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Flavio Guimarães

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Flavio Guimarães

Sociedade B - A nova geração de pessoas que se multiplica na Amazônia

“Essa nova geração de pessoas acompanha as tendências do mundo inteiro e já chegou na Amazônia há algum tempo sem nós percebermos”

Flávio Guimarães

flavioguimaraesjr@hotmail.com


Eles são extraterrestres? Seres de outro planeta? Não, não.... são seres humanos iguais todos nós, com comportamentos, hábitos, gostos pessoais, habilidades e defeitos. São pessoas normais, entretanto, com algumas características diferentes como formas de pensar, agir, tempos médios de sono, hábitos noturnos e outros detalhes que podem trazer muitos benefícios para o mercado de uma forma geral.

Você sabia que você pode ser uma pessoa da Sociedade B? Sim, e isso independe de idade. Por ser uma nova geração não significa que são pessoas jovens, mas sim de idades diversas que adentraram nesse novo conceito comportamental, mesmo que sem perceberem.

Essa nova geração de pessoas acompanha as tendências do mundo inteiro e já chegou na Amazônia há algum tempo sem nós percebermos. O grande Q da questão é que algumas empresas da nossa região ainda não se deram conta disso e por isso não criaram adaptações necessárias para que os níveis de produção dessas pessoas aumentem em seus ambientes de trabalho.

Muitas empresas têm se perguntado o motivo de algumas estratégias de RH não estarem mais dando certo como davam há 5 ou 6 anos atrás. O principal questionamento que surge é: “Nós aplicamos as mesmas técnicas de antes, mas hoje a produção de nossas equipes está caindo”. Como explicar isso? Vamos mergulhar um pouco nesse novo conceito?

O sono da Sociedade B: são pessoas que dormem mais tarde sendo movidas por aspectos tecnológicos (celulares, vídeos, jogos, filmes e afins). Por consequência, suas reações físicas pela manhã cedo são mais lentas. Normalmente suas mentes começam a funcionar de forma mais produtiva e “aquecida” a partir das 9 ou 9:30h. Dessa forma, se imaginarmos que o Joãozinho entra no trabalho às 8h, podemos chegar na conclusão de que ele passará (pelo menos) 1 hora com o nível baixo de produção até que o seu cérebro se adapte ao “novo” horário do seu organismo. Curioso, não?

E podemos dizer mais sobre isso: com 1 hora de nível baixo de produção por dia (fora os finais de semana), no final de uma semana são 5 horas. No final do mês são 20 horas. É isso mesmo..... 20 horas de produção baixa durante um mês inteiro. Já pensou se multiplicarmos isso por 12 meses? Dá para perceber o quanto essa empresa estará jogando dinheiro pelo ralo com o pagamento dessa mão-de-obra?

Mas isso é culpa do Joãozinho? Claro que não. Ele faz parte de mudanças comportamentais que sempre ocorreram no mundo inteiro de tempos em tempos.

Por esse motivo, muitas empresas da nossa própria região mudaram seus horários de trabalho: ao invés do início ser às 8h, é às 9h. Isso significa que, ao invés da carga de trabalho ser das 8 às 17h, será das 9 às 18h. Isso significa o mesmo tempo do outro período, porém, com o uso mais eficiente da capacidade de produção de cada talento contratado.

O alto nível de soluções rápidas da Sociedade B: normalmente membros desse novo grupo possuem um alto nível de soluções práticas. Com a rapidez de informações e cenários que a tecnologia traz para esse público, o condicionamento comportamental se adapta a isso e passa a agir nessa direção. Consequentemente, há uma certa diminuição no grau de metodismos. Ou seja, a tendência é que essas pessoas sejam cada vez menos metódicas (burocráticas).

