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Meio Ambiente

Segundo filhote de onça é encaminhado de Mato Grosso para São Paulo

Filhote onça-pintada será levado à associação para reabilitação; Sema também encaminhou uma onça parda de seis meses esta semana

Portal Amazônia, com informações do Governo do Mato Grosso

jornalismo@portalamazonia.com


Um filhote macho de onça-pintada de sete meses foi encaminhado nesta terça-feira (4) do Mato Grosso para a Associação Mata Ciliar (AMC), localizada em Jundiaí, em São Paulo. O animal passará por um processo de reabilitação para aprender a desenvolver o comportamento natural da espécie, como a caça. Este é o segundo animal encaminhado para a associação pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). O primeiro foi uma onça parda de seis meses.

De acordo com a médica veterinária da Sema, Isabela Ferreira, “a equipe da Associação estará no embarque esperando o filhote e seguirá com ele para Jundiaí”. A onça foi resgatada em fevereiro, no município de Querência (945 km de Cuiabá), pelo Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), em parceria com a Sema. 
 
Foto: Fernando Rodrigues/Governo do Mato Grosso
 
O sargento do Batalhão, Juracy Medeiros, explicou que trabalhadores rurais a encontraram em uma fazenda da cidade e acionaram as entidades competentes. A suspeita é de que a mãe do filhote tenha sido morta. 

Na época, o animal estava desidratado e com apenas dois quilos. Atualmente está com 36 quilos e o sargento explica que o peso é acima do ideal para a sua idade. “A onça engordou por falta de exercícios. A expectativa é de que ela perca peso porque na associação haverá um espaço maior onde ela poderá se movimentar e ainda ir atrás da sua presa”, afirmou.

Associação

A AMC fica em um cenário florestal e possui uma metodologia de trabalho voltada para a reabilitação dos animais silvestres. Nesse processo, os animais são destinados para recintos de pré-soltura, onde exercitam seus músculos, caçam e são estimulados a desenvolver o comportamento natural da espécie. Alguns indivíduos são monitorados via rádio-colar com GPS, fornecendo importantes dados científicos.

Assim que as onças estiverem reabilitadas, voltarão para o Estado de origem para serem reintroduzidas na natureza. “Muitos bichos que resgatamos não possuem mais as habilidades de um animal silvestre e a ida para estas entidades é importante para que eles saibam sobreviver em seu habitat natural, caso contrário, se forem soltos como estão, eles correm risco de morte”, explicou Isabela.

A associação nasceu em 1987 com a preocupação pela conservação dos cursos de água no interior do estado de São Paulo. Em 1997, ela iniciou os trabalhos com a fauna através do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) e com o Centro para Conservação dos Felinos Neotropicais (Centro de Felinos).

Lista de extinção

No Brasil, a onça-pintada é listada pelo Ibama (2003) como ameaçada de extinção. Globalmente é classificada como ‘quase ameaçada’. A conversão de seu habitat natural para atividades agropecuárias é a principal causa da redução de 50% de sua distribuição original, sendo que a espécie foi extinta em dois (Uruguai e El Salvador) dos 21 países em que ocorria historicamente. O peso de uma onça-pintada adulta pode variar entre 35 kg e 130 kg, conforme a idade, e geralmente os machos são mais pesados que as fêmeas. Sua expectativa de vida vária entre dez e 20 anos.

Balanço

Em dois anos, a Sema em parceria com o BPMA resgatou 1.420 animais silvestres em Mato Grosso. Desse total, cerca de 150 estão no centro de triagem da sede do Batalhão, em Várzea Grande, outros 1.075 foram soltos na natureza, 49 destinados para criadouros ou guarda provisória e cerca de 140 vieram a óbito.

Embora neste caso os trabalhadores rurais tenham feito o resgate do filhote, a Sema orienta que quem presenciar atropelamentos ou outras situações como esta, de abandono, tenha cuidado. Alguns animais silvestres oferecem riscos, especialmente quando machucados. Para outras informações ou mesmo resgate, a Sema orienta ligar para o número 190 da Polícia Militar. Em caso de dúvida, fale na Coordenadoria de Fauna: (65) 3613-7291.

