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Amazônia

Veneno mortal: conheça o sapo da Amazônia que está entre os mais perigosos do mundo

O sapo Ponta-De-Flecha, que pode matar uma pessoa com um simples toque, é usado por indígenas em combate e durante a caça


Seu tamanho não impressiona, com apenas 2,5 centímetros, ele não aparenta ser um problema para os animais e humanos. Essa é uma das características do Sapo Ponta-de-Flecha, também conhecido como dardo venenoso, por conta de seu veneno que pode ser fatal no momento do contato.

 

Segundo o biólogo Igor Kaeser, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a espécie é membro da família Dendrobatidae, uma ordem de anfíbios anura (classificação dada a sapos, rãs e pererecas de tamanho pequeno). O ‘dardo venenoso’, conforme Kaeser, é considerado um dos animais mais perigosos do mundo.

 

 
Foto: Divulgação/Rã-Bugio
 

"Existem mais de 170 espécies na família Dendrobatidae na América Central e América do Sul, sendo em sua maioria ocupantes da Floresta Amazônica, na região de São Gabriel da Cachoeira. Eles possuem cores fortes e vivas”, explica.

 

O Sapo Ponta-de-Flecha geralmente possui cores em tons vermelho, azul ou amarelo brilhante. O biólogo afirma que essas cores são chamadas de aposemáticas, pois indicam perigo para os outros animais.

 

“Há muitas espécies de sapos e rãs com essas características venenosas. O que torna essa espécie diferente dos demais sapos de sua família é a força com que o seu veneno trabalha, pois apenas 40 microgramas são capazes de matar até 10 homens adultos de uma única vez”, afirma Kaeser.

 

O biólogo também explica que essa toxina é gerada pelo seu organismo através da alimentação. A dieta do Sapo Ponta-de-Flecha é composta por pequenos insetos como formigas, pernilongos, cupins, moscas. “Seu organismo trabalha sequestrando os alcalóides encontrados nos resíduos de suas vítimas e vai secretando sua toxina na pele das costas, para, assim, usar como defesa contra os predadores que se arriscarem”, informou.

Utilização indígena

 

Por ter um veneno mortal, ao ponto de um simples toque ser necessário para matar, os índios utilizam dessa toxina como vantagem em seus combates contra outras tribos e para a prática da caça. O biólogo explica que o veneno na ponta da flecha chega a durar até um ano para perder seu efeito massivo.

 

*Com colaboração do estagiário Leandro Couto.

 


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Veneno mortal: conheça o sapo da Amazônia que está entre os mais perigosos do mundo

O sapo Ponta-De-Flecha, que pode matar uma pessoa com um simples toque, é usado por indígenas em combate e durante a caça

Redação

jornalismo@portalamazonia.com


Seu tamanho não impressiona, com apenas 2,5 centímetros, ele não aparenta ser um problema para os animais e humanos. Essa é uma das características do Sapo Ponta-de-Flecha, também conhecido como dardo venenoso, por conta de seu veneno que pode ser fatal no momento do contato.

 

Segundo o biólogo Igor Kaeser, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a espécie é membro da família Dendrobatidae, uma ordem de anfíbios anura (classificação dada a sapos, rãs e pererecas de tamanho pequeno). O ‘dardo venenoso’, conforme Kaeser, é considerado um dos animais mais perigosos do mundo.

 

 
Foto: Divulgação/Rã-Bugio
 

"Existem mais de 170 espécies na família Dendrobatidae na América Central e América do Sul, sendo em sua maioria ocupantes da Floresta Amazônica, na região de São Gabriel da Cachoeira. Eles possuem cores fortes e vivas”, explica.

 

O Sapo Ponta-de-Flecha geralmente possui cores em tons vermelho, azul ou amarelo brilhante. O biólogo afirma que essas cores são chamadas de aposemáticas, pois indicam perigo para os outros animais.

 

“Há muitas espécies de sapos e rãs com essas características venenosas. O que torna essa espécie diferente dos demais sapos de sua família é a força com que o seu veneno trabalha, pois apenas 40 microgramas são capazes de matar até 10 homens adultos de uma única vez”, afirma Kaeser.

 

O biólogo também explica que essa toxina é gerada pelo seu organismo através da alimentação. A dieta do Sapo Ponta-de-Flecha é composta por pequenos insetos como formigas, pernilongos, cupins, moscas. “Seu organismo trabalha sequestrando os alcalóides encontrados nos resíduos de suas vítimas e vai secretando sua toxina na pele das costas, para, assim, usar como defesa contra os predadores que se arriscarem”, informou.

Utilização indígena

 

Por ter um veneno mortal, ao ponto de um simples toque ser necessário para matar, os índios utilizam dessa toxina como vantagem em seus combates contra outras tribos e para a prática da caça. O biólogo explica que o veneno na ponta da flecha chega a durar até um ano para perder seu efeito massivo.

 

*Com colaboração do estagiário Leandro Couto.

 

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