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Flavio Guimarães

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Flavio Guimarães

Dados CAGED atualizados: o que está acontecendo com a geração de empregos?

As regiões Norte e Nordeste nos mostraram um saldo negativo na geração de empregos, mas por quê? Entenda esse e outros questionamentos

Flávio Guimarães

flavioguimaraesjr@hotmail.com


Nessa semana o CAGED divulgou os dados atualizados sobre a geração de empregos em todo o Brasil. Somando os balanços do primeiro trimestre do ano, temos os seguintes números:

 

Norte: - 7.497 postos de trabalho.

Centro-Oeste: + 38.635 postos de trabalho.

Nordeste: - 65.188 postos de trabalho.

Sudeste: + 105.221 postos de trabalho.

Sul: +108.372 postos de trabalho.

 

As regiões Norte e Nordeste nos mostraram um saldo negativo na geração de empregos. Normalmente, alguns questionamentos surgem em torno dessas informações. Abaixo descreverei as perguntas e as respostas.

 

 

   
Foto: Arquivo/Agência Brasil
 

Pergunta:

 

1. Se estamos em período final, já saindo da crise, por que algumas regiões ainda registram saldos negativos?

 

Resposta:

 

- O momento ainda é de reestruturação. Cada região tem um polo de desenvolvimento. Em época de crise, cada segmento de mercado reage de uma forma. A Indústria, por exemplo, que move grande parte do Norte e Nordeste vive uma insegurança jurídica devido os incentivos fiscais estarem revistos em sua maioria. Isso gera incertezas nos empresários, ocasionando a cautela para novas produções e contratações. O comércio e o serviço acompanham essas incertezas, pois giram em torno da produção industrial. Dessa forma, as empresas se recolhem para aguardarem os desfechos políticos que serão definidos nos próximos meses. Muitas empresas estão com novas contratações preparadas, porém, qualquer mexida dada pelo Governo Federal mudará completamente o cenário. Com essa mudança, novas diretrizes serão definidas.

 

- Além disso, também temos a discussão sobre a Reforma da Previdência. A incerteza de aprovação ou não gera medo em investidores. Se for reprovada entraremos em um novo cenário de crise onde as empresas criarão projeções de faturamentos baixos. Se for aprovada, teremos um país mais organizado financeiramente e que poderá incentivar as políticas públicas para os mais diversos setores, assim, gerando segurança e promovendo desenvolvimento e emprego.

 

- A verdade é que o momento não é mais desesperador como era em 2015, 2016 e 2017, que foram anos que não havia sequer uma esperança para a geração de novos empregos.

 

Pergunta

 

2. A declaração do ministro Paulo Guedes, de que não deixará o Brasil sofrer para manter os incentivos fiscais para a região, renderá ferimentos à Zona Franca de Manaus, que engloba boa parte da indústria amazônica?

 

Resposta:

 

- Muito difícil. A Zona Franca de Manaus não engloba somente a capital amazonense, mas sim toda a região. É um modelo constituído e que está na Constituição Federal. Para destituí-lo, a Constituição teria de ser mexida.

 

- No entanto, por outro lado, temos a situação de incentivos fiscais. Por mais que o modelo/marca Zona Franca de Manaus exista e seja prorrogado, ele precisa de incentivos para continuar funcionando.

 

- A declaração do ministro Paulo Guedes sobre a região gerou muito desconforto no mercado de uma forma geral. Porém, a reação da bancada de parlamentares foi imediata: pressionaram para a ideia ser desfeita. E foi.

 

- Quanto a isso, precisamos pensar que uma coisa é o ministro falar, outra coisa é o presidente da República autorizar. Com uma análise técnica, dificilmente essa autorização existirá.

 

3.  Mas por qual motivo, então, regiões como Sudeste, Sul e Centro-Oeste tiveram saldo positivo e outras não?

 

Resposta:

 

- Regiões como Sudeste, Centro-Oeste e Sul possuem grandes polos de desenvolvimento nacional com Estados como São Paulo, Rondônia e os Estados do Sul. São regiões que têm grande independência e vários motores de economia, como Rondônia com o explosivo agronegócio e São Paulo com o comércio e serviços.

 

- Se comparado ao Estado do Amazonas, por exemplo, que circula em torno em modelo industrial, estão bem a frente. Por isso, nessas outras regiões os resultados finais são que uma área compensa a outra, criando, por consequência, o saldo positivo.

 

Mesmo com toda essa situação, a tendência é que nos próximos meses tenhamos um alto índice de geração de empregos. As empresas ainda estão tentando se reorganizarem após essa crise que devastou o país. Com o tempo e com boas decisões políticas, sociais e econômicas, haverá um aquecimento significativo não somente nas regiões que hoje fecharam com saldos negativos.

 

*Flávio Guimarães é diretor da Guimarães Consultoria, Administrador de Empresas, Especializado em Negócios, Comportamento e Recursos Humanos, Articulista dos Jornais Bom Dia Amazônia e Jornal do Amazonas 1ª Edição, CBN Amazonas, CBN Rondônia e Portal Amazônia.

