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Varejo corre atrás do lucro no Amazonas

Comércio varejista do Centro da cidade aguarda injeção do salário extra para contratar temporários


   
   
 
    Com a movimentação nas lojas do centro da cidade ainda considerada fraca, o comércio amazonense deve esperar o recurso do 13° salário para dar sinais de recuperação. Como resultado, o pagamento deve ajudar a movimentar as vendas e abrir vagas de temporários, prática comum no fim do ano em razão do Natal. A estimativa de entidades ligadas ao setor é de que sejam criados até três mil novos empregos no período com contratações até dezembro.
De acordo com o presidente da Federação da Câmara de Dirigentes Lojistas do Amazonas (FCDL-AM), Ezra Azury, o setor teve melhora nas vendas do Dia das Crianças em relação ao ano anterior e agora deve aguardar o resultado das ofertas na Black Friday.     “A data dos pequenos é considerado termômetro de vendas para o Natal, no entanto só depois da Black Friday é que vamos ter uma melhor projeção do desempenho das vendas no comércio para o fim de ano”, afirma. 
Segundo Azury, as vendas tiveram alta 2% em relação ao ano anterior, resultando em uma receita bruta de R$ 42,9 milhões. De acordo com a gerente de vendas da Ryma Fashion, Elis Regina Cardoso, o movimento de pessoas e vendas na loja ainda é considerado fraco e acredita que o pagamento da primeira parcela do 13° salário ajude a alavancar o setor no período.
“Por enquanto as pessoas estão pesquisando bastante antes de comprar e acreditamos que o salário extra do fim de ano dê aquele up nas vendas. Nossa projeção é, pelo menos, manter o mesmo fluxo de vendas de 2016”, disse.   
         
Foto: Walter Mendes / Jornal do Commercio
 
    Para atrair os clientes mais duvidosos, a loja tem investido em promoções e descontos especiais. Na leitura da gerente, além da recessão econômica que aumentou o número de desempregados no país, outros fatores contribuíram diretamente para a queda no desempenho de vendas no setor comerciário. 
“Hoje o Centro de Manaus não centraliza mais tudo e a inauguração de shoppings dividiu mais o público, por oferecer em um único local segurança, comodidade e opções variadas. Na zona Leste, por exemplo, o consumidor encontra qualquer coisa sem sair do bairro”, conta.
O gerente comercial de uma loja de calçados, Paulo Henrique Costa reforça que a movimentação de vendas ainda é baixa, mas se mantém mais otimista em relação ao faturamento deste ano. “Estamos com uma expectativa grande, tanto que aumentamos o investimento de 80% para 100% na compra de mercadorias. As vendas realmente ainda estão fracas, mas com o 13° salário a tendência é melhorar”.
Uma das grandes apostas da loja, segundo Costa é na venda atacadista para lojistas do interior do Estado. “Esse tipo de venda cresceu 60% em relação ao ano passado porque investimos na venda por telefone. Assim mandamos o nosso portfólio de mercadorias, o cliente escolhe e enviamos”, destaca.    
         
