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Ana Cecília Marques

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Ana Cecília Marques

Consciência Fonológica: a segmentação da nossa língua

Desde quando começam a falar, as crianças possuem a capacidade de analisar a linguagem oral e de organizar os segmentos da fala para se comunicar

Ana Cecília Marques

anaceciliamqs@gmail.com


No texto anterior, fiz uma abordagem sobre a importância do desenvolvimento da consciência fonológica para a aprendizagem da leitura e da escrita. Continuarei abordando esse tema por considerar fundamental os professores de educação infantil e séries iniciais se apropriarem desse conhecimento.




Reafirmo que, desde quando começam a falar, as crianças possuem a capacidade de analisar a linguagem oral e de organizar os segmentos da fala para se comunicar, o que faz da aprendizagem da leitura e da escrita um processo que depende da compreensão de como funciona a estrutura da língua.

 
                   
Foto: Reprodução/Shutterstock
 


A língua pode ser segmentada de diversas formas, pois as frases são segmentadas em palavras e as palavras em sílabas e as sílabas em letras (sons). O componente sonoro da língua é um dos aspectos a partir dos quais as crianças podem refletir sobre a estrutura da língua, através de uma manipulação consciente. É importante chamar a atenção para a capacidade de manipulação das unidades sonoras das quais a criança se mostra consciente.


E o que significa “manipular” nessa situação? Manipular envolve a capacidade de o indivíduo desempenhar atividades como as de apagar, adicionar ou substituir sons dentro de uma palavra, por exemplo. Um exemplo disso é quando solicitamos à criança que pronuncie a palavra “pato” sem o primeiro som, o que resulta na palavra “ato”. Outra possibilidade é solicitar que a criança pense e pronuncie outras palavras que comecem com o mesmo som inicial da palavra “pato”. Essa capacidade de reflexão e manipulação de letras e sons através da percepção e comparação dos sons caracteriza uma análise consciente do estímulo auditivo.


Gabriela Freitas, em seu livro Consciência fonológica: rimas e aliterações no português brasileiro*, afirma que a consciência fonológica corresponde à capacidade de o falante reconhecer que as palavras rimam, terminam ou começam com o mesmo som e são compostas por sons individuais que podem ser manipulados para a formação de novas palavras. Portanto, a consciência fonológica envolve uma compreensão acerca dos diversos modos como a língua oral pode ser dividida em componentes menores, e então, manipulada.



Daí a importância das atividades de manipulação dos sons, em que as crianças vão realizar operações nas quais as unidades fonológicas tais como fonemas, sílabas, rimas e aliterações podem ser contadas, segmentadas, unidas, adicionadas, suprimidas e substituídas. A partir dessa consciência, a criança faz uma reflexão sobre a segmentação sonora das palavras, das sílabas e dos sons das letras, o que permite que construa a rota fonológica de cada palavra.


Desse modo, podemos afirmar que “reflexão” e “manipulação” são duas palavras-chave na definição de consciência fonológica.
 No próximo texto, darei continuidade ao tema abordando a caracterização dos níveis de consciência fonológica.



*FREITAS, G. Consciência fonológica: rimas e aliterações no português brasileiro. Letras de Hoje, Porto Alegre, 2003. p. 156.

     

Consciência Fonológica: a segmentação da nossa língua

Desde quando começam a falar, as crianças possuem a capacidade de analisar a linguagem oral e de organizar os segmentos da fala para se comunicar

Ana Cecília Marques

anaceciliamqs@gmail.com


No texto anterior, fiz uma abordagem sobre a importância do desenvolvimento da consciência fonológica para a aprendizagem da leitura e da escrita. Continuarei abordando esse tema por considerar fundamental os professores de educação infantil e séries iniciais se apropriarem desse conhecimento.




Reafirmo que, desde quando começam a falar, as crianças possuem a capacidade de analisar a linguagem oral e de organizar os segmentos da fala para se comunicar, o que faz da aprendizagem da leitura e da escrita um processo que depende da compreensão de como funciona a estrutura da língua.

 
                   
Foto: Reprodução/Shutterstock
 


A língua pode ser segmentada de diversas formas, pois as frases são segmentadas em palavras e as palavras em sílabas e as sílabas em letras (sons). O componente sonoro da língua é um dos aspectos a partir dos quais as crianças podem refletir sobre a estrutura da língua, através de uma manipulação consciente. É importante chamar a atenção para a capacidade de manipulação das unidades sonoras das quais a criança se mostra consciente.


E o que significa “manipular” nessa situação? Manipular envolve a capacidade de o indivíduo desempenhar atividades como as de apagar, adicionar ou substituir sons dentro de uma palavra, por exemplo. Um exemplo disso é quando solicitamos à criança que pronuncie a palavra “pato” sem o primeiro som, o que resulta na palavra “ato”. Outra possibilidade é solicitar que a criança pense e pronuncie outras palavras que comecem com o mesmo som inicial da palavra “pato”. Essa capacidade de reflexão e manipulação de letras e sons através da percepção e comparação dos sons caracteriza uma análise consciente do estímulo auditivo.


Gabriela Freitas, em seu livro Consciência fonológica: rimas e aliterações no português brasileiro*, afirma que a consciência fonológica corresponde à capacidade de o falante reconhecer que as palavras rimam, terminam ou começam com o mesmo som e são compostas por sons individuais que podem ser manipulados para a formação de novas palavras. Portanto, a consciência fonológica envolve uma compreensão acerca dos diversos modos como a língua oral pode ser dividida em componentes menores, e então, manipulada.



Daí a importância das atividades de manipulação dos sons, em que as crianças vão realizar operações nas quais as unidades fonológicas tais como fonemas, sílabas, rimas e aliterações podem ser contadas, segmentadas, unidas, adicionadas, suprimidas e substituídas. A partir dessa consciência, a criança faz uma reflexão sobre a segmentação sonora das palavras, das sílabas e dos sons das letras, o que permite que construa a rota fonológica de cada palavra.


Desse modo, podemos afirmar que “reflexão” e “manipulação” são duas palavras-chave na definição de consciência fonológica.
 No próximo texto, darei continuidade ao tema abordando a caracterização dos níveis de consciência fonológica.



*FREITAS, G. Consciência fonológica: rimas e aliterações no português brasileiro. Letras de Hoje, Porto Alegre, 2003. p. 156.

     

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