Por outro lado, a redução de ações metódicas pode nos trazer alguns pontos negativos para o dia-a-dia profissional: processos atropelados, regras não sendo cumpridas, procedimentos internos fora de contextos regulatórios (se houver), e assim por diante. Esse é um fator que requer muita análise e cautela. Ações como as que citamos mais acima podem prejudicar tanto a empresa quanto o(a) profissional, que pode ser visto(a) como incompetente sem realmente ser.

As desvantagens comportamentais

Defeitos? É claro que existem, como em qualquer tipo de comportamento. Entretanto, o ideal é que nós saibamos onde e quem eles são, para que assim possamos trabalhar em cima e ajustar o que é necessário.

Apesar de todos os pontos positivos que tratamos no decorrer desse artigo, as pessoas que fazem parte da Geração B possuem tendências para serem impulsivas e desapegadas, que são dois fatores críticos para o dia-a-dia organizacional.

Impulsividade: pode fazer que muitos decisões sejam tomadas sem as análises necessárias. Processos atropelados, atividades não terminadas e rejeição a trabalhos longos também são alguns dos aspectos que as empresas precisam começar a se adaptarem e que os profissionais também devem agir para que não deixem essas ações tomarem conta de seus comportamentos. Afunda a empresa e afunda o profissional = ruim para ambos.

Desapego: normalmente não se agarram a emprego, mesmo que tenha apenas um. Ou seja, a tendência é que esse grupo de pessoas atue de formas diversas, podendo passar menos tempo em empresas e migrando de uma para a outra de forma mais rápida que o normal. Ruim para o(a) profissional, que terá experiências curtas para expor em seu currículo, e ruim para a empresa, que dificilmente conseguirá criar um projeto de médio e longo prazo com uma equipe que conheça a fundo todas as etapas e processos.

Flávio Guimarães é diretor da Guimarães Consultoria, Administrador de Empresas, Especializado em Negócios, Comportamento e Recursos Humanos, Articulista de Carreira, Emprego e Oportunidade dos Jornais Bom Dia Amazônia e Jornal do Amazonas 1ª Edição, CBN Amazônia, Portal Amazônia e Consultor em Avaliação/Reelaboração Curricular.  


Sociedade B - A nova geração de pessoas que se multiplica na Amazônia

“Essa nova geração de pessoas acompanha as tendências do mundo inteiro e já chegou na Amazônia há algum tempo sem nós percebermos”

Flávio Guimarães

flavioguimaraesjr@hotmail.com


Eles são extraterrestres? Seres de outro planeta? Não, não.... são seres humanos iguais todos nós, com comportamentos, hábitos, gostos pessoais, habilidades e defeitos. São pessoas normais, entretanto, com algumas características diferentes como formas de pensar, agir, tempos médios de sono, hábitos noturnos e outros detalhes que podem trazer muitos benefícios para o mercado de uma forma geral.

Você sabia que você pode ser uma pessoa da Sociedade B? Sim, e isso independe de idade. Por ser uma nova geração não significa que são pessoas jovens, mas sim de idades diversas que adentraram nesse novo conceito comportamental, mesmo que sem perceberem.

Essa nova geração de pessoas acompanha as tendências do mundo inteiro e já chegou na Amazônia há algum tempo sem nós percebermos. O grande Q da questão é que algumas empresas da nossa região ainda não se deram conta disso e por isso não criaram adaptações necessárias para que os níveis de produção dessas pessoas aumentem em seus ambientes de trabalho.

Muitas empresas têm se perguntado o motivo de algumas estratégias de RH não estarem mais dando certo como davam há 5 ou 6 anos atrás. O principal questionamento que surge é: “Nós aplicamos as mesmas técnicas de antes, mas hoje a produção de nossas equipes está caindo”. Como explicar isso? Vamos mergulhar um pouco nesse novo conceito?

