Meio Ambiente

Websérie apresenta valor ecológico e cultural do caranguejo no Pará

Os quatro episódios da série vêm sendo lançados todas as sextas-feiras de abril, no canal do Instituto Mamirauá no Youtube

Portal Amazônia, com informações da Agência Brasil

jornalismo@portalamazonia.com


O cotidiano de mulheres e homens dedicados ao manejo do caranguejo-uçá seguro e de qualidade, em manguezais do nordeste paraense, é o destaque da nova websérieMestres da Maré”, do Instituto Mamirauá. Os quatro episódios da série, com cerca de quatro minutos cada, vêm sendo lançados todas as sextas-feiras de abril, no canal do Instituto Mamirauá no Youtube.
     
Foto:Fernando Sette Câmara/Agência Pará
 
Nesta sexta-feira (13), será exibido o segundo episódio. Envolvendo os municípios de São João da Ponta, São João de Pirabas, Curuçá e Augusto Corrêa, a produção mostra o valor ecológico, econômico e cultural do caranguejo e das riquezas do mangue paraense.

Apresenta ainda o método de transporte sustentável que impulsionou as vendas e melhorou a qualidade dos caranguejos: as basquetas, cestas cobertas de esponjas molhadas que ajudam a conservar o produto, já que ao serem extraídos dos manguezais até os centros consumidores, os caranguejos podem atravessar um longo caminho, por rio ou estrada.
 
Foto:Fernando Sette Câmara/Agência Pará
 
Para garantir a capacitação de milhares de pescadores artesanais para o transporte sustentável de caranguejo, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuária e da Pesca (Sedap), em parceria com o Instituto Mamirauá, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), vem promovendo cursos de extensão pesqueira pelo estado com foco no transporte sustentável.

“Desde 2011, conseguimos dar continuidade ao trabalho de capacitação às comunidades de Reservas Extrativistas Marinhas existentes no estado. Só em 2017, 633 pessoas participaram dos cursos e mudaram seus hábitos”, afirmou o diretor de Aquicultura da Sedap, João Terra. Ele relembra que antes das basquetas, o transporte de caranguejos era feito por meio de sacolas plásticas, o que gerava a mortalidade de 66% do total. “Com a nova técnica, a mortalidade foi reduzida a quase zero”, celebrou.
     
Foto:Fernando Sette Câmara/Agência Pará
 
Ainda segundo João Terra, o conhecimento sobre o meio ambiente e a forma sustentável de extrair e transportar o caranguejo beneficia todos os personagens envolvidos no sistema. “Na última Feira do Pescado, realizada em Belém, nós conseguimos trazer pessoas das comunidades caranguejeiras para estar pessoalmente nos postos de venda, diminuindo, dessa forma, o número de atravessadores e gerando mais lucro para o trabalhador e mais qualidade para o consumidor final”, explicou.

A websérie “Mestres da Maré” foi filmada no município de São João da Ponta, no Pará, em outubro de 2017, durante a realização de um curso para o transporte do caranguejo. É uma realização do Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), financiada pela Fundação Gordon and Betty Moore.

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Websérie apresenta valor ecológico e cultural do caranguejo no Pará

Os quatro episódios da série vêm sendo lançados todas as sextas-feiras de abril, no canal do Instituto Mamirauá no Youtube

Portal Amazônia, com informações da Agência Brasil

jornalismo@portalamazonia.com


O cotidiano de mulheres e homens dedicados ao manejo do caranguejo-uçá seguro e de qualidade, em manguezais do nordeste paraense, é o destaque da nova websérieMestres da Maré”, do Instituto Mamirauá. Os quatro episódios da série, com cerca de quatro minutos cada, vêm sendo lançados todas as sextas-feiras de abril, no canal do Instituto Mamirauá no Youtube.
     
Foto:Fernando Sette Câmara/Agência Pará
 
Nesta sexta-feira (13), será exibido o segundo episódio. Envolvendo os municípios de São João da Ponta, São João de Pirabas, Curuçá e Augusto Corrêa, a produção mostra o valor ecológico, econômico e cultural do caranguejo e das riquezas do mangue paraense.

Apresenta ainda o método de transporte sustentável que impulsionou as vendas e melhorou a qualidade dos caranguejos: as basquetas, cestas cobertas de esponjas molhadas que ajudam a conservar o produto, já que ao serem extraídos dos manguezais até os centros consumidores, os caranguejos podem atravessar um longo caminho, por rio ou estrada.
 
Foto:Fernando Sette Câmara/Agência Pará
 
Para garantir a capacitação de milhares de pescadores artesanais para o transporte sustentável de caranguejo, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuária e da Pesca (Sedap), em parceria com o Instituto Mamirauá, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), vem promovendo cursos de extensão pesqueira pelo estado com foco no transporte sustentável.

“Desde 2011, conseguimos dar continuidade ao trabalho de capacitação às comunidades de Reservas Extrativistas Marinhas existentes no estado. Só em 2017, 633 pessoas participaram dos cursos e mudaram seus hábitos”, afirmou o diretor de Aquicultura da Sedap, João Terra. Ele relembra que antes das basquetas, o transporte de caranguejos era feito por meio de sacolas plásticas, o que gerava a mortalidade de 66% do total. “Com a nova técnica, a mortalidade foi reduzida a quase zero”, celebrou.
     
Foto:Fernando Sette Câmara/Agência Pará
 
Ainda segundo João Terra, o conhecimento sobre o meio ambiente e a forma sustentável de extrair e transportar o caranguejo beneficia todos os personagens envolvidos no sistema. “Na última Feira do Pescado, realizada em Belém, nós conseguimos trazer pessoas das comunidades caranguejeiras para estar pessoalmente nos postos de venda, diminuindo, dessa forma, o número de atravessadores e gerando mais lucro para o trabalhador e mais qualidade para o consumidor final”, explicou.

A websérie “Mestres da Maré” foi filmada no município de São João da Ponta, no Pará, em outubro de 2017, durante a realização de um curso para o transporte do caranguejo. É uma realização do Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), financiada pela Fundação Gordon and Betty Moore.

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