nas peças dos marubos, eles imitam as cobras corais”, conta Eduarda. Além disso, a tribo localizada na divisa do Amazonas com o Acre é conhecida por trabalhar adornos com conchas de rios, com todo o trabalho de furo e corte feio na própria tribo.


Química por formação, Eduarda Guimarães é pós-graduada em Antropologia Cultural e mestranda em Gestão Ambiental. A Toró Indígena é o primeiro empreendimento da curitibana.

 

 

     
FOTO: LUCIANO NOGUEIRA/ PORTAL AMAZÔNIA
       
     
FOTO: LUCIANO NOGUEIRA/ PORTAL AMAZÔNIA
 

 

 


Princípios




Os princípios da Toró Indígena são baseados na busca por práticas que respeitem a natureza, o comércio justo e a preciosidade dos fazeres ancestrais. Isso tudo resultado da inquietação da curitibana Eduarda Guimarães, que vai descobrindo as etnias através de suas pesquisas ou indicações.


“Eu quero que as pessoas sintam que elas são donas não só da Amazônia, mas de todos os habitats naturais possíveis do Brasil”, contou a empresária ao Fila A. “A gente não se considera parte da natureza e dos ecossistemas daqui. Por isso a ideia é sensibilizar as pessoas através dos objetos e adornos”.

 

Visão de futuro




A empresária contou com exclusividade ao Fila A que já está querendo visitar novos estados. ”A ideia é expandir para Rondônia, Amapá e até Pernambuco, além do próprio Paraná, é claro.” Quando perguntei espantado sobre o Paraná, ela concluiu: “Aqui também existem peças muito bonitas como estas, mas o valor ainda não é muito considerado 'por não serem da Amazônia' .”

Se você quer ver outras peças que estão à disposição na Toró Indígena, basta visitar o Instagram da marca (https://www.instagram.com/toroindigena/).

 

 

     
FOTO: LUCIANO NOGUEIRA/ PORTAL AMAZÔNIA
 

 

 


Sustentabilidade



Eu preciso pontuar uma ideia incrível do Festival Cooritiba, e que ainda serve de dica para todos os produtores de eventos da Amazônia! Além de atrações que não agrediam o meio ambiente, uma instalação de água mineral tratada foi colocada próximo ao palco principal, com as frases “No Coolritiba a água é de graça” e “Água de graça é cool”, para os foliões encherem suas canecas quando quisessem, diminuindo o consumo de garrafas e galões de plástico. Isso não é bacana? Eu amei!

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