Foto: Walter Mendes / Jornal do Commercio
 
    A loja especializada em calçados, também tem investido em promoções e facilidade na hora do consumidor fechar a compra.
“Nossos preços são menores que os concorrentes do segmento e oferecemos descontos especiais no cartão e dinheiro. Durante este mês, os descontos chegam até 50% em toda loja no pagamento à vista e no crédito tem ainda desconto especial e parcelamento de 6 vezes sem juros”, explica o gerente. 
Contratação de temporário Com baixo fluxo de vendas há pouco mais de um mês para o Natal, Elis Regina conta que a loja teve que reduzir o número de contratados temporários. De acordo com ela, o estabelecimento já chegou a ter 30 vendedores no período.     “Nós temos 17 pessoas no quadro normal e até agora só conseguimos abrir seis vagas para funcionários temporários já experientes. A nossa expectativa é abrir mais dez vagas no mês de dezembro, mas tudo depende da movimentação”, adianta a gerente.
Já Paulo Costa comenta que por ora, não houve necessidade de contratar temporários. “Temos mantido os 15 funcionários  efetivos e no nosso caso, a projeção é contratar mais 15 temporários para o período, ou seja, não passaremos de 30 vendedores. No ano passado, foram 40 e já chegamos a ter 50 pessoas”, disse.      
    Expectativas otimistas Por outro lado, Ezra Azury disse que o setor ainda pode abrir até três mil novas vagas de emprego no período que antecede as festas de fim de ano. Ele explicou que para que o número de vagas estimado seja alcançado, é necessário uma reação do comércio na capital.
“Nos mantemos otimistas em relação a contratação temporária porque muitos aguardam a mudança na legislação trabalhista para contratar com mais segurança. Outro fator é que logo deve ser inaugurado um novo shopping na cidade oferecendo vagas de emprego.
Esperamos que o setor consiga melhorar as vendas para que os lojistas possam ter ânimo e façam contratações”, frisou o presidente da FCDL-AM.
Cenário nacional
De acordo com a Assertem (Associação Brasileira do Trabalho Temporário), a previsão para abertura de vagas temporárias, no final deste ano, é para contratação de 115 mil trabalhadores, uma recuperação de 5,5% em relação ao ano anterior. No acumulado dos quatro mesesque antecedem o Natal, a associação estima que voltem ao mercado de trabalho mais 374 mil  trabalhadores temporários, ante 355 mil em 2016.
Segundo a pesquisa, a estimativa de contratações para o comércio é de 55% do total de contratações no último mês do ano, o que representará 63 mil trabalhadores empregados, principalmente em shoppings, supermercados e comércio de rua, nos cargos de atendente, assistente de crédito, embalador, estoquista, etiquetador, caixa, fiscal de loja, promotor de vendas, repositor e vendedor.
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Varejo corre atrás do lucro no Amazonas

Comércio varejista do Centro da cidade aguarda injeção do salário extra para contratar temporários


   
   
 
    Com a movimentação nas lojas do centro da cidade ainda considerada fraca, o comércio amazonense deve esperar o recurso do 13° salário para dar sinais de recuperação. Como resultado, o pagamento deve ajudar a movimentar as vendas e abrir vagas de temporários, prática comum no fim do ano em razão do Natal. A estimativa de entidades ligadas ao setor é de que sejam criados até três mil novos empregos no período com contratações até dezembro.
De acordo com o presidente da Federação da Câmara de Dirigentes Lojistas do Amazonas (FCDL-AM), Ezra Azury, o setor teve melhora nas vendas do Dia das Crianças em relação ao ano anterior e agora deve aguardar o resultado das ofertas na Black Friday.     “A data dos pequenos é considerado termômetro de vendas para o Natal, no entanto só depois da Black Friday é que vamos ter uma melhor projeção do desempenho das vendas no comércio para o fim de ano”, afirma. 
Segundo Azury, as vendas tiveram alta 2% em relação ao ano anterior, resultando em uma receita bruta de R$ 42,9 milhões. De acordo com a gerente de vendas da Ryma Fashion, Elis Regina Cardoso, o movimento de pessoas e vendas na loja ainda é considerado fraco e acredita que o pagamento da primeira parcela do 13° salário ajude a alavancar o setor no período.
“Por enquanto as pessoas estão pesquisando bastante antes de comprar e acreditamos que o salário extra do fim de ano dê aquele up nas vendas. Nossa projeção é, pelo menos, manter o mesmo fluxo de vendas de 2016”, disse.   
         