O sono da Sociedade B: são pessoas que dormem mais tarde sendo movidas por aspectos tecnológicos (celulares, vídeos, jogos, filmes e afins). Por consequência, suas reações físicas pela manhã cedo são mais lentas. Normalmente suas mentes começam a funcionar de forma mais produtiva e “aquecida” a partir das 9 ou 9:30h. Dessa forma, se imaginarmos que o Joãozinho entra no trabalho às 8h, podemos chegar na conclusão de que ele passará (pelo menos) 1 hora com o nível baixo de produção até que o seu cérebro se adapte ao “novo” horário do seu organismo. Curioso, não?

E podemos dizer mais sobre isso: com 1 hora de nível baixo de produção por dia (fora os finais de semana), no final de uma semana são 5 horas. No final do mês são 20 horas. É isso mesmo..... 20 horas de produção baixa durante um mês inteiro. Já pensou se multiplicarmos isso por 12 meses? Dá para perceber o quanto essa empresa estará jogando dinheiro pelo ralo com o pagamento dessa mão-de-obra?

Mas isso é culpa do Joãozinho? Claro que não. Ele faz parte de mudanças comportamentais que sempre ocorreram no mundo inteiro de tempos em tempos.

Por esse motivo, muitas empresas da nossa própria região mudaram seus horários de trabalho: ao invés do início ser às 8h, é às 9h. Isso significa que, ao invés da carga de trabalho ser das 8 às 17h, será das 9 às 18h. Isso significa o mesmo tempo do outro período, porém, com o uso mais eficiente da capacidade de produção de cada talento contratado.

O alto nível de soluções rápidas da Sociedade B: normalmente membros desse novo grupo possuem um alto nível de soluções práticas. Com a rapidez de informações e cenários que a tecnologia traz para esse público, o condicionamento comportamental se adapta a isso e passa a agir nessa direção. Consequentemente, há uma certa diminuição no grau de metodismos. Ou seja, a tendência é que essas pessoas sejam cada vez menos metódicas (burocráticas).

Por outro lado, a redução de ações metódicas pode nos trazer alguns pontos negativos para o dia-a-dia profissional: processos atropelados, regras não sendo cumpridas, procedimentos internos fora de contextos regulatórios (se houver), e assim por diante. Esse é um fator que requer muita análise e cautela. Ações como as que citamos mais acima podem prejudicar tanto a empresa quanto o(a) profissional, que pode ser visto(a) como incompetente sem realmente ser.

As desvantagens comportamentais

Defeitos? É claro que existem, como em qualquer tipo de comportamento. Entretanto, o ideal é que nós saibamos onde e quem eles são, para que assim possamos trabalhar em cima e ajustar o que é necessário.

Apesar de todos os pontos positivos que tratamos no decorrer desse artigo, as pessoas que fazem parte da Geração B possuem tendências para serem impulsivas e desapegadas, que são dois fatores críticos para o dia-a-dia organizacional.

Impulsividade: pode fazer que muitos decisões sejam tomadas sem as análises necessárias. Processos atropelados, atividades não terminadas e rejeição a trabalhos longos também são alguns dos aspectos que as empresas precisam começar a se adaptarem e que os profissionais também devem agir para que não deixem essas ações tomarem conta de seus comportamentos. Afunda a empresa e afunda o profissional = ruim para ambos.

Desapego: normalmente não se agarram a emprego, mesmo que tenha apenas um. Ou seja, a tendência é que esse grupo de pessoas atue de formas diversas, podendo passar menos tempo em empresas e migrando de uma para a outra de forma mais rápida que o normal. Ruim para o(a) profissional, que terá experiências curtas para expor em seu currículo, e ruim para a empresa, que dificilmente conseguirá criar um projeto de médio e longo prazo com uma equipe que conheça a fundo todas as etapas e processos.

Flávio Guimarães é diretor da Guimarães Consultoria, Administrador de Empresas, Especializado em Negócios, Comportamento e Recursos Humanos, Articulista de Carreira, Emprego e Oportunidade dos Jornais Bom Dia Amazônia e Jornal do Amazonas 1ª Edição, CBN Amazônia, Portal Amazônia e Consultor em Avaliação/Reelaboração Curricular.  

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