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Bruno Ferreira

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Bruno Ferreira

Cupido na cozinha

“Preparar algo para saciar a fome de alguém já nos coloca no importante papel de prover meios suficientes para garantir o seu sustento e seu prazer”


Lembro que numa de nossas primeiras colunas aqui no Portal Amazônia, tratamos do tema “Comida e afetividade”, em que abordamos as memórias nostálgicas, felizes e amorosas, que guardamos e sua vinculação quase que sempre ligada à comida que comemos em priscas eras.

 

E esta semana que finda foi coberta de amor. Num dia destinado à sua celebração entre casais de amantes embevecidos com o Amor Eros. Isso porque os gregos fazem a diferenciação entre várias manifestações amorosas. Enquanto isso, nós pensamos no  Amor como um todo. Este Amor que é celebrado na poesia, no cinema, na filosofia, nas artes em geral e que é, sim, elemento primordial para uma boa cozinha. O Amor também nos alimenta. Mia Couto, um renomado autor brasileiro, afirma que "cozinhar não é um serviço: é um modo de amar os outros."

 

Foto: Reprodução

E veja como isso faz todo o sentido: desde a decisão de preparar algo para saciar a fome de alguém já nos coloca no importante papel de prover meios suficientes para garantir o seu sustento e seu prazer. Junte a isso a responsabilidade de escolher os melhores ingredientes, o zelo na hora de executar cada tarefa envolvida naquela preparação, o esmero no serviço, no uso de utensílios, a criatividade em fazer uma boa apresentação que desperte o interesse e a fome e, finalmente, a satisfação por ver as pessoas plenas!

 

Não é preciso dizermos mais nada para que nos fique muito claro: cozinhar é uma das formas mais autênticas de demonstrar amor. E ele precisa estar envolvido em todos os processos. A própria noção de comensalidade, o ato de comer junto, nasce da consciência de partilhar. Isso porque a partir do momento em que a quantidade de comida, que obtínhamos ultrapassou nossas necessidades, nos vimos obrigados, por um sentimento humano de solidariedade e amor, de partilhar com os outros.

 

Por estas e por outras razões, tudo o que envolve comida sempre ser a mais do que meramente biológico. Será também um símbolo de nossas alianças. Num jantar romântico à luz de velas, dois amantes se entregam à plenitude da felicidade alheia, que é também a sua própria. Ver o outro feliz é ser feliz!

 

Grandes nomes da cozinha mundial, apontaram o Amor como ingrediente diferencial de uma boa cozinha. Paul Bocuse, um lendário chef francês (que lamentavelmente nos deixou no começo de 2019), dizia: "Não há boa culinária se, à princípio, ela não é feita pelo Amor a quem ela se destina”. Joel Robuchon, o mais premiado chef de todos os tempos, detentor de 28 estrelas Michelin, a mais alta honraria da cozinha, afirmou: "Não podemos cozinhar se não gostamos de pessoas". E por fim, Theodore Zeldin, filósofo inglês, disse sobre a Gastronomia:
 

 

"A Gastronomia é a arte de usar comida para criar felicidade".

 

Assim, seja compartilhando uma pizza ou desfrutando de um lauto banquete, que todos nós possamos reafirmar o Amor como o verdadeiro alimento da alma.

 


Cupido na cozinha

“Preparar algo para saciar a fome de alguém já nos coloca no importante papel de prover meios suficientes para garantir o seu sustento e seu prazer”

Bruno Ferreira

jornalismo@portalamazonia.com


Lembro que numa de nossas primeiras colunas aqui no Portal Amazônia, tratamos do tema “Comida e afetividade”, em que abordamos as memórias nostálgicas, felizes e amorosas, que guardamos e sua vinculação quase que sempre ligada à comida que comemos em priscas eras.

 

E esta semana que finda foi coberta de amor. Num dia destinado à sua celebração entre casais de amantes embevecidos com o Amor Eros. Isso porque os gregos fazem a diferenciação entre várias manifestações amorosas. Enquanto isso, nós pensamos no  Amor como um todo. Este Amor que é celebrado na poesia, no cinema, na filosofia, nas artes em geral e que é, sim, elemento primordial para uma boa cozinha. O Amor também nos alimenta. Mia Couto, um renomado autor brasileiro, afirma que "cozinhar não é um serviço: é um modo de amar os outros."

 

Foto: Reprodução

E veja como isso faz todo o sentido: desde a decisão de preparar algo para saciar a fome de alguém já nos coloca no importante papel de prover meios suficientes para garantir o seu sustento e seu prazer. Junte a isso a responsabilidade de escolher os melhores ingredientes, o zelo na hora de executar cada tarefa envolvida naquela preparação, o esmero no serviço, no uso de utensílios, a criatividade em fazer uma boa apresentação que desperte o interesse e a fome e, finalmente, a satisfação por ver as pessoas plenas!

 

Não é preciso dizermos mais nada para que nos fique muito claro: cozinhar é uma das formas mais autênticas de demonstrar amor. E ele precisa estar envolvido em todos os processos. A própria noção de comensalidade, o ato de comer junto, nasce da consciência de partilhar. Isso porque a partir do momento em que a quantidade de comida, que obtínhamos ultrapassou nossas necessidades, nos vimos obrigados, por um sentimento humano de solidariedade e amor, de partilhar com os outros.

 

Por estas e por outras razões, tudo o que envolve comida sempre ser a mais do que meramente biológico. Será também um símbolo de nossas alianças. Num jantar romântico à luz de velas, dois amantes se entregam à plenitude da felicidade alheia, que é também a sua própria. Ver o outro feliz é ser feliz!

 

Grandes nomes da cozinha mundial, apontaram o Amor como ingrediente diferencial de uma boa cozinha. Paul Bocuse, um lendário chef francês (que lamentavelmente nos deixou no começo de 2019), dizia: "Não há boa culinária se, à princípio, ela não é feita pelo Amor a quem ela se destina”. Joel Robuchon, o mais premiado chef de todos os tempos, detentor de 28 estrelas Michelin, a mais alta honraria da cozinha, afirmou: "Não podemos cozinhar se não gostamos de pessoas". E por fim, Theodore Zeldin, filósofo inglês, disse sobre a Gastronomia:
 

 

"A Gastronomia é a arte de usar comida para criar felicidade".

 

Assim, seja compartilhando uma pizza ou desfrutando de um lauto banquete, que todos nós possamos reafirmar o Amor como o verdadeiro alimento da alma.

 

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