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Segundo filhote de onça é encaminhado de Mato Grosso para São Paulo

Filhote onça-pintada será levado à associação para reabilitação; Sema também encaminhou uma onça parda de seis meses esta semana

Portal Amazônia, com informações do Governo do Mato Grosso

jornalismo@portalamazonia.com


Um filhote macho de onça-pintada de sete meses foi encaminhado nesta terça-feira (4) do Mato Grosso para a Associação Mata Ciliar (AMC), localizada em Jundiaí, em São Paulo. O animal passará por um processo de reabilitação para aprender a desenvolver o comportamento natural da espécie, como a caça. Este é o segundo animal encaminhado para a associação pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). O primeiro foi uma onça parda de seis meses.

De acordo com a médica veterinária da Sema, Isabela Ferreira, “a equipe da Associação estará no embarque esperando o filhote e seguirá com ele para Jundiaí”. A onça foi resgatada em fevereiro, no município de Querência (945 km de Cuiabá), pelo Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), em parceria com a Sema. 
 
Foto: Fernando Rodrigues/Governo do Mato Grosso
 
O sargento do Batalhão, Juracy Medeiros, explicou que trabalhadores rurais a encontraram em uma fazenda da cidade e acionaram as entidades competentes. A suspeita é de que a mãe do filhote tenha sido morta. 

Na época, o animal estava desidratado e com apenas dois quilos. Atualmente está com 36 quilos e o sargento explica que o peso é acima do ideal para a sua idade. “A onça engordou por falta de exercícios. A expectativa é de que ela perca peso porque na associação haverá um espaço maior onde ela poderá se movimentar e ainda ir atrás da sua presa”, afirmou.

Associação

A AMC fica em um cenário florestal e possui uma metodologia de trabalho voltada para a reabilitação dos animais silvestres. Nesse processo, os animais são destinados para recintos de pré-soltura, onde exercitam seus músculos, caçam e são estimulados a desenvolver o comportamento natural da espécie. Alguns indivíduos são monitorados via rádio-colar com GPS, fornecendo importantes dados científicos.

Assim que as onças estiverem reabilitadas, voltarão para o Estado de origem para serem reintroduzidas na natureza. “Muitos bichos que resgatamos não possuem mais as habilidades de um animal silvestre e a ida para estas entidades é importante para que eles saibam sobreviver em seu habitat natural, caso contrário, se forem soltos como estão, eles correm risco de morte”, explicou Isabela.

A associação nasceu em 1987 com a preocupação pela conservação dos cursos de água no interior do estado de São Paulo. Em 1997, ela iniciou os trabalhos com a fauna através do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) e com o Centro para Conservação dos Felinos Neotropicais (Centro de Felinos).

Lista de extinção

No Brasil, a onça-pintada é listada pelo Ibama (2003) como ameaçada de extinção. Globalmente é classificada como ‘quase ameaçada’. A conversão de seu habitat natural para atividades agropecuárias é a principal causa da redução de 50% de sua distribuição original, sendo que a espécie foi extinta em dois (Uruguai e El Salvador) dos 21 países em que ocorria historicamente. O peso de uma onça-pintada adulta pode variar entre 35 kg e 130 kg, conforme a idade, e geralmente os machos são mais pesados que as fêmeas. Sua expectativa de vida vária entre dez e 20 anos.

Balanço

Em dois anos, a Sema em parceria com o BPMA resgatou 1.420 animais silvestres em Mato Grosso. Desse total, cerca de 150 estão no centro de triagem da sede do Batalhão, em Várzea Grande, outros 1.075 foram soltos na natureza, 49 destinados para criadouros ou guarda provisória e cerca de 140 vieram a óbito.

Embora neste caso os trabalhadores rurais tenham feito o resgate do filhote, a Sema orienta que quem presenciar atropelamentos ou outras situações como esta, de abandono, tenha cuidado. Alguns animais silvestres oferecem riscos, especialmente quando machucados. Para outras informações ou mesmo resgate, a Sema orienta ligar para o número 190 da Polícia Militar. Em caso de dúvida, fale na Coordenadoria de Fauna: (65) 3613-7291.

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