 

 


Dados CAGED atualizados: o que está acontecendo com a geração de empregos?

As regiões Norte e Nordeste nos mostraram um saldo negativo na geração de empregos, mas por quê? Entenda esse e outros questionamentos

Flávio Guimarães

flavioguimaraesjr@hotmail.com


Nessa semana o CAGED divulgou os dados atualizados sobre a geração de empregos em todo o Brasil. Somando os balanços do primeiro trimestre do ano, temos os seguintes números:

 

Norte: - 7.497 postos de trabalho.

Centro-Oeste: + 38.635 postos de trabalho.

Nordeste: - 65.188 postos de trabalho.

Sudeste: + 105.221 postos de trabalho.

Sul: +108.372 postos de trabalho.

 

As regiões Norte e Nordeste nos mostraram um saldo negativo na geração de empregos. Normalmente, alguns questionamentos surgem em torno dessas informações. Abaixo descreverei as perguntas e as respostas.

 

 

   
Foto: Arquivo/Agência Brasil
 

Pergunta:

 

1. Se estamos em período final, já saindo da crise, por que algumas regiões ainda registram saldos negativos?

 

Resposta:

 

- O momento ainda é de reestruturação. Cada região tem um polo de desenvolvimento. Em época de crise, cada segmento de mercado reage de uma forma. A Indústria, por exemplo, que move grande parte do Norte e Nordeste vive uma insegurança jurídica devido os incentivos fiscais estarem revistos em sua maioria. Isso gera incertezas nos empresários, ocasionando a cautela para novas produções e contratações. O comércio e o serviço acompanham essas incertezas, pois giram em torno da produção industrial. Dessa forma, as empresas se recolhem para aguardarem os desfechos políticos que serão definidos nos próximos meses. Muitas empresas estão com novas contratações preparadas, porém, qualquer mexida dada pelo Governo Federal mudará completamente o cenário. Com essa mudança, novas diretrizes serão definidas.

 

- Além disso, também temos a discussão sobre a Reforma da Previdência. A incerteza de aprovação ou não gera medo em investidores. Se for reprovada entraremos em um novo cenário de crise onde as empresas criarão projeções de faturamentos baixos. Se for aprovada, teremos um país mais organizado financeiramente e que poderá incentivar as políticas públicas para os mais diversos setores, assim, gerando segurança e promovendo desenvolvimento e emprego.

 

- A verdade é que o momento não é mais desesperador como era em 2015, 2016 e 2017, que foram anos que não havia sequer uma esperança para a geração de novos empregos.

 

Pergunta

 

2. A declaração do ministro Paulo Guedes, de que não deixará o Brasil sofrer para manter os incentivos fiscais para a região, renderá ferimentos à Zona Franca de Manaus, que engloba boa parte da indústria amazônica?

 

Resposta:

 

- Muito difícil. A Zona Franca de Manaus não engloba somente a capital amazonense, mas sim toda a região. É um modelo constituído e que está na Constituição Federal. Para destituí-lo, a Constituição teria de ser mexida.

 

- No entanto, por outro lado, temos a situação de incentivos fiscais. Por mais que o modelo/marca Zona Franca de Manaus exista e seja prorrogado, ele precisa de incentivos para continuar funcionando.

 

- A declaração do ministro Paulo Guedes sobre a região gerou muito desconforto no mercado de uma forma geral. Porém, a reação da bancada de parlamentares foi imediata: pressionaram para a ideia ser desfeita. E foi.

 

- Quanto a isso, precisamos pensar que uma coisa é o ministro falar, outra coisa é o presidente da República autorizar. Com uma análise técnica, dificilmente essa autorização existirá.

 

3.  Mas por qual motivo, então, regiões como Sudeste, Sul e Centro-Oeste tiveram saldo positivo e outras não?

 

Resposta:

 

- Regiões como Sudeste, Centro-Oeste e Sul possuem grandes polos de desenvolvimento nacional com Estados como São Paulo, Rondônia e os Estados do Sul. São regiões que têm grande independência e vários motores de economia, como Rondônia com o explosivo agronegócio e São Paulo com o comércio e serviços.

 

- Se comparado ao Estado do Amazonas, por exemplo, que circula em torno em modelo industrial, estão bem a frente. Por isso, nessas outras regiões os resultados finais são que uma área compensa a outra, criando, por consequência, o saldo positivo.

 

Mesmo com toda essa situação, a tendência é que nos próximos meses tenhamos um alto índice de geração de empregos. As empresas ainda estão tentando se reorganizarem após essa crise que devastou o país. Com o tempo e com boas decisões políticas, sociais e econômicas, haverá um aquecimento significativo não somente nas regiões que hoje fecharam com saldos negativos.

 

*Flávio Guimarães é diretor da Guimarães Consultoria, Administrador de Empresas, Especializado em Negócios, Comportamento e Recursos Humanos, Articulista dos Jornais Bom Dia Amazônia e Jornal do Amazonas 1ª Edição, CBN Amazonas, CBN Rondônia e Portal Amazônia.

 

 

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