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Luciana Frazão

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Luciana Frazão

Conheça o curioso e amigável macaco-da-noite ou jupará, espécie Potus flavus

Apesar de receber o nome de macaco-da-noite, esse simpático animal não é um primata e está mais proximamente relacionado com os quatis e guaxinins

Luciana Frazão

luca.frazao@gmail.com


O macaco-da-noite, ou jupará, é um animal da família Procyonidae, a mesma família dos quatis e dos guaxinins. São animais de atividade noturna e com hábito arborícola (Foto 1), que ocorrem em florestas fechadas e com dossel alto (entre 20 e 30m de altura de copa). É um mamífero considerado de pequeno porte, com tamanho médio de 58 cm de comprimento de corpo e 48 cm de cauda preênsil, ou seja, uma cauda que ajuda a pendurar e manter a estabilidade nos galhos das árvores, funcionando como um quinto membro.

 

Foto 1: O jupará (Potus flavus) é um animal arborícola e de hábito noturno. (Foto: Federico J. Villegas/Divulgação)

Com relação a dieta, o jupará é essencialmente frugívoro, ou seja, se alimenta de frutos, mas pode ser visto se alimentando ocasionalmente de insetos e pequenos vertebrados. Por se alimentar de frutos, tem um importante papel como dispersor de sementes, ajudando no reflorestamento das espécies de plantas das quais ele se alimenta. Alimentam-se também de néctar e mel, com a ajuda da língua que é longa e flexível (Foto 2), esse hábito faz com que o jupará também seja conhecido popularmente como urso-do-mel. 

 

Foto2: A língua do jupará é longa e flexível, permitindo com que ele se alimente do néctar das flores (Foto: Josh More/Divulgação)

O jupará tem ampla distribuição geográfica em toda a Amazônia, porém pode ser encontrada na Mata Atlântica litorânea do leste do Brasil. Não existem dados precisos de densidade populacional para a espécie na Amazônia, mas a espécie parece abundante e tem registros de ocorrência mesmo em ambientes antropizados. Porém, apesar de ser considerado abundante atualmente, essa situação pode mudar devido a várias ameaças que espécie vem sofrendo.

 

Por ser um animal arborícola e utilizar o dossel alto das árvores de floresta conservada como habitat, o jupará é ameaçado principalmente pela destruição em larga escala da Florestas Amazônica. Além disso, o jupará é traficado para o comércio ilegal de animais silvestres, sendo vendido como pet. 

 

Em alguns lugares, as populações estão ameaçadas devido a doenças contraídas de animais domésticos, como raiva e leishmaniose (mas não precisa se preocupar, que não é passada por eles para os seres humanos!). Na Amazônia ainda sofre a caça ilegal para o consumo de carne e também é abatido devido a crenças populares: Algumas comunidades acreditam que o jupará ataque a garganta das pessoas adormecidas, sugando o seu sangue até a morte. 

 

Entretanto, já vimos que o jupará não passa de um comedor de frutos e sugador de néctar, e nosso sangue nada tem a ver com nenhum desses alimentos, então essa informação não passa de um mito que deve ser derrubado. Os juparás devem fazer parte da nossa cultura como os animais maravilhosos (Foto 3) e de fundamental importância que eles são para o bom funcionamento do ambiente em que habitam. 

 

Foto 3: Por ser um animal bonito e dócil, o jupará costuma sofre pressão de caça ilegal para o tráfico de animais silvestres, sendo comercializado como pet. (Foto: Luciano Candisani/Divulgação)

Espero que tenham gostado do texto de hoje e percebido o quão incrível, simpático e curioso é o jupará! Abraços de sucuri pra vocês e até ao próximo animal incrível da nossa exuberante Amazônia!

 

   

Conheça o curioso e amigável macaco-da-noite ou jupará, espécie Potus flavus

Apesar de receber o nome de macaco-da-noite, esse simpático animal não é um primata e está mais proximamente relacionado com os quatis e guaxinins

Luciana Frazão

luca.frazao@gmail.com


O macaco-da-noite, ou jupará, é um animal da família Procyonidae, a mesma família dos quatis e dos guaxinins. São animais de atividade noturna e com hábito arborícola (Foto 1), que ocorrem em florestas fechadas e com dossel alto (entre 20 e 30m de altura de copa). É um mamífero considerado de pequeno porte, com tamanho médio de 58 cm de comprimento de corpo e 48 cm de cauda preênsil, ou seja, uma cauda que ajuda a pendurar e manter a estabilidade nos galhos das árvores, funcionando como um quinto membro.

 

Foto 1: O jupará (Potus flavus) é um animal arborícola e de hábito noturno. (Foto: Federico J. Villegas/Divulgação)

Com relação a dieta, o jupará é essencialmente frugívoro, ou seja, se alimenta de frutos, mas pode ser visto se alimentando ocasionalmente de insetos e pequenos vertebrados. Por se alimentar de frutos, tem um importante papel como dispersor de sementes, ajudando no reflorestamento das espécies de plantas das quais ele se alimenta. Alimentam-se também de néctar e mel, com a ajuda da língua que é longa e flexível (Foto 2), esse hábito faz com que o jupará também seja conhecido popularmente como urso-do-mel. 

 

Foto2: A língua do jupará é longa e flexível, permitindo com que ele se alimente do néctar das flores (Foto: Josh More/Divulgação)

O jupará tem ampla distribuição geográfica em toda a Amazônia, porém pode ser encontrada na Mata Atlântica litorânea do leste do Brasil. Não existem dados precisos de densidade populacional para a espécie na Amazônia, mas a espécie parece abundante e tem registros de ocorrência mesmo em ambientes antropizados. Porém, apesar de ser considerado abundante atualmente, essa situação pode mudar devido a várias ameaças que espécie vem sofrendo.

 

Por ser um animal arborícola e utilizar o dossel alto das árvores de floresta conservada como habitat, o jupará é ameaçado principalmente pela destruição em larga escala da Florestas Amazônica. Além disso, o jupará é traficado para o comércio ilegal de animais silvestres, sendo vendido como pet. 

 

Em alguns lugares, as populações estão ameaçadas devido a doenças contraídas de animais domésticos, como raiva e leishmaniose (mas não precisa se preocupar, que não é passada por eles para os seres humanos!). Na Amazônia ainda sofre a caça ilegal para o consumo de carne e também é abatido devido a crenças populares: Algumas comunidades acreditam que o jupará ataque a garganta das pessoas adormecidas, sugando o seu sangue até a morte. 

 

Entretanto, já vimos que o jupará não passa de um comedor de frutos e sugador de néctar, e nosso sangue nada tem a ver com nenhum desses alimentos, então essa informação não passa de um mito que deve ser derrubado. Os juparás devem fazer parte da nossa cultura como os animais maravilhosos (Foto 3) e de fundamental importância que eles são para o bom funcionamento do ambiente em que habitam. 

 

Foto 3: Por ser um animal bonito e dócil, o jupará costuma sofre pressão de caça ilegal para o tráfico de animais silvestres, sendo comercializado como pet. (Foto: Luciano Candisani/Divulgação)

Espero que tenham gostado do texto de hoje e percebido o quão incrível, simpático e curioso é o jupará! Abraços de sucuri pra vocês e até ao próximo animal incrível da nossa exuberante Amazônia!

 

   

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