Publicidade

Cidades

Home > Noticias > null

Sete terremotos são registrados na Amazônia em menos de 24h

Os tremores são réplicas do terremoto de 7.5 graus registrado próximo à fronteira com o Peru

Izabel Santos



Imagem de alguns locais onde o Obsis registrou sismos. Imagem: Reprodução/Obsis

MANAUS - Novos terremotos foram registrados na Amazônia após os sismos de 7.1 e 7.4 na Escala Richter em Iberia, no Peru, nesta terça-feira (24), entre 17h45 e 17h53 (hora local). O Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (Obsis) registrou outros sete sismos na região compreendida entre o Peru e o Acre. Em território peruano, os sismos foram registrados na província de Tohuamanu, com intensidade entre 5.3 e 5.4 graus e a mais de 600 km de profundidade.Os abalos são réplicas do tremor peruano, causado pelo impacto entre as placas tectônicas Nazca e Sul-americana. O professor do Obsis, George Sanches, explica que os tremores registrados nas cidades do Acre têm origem no sismo de grande magnitude ocorrido nesta terça-feira (24), em Iberia no Peru."O tremor foi sentido e registrado pelos nossos sismógrafos do interior do Acre até a capital de Roraima, Boa Vista. Mas isso não quer dizer que ele tenha sido sentido em toda essa extensão", explica dizendo que nem sempre os terremotos são sentidos em locais onde são registrados.O Obsis possui oito sismógrafos instalados nos Estados do Acre, Rondônia, Amazonas, Roraima e Mato Grosso. De acordo com o Observatório foram registrados tremores em nos municípios acreanos de Assis Brasil, Feijó, Santa Rosa do Purus, Tarauacá, Brasiléia, Sena Madureira e Manoel Urbano. Eles foram profundos, a cerca de 600 quilômetros (km) da superfície, e de baixa intensidade, entre 3.7 e 5.4 graus na Escala Richter. O terremoto de grande magnitude que aconteceu no Peru foi registrado em Brasileia e em Feijó.De acordo com o geólogo do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Frederico Cruz, as réplicas são normais e podem continuar a ocorrer por semanas e até meses. "Quando há impacto ou atrito entre placas tectônicas, como foi este caso, a energia produzida pode ser liberada durante dias, semanas e até meses. Essa energia fica acumulada e vai chegando a superfície aos poucos", explica.Frederico acrescenta que, em casos como este do Peru, o terremoto teve epicentro muito profundo e por isso não gerou grandes prejuízos. "Ainda não tivemos notícias de prejuízos materiais ou perdas humanas. Isso quer dizer que, ainda que intenso, por ter sido a 600 quilômetros da superfície, praticamente não foi sentido", diz. "Quanto mais profundo, menos chances o sismo tem de causas danos e quanto mais perto da superfície, mais danos pode causar", conclui.CuidadosO Corpo de Bombeiros do Acre espera que outros tremores ainda sejam sentidos pela população. O major Falcão explica que as réplicas são normais e esperadas. "Não registramos danos a estrutura de imóveis. A maioria dos chamados veio de prédios com mais de dois andares, mas o tremor foi sentido por muita gente", diz.O major alerta que, em caso de abalos sísmicos, as pessoas devem deixar os locais onde estão e se dirigir para a rua e pontos abertos. "O que mais se viu em Rio Branco na noite desta terça-feira foi pessoas embaixo dos prédios e olhando para cima. Isso é errado e põe em risco a integridade das pessoas", alerta. "Ninguém sabe o que pode acontecer. Então o ideal é a população se proteja em locais abertos e sem risco de desabamento", diz.
Cidades

Sete terremotos são registrados na Amazônia em menos de 24h

Os tremores são réplicas do terremoto de 7.5 graus registrado próximo à fronteira com o Peru

Izabel Santos



Imagem de alguns locais onde o Obsis registrou sismos. Imagem: Reprodução/Obsis

MANAUS - Novos terremotos foram registrados na Amazônia após os sismos de 7.1 e 7.4 na Escala Richter em Iberia, no Peru, nesta terça-feira (24), entre 17h45 e 17h53 (hora local). O Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (Obsis) registrou outros sete sismos na região compreendida entre o Peru e o Acre. Em território peruano, os sismos foram registrados na província de Tohuamanu, com intensidade entre 5.3 e 5.4 graus e a mais de 600 km de profundidade.Os abalos são réplicas do tremor peruano, causado pelo impacto entre as placas tectônicas Nazca e Sul-americana. O professor do Obsis, George Sanches, explica que os tremores registrados nas cidades do Acre têm origem no sismo de grande magnitude ocorrido nesta terça-feira (24), em Iberia no Peru."O tremor foi sentido e registrado pelos nossos sismógrafos do interior do Acre até a capital de Roraima, Boa Vista. Mas isso não quer dizer que ele tenha sido sentido em toda essa extensão", explica dizendo que nem sempre os terremotos são sentidos em locais onde são registrados.O Obsis possui oito sismógrafos instalados nos Estados do Acre, Rondônia, Amazonas, Roraima e Mato Grosso. De acordo com o Observatório foram registrados tremores em nos municípios acreanos de Assis Brasil, Feijó, Santa Rosa do Purus, Tarauacá, Brasiléia, Sena Madureira e Manoel Urbano. Eles foram profundos, a cerca de 600 quilômetros (km) da superfície, e de baixa intensidade, entre 3.7 e 5.4 graus na Escala Richter. O terremoto de grande magnitude que aconteceu no Peru foi registrado em Brasileia e em Feijó.De acordo com o geólogo do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Frederico Cruz, as réplicas são normais e podem continuar a ocorrer por semanas e até meses. "Quando há impacto ou atrito entre placas tectônicas, como foi este caso, a energia produzida pode ser liberada durante dias, semanas e até meses. Essa energia fica acumulada e vai chegando a superfície aos poucos", explica.Frederico acrescenta que, em casos como este do Peru, o terremoto teve epicentro muito profundo e por isso não gerou grandes prejuízos. "Ainda não tivemos notícias de prejuízos materiais ou perdas humanas. Isso quer dizer que, ainda que intenso, por ter sido a 600 quilômetros da superfície, praticamente não foi sentido", diz. "Quanto mais profundo, menos chances o sismo tem de causas danos e quanto mais perto da superfície, mais danos pode causar", conclui.CuidadosO Corpo de Bombeiros do Acre espera que outros tremores ainda sejam sentidos pela população. O major Falcão explica que as réplicas são normais e esperadas. "Não registramos danos a estrutura de imóveis. A maioria dos chamados veio de prédios com mais de dois andares, mas o tremor foi sentido por muita gente", diz.O major alerta que, em caso de abalos sísmicos, as pessoas devem deixar os locais onde estão e se dirigir para a rua e pontos abertos. "O que mais se viu em Rio Branco na noite desta terça-feira foi pessoas embaixo dos prédios e olhando para cima. Isso é errado e põe em risco a integridade das pessoas", alerta. "Ninguém sabe o que pode acontecer. Então o ideal é a população se proteja em locais abertos e sem risco de desabamento", diz.

TAG