Foto: Walter Mendes / Jornal do Commercio
 
    Para atrair os clientes mais duvidosos, a loja tem investido em promoções e descontos especiais. Na leitura da gerente, além da recessão econômica que aumentou o número de desempregados no país, outros fatores contribuíram diretamente para a queda no desempenho de vendas no setor comerciário. 
“Hoje o Centro de Manaus não centraliza mais tudo e a inauguração de shoppings dividiu mais o público, por oferecer em um único local segurança, comodidade e opções variadas. Na zona Leste, por exemplo, o consumidor encontra qualquer coisa sem sair do bairro”, conta.
O gerente comercial de uma loja de calçados, Paulo Henrique Costa reforça que a movimentação de vendas ainda é baixa, mas se mantém mais otimista em relação ao faturamento deste ano. “Estamos com uma expectativa grande, tanto que aumentamos o investimento de 80% para 100% na compra de mercadorias. As vendas realmente ainda estão fracas, mas com o 13° salário a tendência é melhorar”.
Uma das grandes apostas da loja, segundo Costa é na venda atacadista para lojistas do interior do Estado. “Esse tipo de venda cresceu 60% em relação ao ano passado porque investimos na venda por telefone. Assim mandamos o nosso portfólio de mercadorias, o cliente escolhe e enviamos”, destaca.    
         
Foto: Walter Mendes / Jornal do Commercio
 
    A loja especializada em calçados, também tem investido em promoções e facilidade na hora do consumidor fechar a compra.
“Nossos preços são menores que os concorrentes do segmento e oferecemos descontos especiais no cartão e dinheiro. Durante este mês, os descontos chegam até 50% em toda loja no pagamento à vista e no crédito tem ainda desconto especial e parcelamento de 6 vezes sem juros”, explica o gerente. 
Contratação de temporário Com baixo fluxo de vendas há pouco mais de um mês para o Natal, Elis Regina conta que a loja teve que reduzir o número de contratados temporários. De acordo com ela, o estabelecimento já chegou a ter 30 vendedores no período.     “Nós temos 17 pessoas no quadro normal e até agora só conseguimos abrir seis vagas para funcionários temporários já experientes. A nossa expectativa é abrir mais dez vagas no mês de dezembro, mas tudo depende da movimentação”, adianta a gerente.
Já Paulo Costa comenta que por ora, não houve necessidade de contratar temporários. “Temos mantido os 15 funcionários  efetivos e no nosso caso, a projeção é contratar mais 15 temporários para o período, ou seja, não passaremos de 30 vendedores. No ano passado, foram 40 e já chegamos a ter 50 pessoas”, disse.      
    Expectativas otimistas Por outro lado, Ezra Azury disse que o setor ainda pode abrir até três mil novas vagas de emprego no período que antecede as festas de fim de ano. Ele explicou que para que o número de vagas estimado seja alcançado, é necessário uma reação do comércio na capital.
“Nos mantemos otimistas em relação a contratação temporária porque muitos aguardam a mudança na legislação trabalhista para contratar com mais segurança. Outro fator é que logo deve ser inaugurado um novo shopping na cidade oferecendo vagas de emprego.
Esperamos que o setor consiga melhorar as vendas para que os lojistas possam ter ânimo e façam contratações”, frisou o presidente da FCDL-AM.
Cenário nacional
De acordo com a Assertem (Associação Brasileira do Trabalho Temporário), a previsão para abertura de vagas temporárias, no final deste ano, é para contratação de 115 mil trabalhadores, uma recuperação de 5,5% em relação ao ano anterior. No acumulado dos quatro mesesque antecedem o Natal, a associação estima que voltem ao mercado de trabalho mais 374 mil  trabalhadores temporários, ante 355 mil em 2016.
Segundo a pesquisa, a estimativa de contratações para o comércio é de 55% do total de contratações no último mês do ano, o que representará 63 mil trabalhadores empregados, principalmente em shoppings, supermercados e comércio de rua, nos cargos de atendente, assistente de crédito, embalador, estoquista, etiquetador, caixa, fiscal de loja, promotor de vendas, repositor e vendedor.

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