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André Torbey

Endividamento empresarial: bom ou ruim?

Por um lado, o endividamento permite investimentos no curto-prazo, porém, a situação pode acabar se tornando uma bola de neve

André Torbey

torbey.andre@gmail.com


Uma pesquisa recente da Serasa Experian mostrou que chegou a 5,3 milhões o número de micro e pequenas empresas inadimplentes no Brasil. Ainda sobre as micro e pequenas empresas, elas representam 95% das empresas que estão com dívidas em nosso país. 

 

O cenário não é muito diferente na hora de olhar as finanças das pessoas físicas. São mais 60% das famílias endividadas em todo o território nacional. 

 

Claro que a recessão, aumento do desemprego, baixa capacidade fiscal dos governos e diminuição de incentivos públicos têm contribuído para esse problema por aqui. 

 

Sabemos que a busca por capitalização externa é uma alavanca para o crescimento de vários negócios e que uma empresa com dívidas não necessariamente seja uma coisa ruim. Mas é necessária uma análise desse cenário pelos dois lados. 

 

Por um lado, o endividamento permite investimentos no curto-prazo e uma projeção positiva dos resultados do negócio e, dentro de uma normalidade, essa opção se torna imprescindível para os empresários potencializarem o faturamento. Desde que haja um planejamento e controle dos custos, o financiamento passa a ser positivo para a empresa. Sem precisar o próprio dinheiro e podendo assumir riscos, um financiamento aparece como uma excelente plataforma para o crescimento. 

 

Do outro lado, com a ausência de bons resultados, o fluxo de caixa se torna deficitário e toda a empresa passa a sofrer. Sem fechar a tampa, a situação vira uma bola de neve e se torna cada vez mais difícil enxergar a luz no fim do túnel. 

 

Algumas sugestões para quem precisa tirar a empresa do vermelho:

  • Fazer uma análise minuciosa do fluxo financeiro. Implantar processos financeiros permite uma percepção mais completa do cenário. E assim é possível identificar as despesas e custos que estão impactando no resultado. Em alguns casos existem desvios que podem ser encontrados com essa auditoria nas contas da empresa. 
  • Buscar uma reestruturação da dívida. Uma boa opção é recorrer aos bancos e agências de fomento para ganhar flexibilidade no fluxo de caixa. Dessa forma, a empresa tem condições de “respirar”enquanto busca um crescimento mais orgânico para o negócio. 
  • Outra opção é aumentar os resultados. Talvez essa seja a parte mais difícil, mas o caminho com o aumento dos recebimentos é a válvula para eliminar as dívidas ruins. 
  • Fazer um planejamento estratégico para controlar melhor os processos e todas as etapas referente aos resultados do negócio. Com isso, se torna possível evitar gargalos e que o dinheiro escorra pelo ralo. 

Esse é o jeito baré de empreender.

 

     

André Torbey

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Endividamento empresarial: bom ou ruim?

Por um lado, o endividamento permite investimentos no curto-prazo, porém, a situação pode acabar se tornando uma bola de neve

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torbey.andre@gmail.com


Uma pesquisa recente da Serasa Experian mostrou que chegou a 5,3 milhões o número de micro e pequenas empresas inadimplentes no Brasil. Ainda sobre as micro e pequenas empresas, elas representam 95% das empresas que estão com dívidas em nosso país. 

 

O cenário não é muito diferente na hora de olhar as finanças das pessoas físicas. São mais 60% das famílias endividadas em todo o território nacional. 

 

Claro que a recessão, aumento do desemprego, baixa capacidade fiscal dos governos e diminuição de incentivos públicos têm contribuído para esse problema por aqui. 

 

Sabemos que a busca por capitalização externa é uma alavanca para o crescimento de vários negócios e que uma empresa com dívidas não necessariamente seja uma coisa ruim. Mas é necessária uma análise desse cenário pelos dois lados. 

 

Por um lado, o endividamento permite investimentos no curto-prazo e uma projeção positiva dos resultados do negócio e, dentro de uma normalidade, essa opção se torna imprescindível para os empresários potencializarem o faturamento. Desde que haja um planejamento e controle dos custos, o financiamento passa a ser positivo para a empresa. Sem precisar o próprio dinheiro e podendo assumir riscos, um financiamento aparece como uma excelente plataforma para o crescimento. 

 

Do outro lado, com a ausência de bons resultados, o fluxo de caixa se torna deficitário e toda a empresa passa a sofrer. Sem fechar a tampa, a situação vira uma bola de neve e se torna cada vez mais difícil enxergar a luz no fim do túnel. 

 

Algumas sugestões para quem precisa tirar a empresa do vermelho:

  • Fazer uma análise minuciosa do fluxo financeiro. Implantar processos financeiros permite uma percepção mais completa do cenário. E assim é possível identificar as despesas e custos que estão impactando no resultado. Em alguns casos existem desvios que podem ser encontrados com essa auditoria nas contas da empresa. 
  • Buscar uma reestruturação da dívida. Uma boa opção é recorrer aos bancos e agências de fomento para ganhar flexibilidade no fluxo de caixa. Dessa forma, a empresa tem condições de “respirar”enquanto busca um crescimento mais orgânico para o negócio. 
  • Outra opção é aumentar os resultados. Talvez essa seja a parte mais difícil, mas o caminho com o aumento dos recebimentos é a válvula para eliminar as dívidas ruins. 
  • Fazer um planejamento estratégico para controlar melhor os processos e todas as etapas referente aos resultados do negócio. Com isso, se torna possível evitar gargalos e que o dinheiro escorra pelo ralo. 

Esse é o jeito baré de empreender.

 

     

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