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Flávio Lauria

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2015 não vai deixar saudade

No entanto, ano persistirá na consciência da humanidade como o de acontecimentos que puseram em xeque certezas alimentadas

Flávio Lauria


Uma pesquisa de opinião sobre o ano que se encerra provavelmente resultaria na única unanimidade atualmente no Planeta. 2015 não deixará saudades. O ano no entanto, persistirá na consciência da humanidade como o de acontecimentos seminais que puseram em xeque as certezas alimentadas, começando em Janeiro com o atentado terrorista ao jornal satírico Charlie Hebdo em Paris, resultando na morte de doze pessoas, agravado com outro agora em semana passada, com mais de cem mortos. 
Os atentados  representam a síntese dantesca da intolerância, que marca os primórdios desta era de incertezas, pois o século XXI, já nasceu sob signo de uma verdade paradoxal que deixa atônita a humanidade. O lado positivo deste tempo que está terminando, é a certeza de que os povos ricos ou pobres, poderosos ou periféricos recuperam o verdadeiro valor da vida quando renegam a destruição e readquirem a perspectiva do futuro, através da força do diálogo, expressa na política em seu sentido mais nobre. 
Os extremistas islâmicos recorrem à violência assassina, visando, em última análise, à unificação de todos os 2 bilhões de muçulmanos em um só califado teocrático. Mas embora sabendo que o atentado de sexta passada na França é um atentado ao mundo na verdade, fruto de um grupo alcunhado de estado islamico, é impossivel não assimilar as tragédias que ocorrem no Brasil diariamente. 
A catastrofe ambiental de Mariana, com o rompimento das barragens dos depósitos de rejeitos da produção de minério de ferro da empresa Samarco, controlada pela Vale do Rio Doce, não causou embora com muitos mortos, a comoção nacional. É inadmissível usar a religião, as promessas de um “céu de Alá” para mandar homens ao suicídio, ao genocídio e ao assassinato em massa, assim como é inadimissivel viver neste país chamado Brasil, com tragédias diárias, seja pela insegurança, seja pela falta de perspectiva, usando de artificios e de assistencialismo, para tentar cooptar os incautos. 
Mas voltando ao título deste artigo sobre este ano que finda, aqui no Brasil, ele começou com uma espécie de conspiração do destino, que levou o país com um governo reeleito, a viver as incertezas políticas típicas de republiquetas recém-democratizadas. 
O mais importante cargo executivo do País, adentrou janeiro sem que se pudesse assegurar que teríamos uma nau com rumo. Mas logo depois, a nossa atual Presidente mostrou aos incrédulos que havia, sim, uma nau sem rumo, com diferenças qualitativas entre os compromissos e métodos prometidos em campanha e a realidade. De outro lado, a visão política revela uma certa pedagogia na tragédia. 
Em tudo tem ensinamento, às vezes doloroso, mas nem por isso menos pedagógico. No entanto, para as populações atacadas, é dor, luto, destruição e fogo. Assim como ocorreu em Paris na sexta passada. É hora de enterrar os mortos, sarar as feridas, reconstruir, sentar para conversar e pensar. Pensar muito, pois buscar vingança e desforra, só vai piorar as coisas. Se é que podem ficar piores. Que venha logo 2016.
Flávio Lauria

2015 não vai deixar saudade

No entanto, ano persistirá na consciência da humanidade como o de acontecimentos que puseram em xeque certezas alimentadas

Flávio Lauria


Uma pesquisa de opinião sobre o ano que se encerra provavelmente resultaria na única unanimidade atualmente no Planeta. 2015 não deixará saudades. O ano no entanto, persistirá na consciência da humanidade como o de acontecimentos seminais que puseram em xeque as certezas alimentadas, começando em Janeiro com o atentado terrorista ao jornal satírico Charlie Hebdo em Paris, resultando na morte de doze pessoas, agravado com outro agora em semana passada, com mais de cem mortos. 
Os atentados  representam a síntese dantesca da intolerância, que marca os primórdios desta era de incertezas, pois o século XXI, já nasceu sob signo de uma verdade paradoxal que deixa atônita a humanidade. O lado positivo deste tempo que está terminando, é a certeza de que os povos ricos ou pobres, poderosos ou periféricos recuperam o verdadeiro valor da vida quando renegam a destruição e readquirem a perspectiva do futuro, através da força do diálogo, expressa na política em seu sentido mais nobre. 
Os extremistas islâmicos recorrem à violência assassina, visando, em última análise, à unificação de todos os 2 bilhões de muçulmanos em um só califado teocrático. Mas embora sabendo que o atentado de sexta passada na França é um atentado ao mundo na verdade, fruto de um grupo alcunhado de estado islamico, é impossivel não assimilar as tragédias que ocorrem no Brasil diariamente. 
A catastrofe ambiental de Mariana, com o rompimento das barragens dos depósitos de rejeitos da produção de minério de ferro da empresa Samarco, controlada pela Vale do Rio Doce, não causou embora com muitos mortos, a comoção nacional. É inadmissível usar a religião, as promessas de um “céu de Alá” para mandar homens ao suicídio, ao genocídio e ao assassinato em massa, assim como é inadimissivel viver neste país chamado Brasil, com tragédias diárias, seja pela insegurança, seja pela falta de perspectiva, usando de artificios e de assistencialismo, para tentar cooptar os incautos. 
Mas voltando ao título deste artigo sobre este ano que finda, aqui no Brasil, ele começou com uma espécie de conspiração do destino, que levou o país com um governo reeleito, a viver as incertezas políticas típicas de republiquetas recém-democratizadas. 
O mais importante cargo executivo do País, adentrou janeiro sem que se pudesse assegurar que teríamos uma nau com rumo. Mas logo depois, a nossa atual Presidente mostrou aos incrédulos que havia, sim, uma nau sem rumo, com diferenças qualitativas entre os compromissos e métodos prometidos em campanha e a realidade. De outro lado, a visão política revela uma certa pedagogia na tragédia. 
Em tudo tem ensinamento, às vezes doloroso, mas nem por isso menos pedagógico. No entanto, para as populações atacadas, é dor, luto, destruição e fogo. Assim como ocorreu em Paris na sexta passada. É hora de enterrar os mortos, sarar as feridas, reconstruir, sentar para conversar e pensar. Pensar muito, pois buscar vingança e desforra, só vai piorar as coisas. Se é que podem ficar piores. Que venha logo 2016.

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