Cidades

São Félix do Xingu é palco da Semana dos Povos Indígenas

Aproximadamente seis mil pessoas, entre estes, quatro mil indígenas de 10 etnias devem circular por São Felix do Xingu nesse período

Portal Amazônia, com informações da Agência Pará

jornalismo@portalamazonia.com


A luta pela manutenção da identidade cultural dos povos indígenas é uma das principais bandeiras do cacique Aky Abro Kayapó. O cacique é a imagem das peças publicitárias da Semana dos Povos Indígenas que começou neste sábado (15) e segue até o dia 19 de abril, em São Félix do Xingu, no sudeste paraense.
  
Aproximadamente seis mil pessoas, entre estes, quatro mil indígenas de 10 etnias devem circular por São Felix do Xingu nesse período. No final da tarde de sábado os índios chegarão de barcos vindos das aldeias localizadas às margens dos rios Xingu, Iriri, Bacajá, Fresco e de outros afluentes.

A expectativa é grande no município que se prepara para receber as etnias Kayapó, Tembé, Gavião, Wai Wai, Kuxuyana, Xikrin, Guajajara, Parakanã, Surui e Munduruku, que vão participar de atividades culturais, sociais e esportivas.
 

 

 

Foto: Thiago Gomes/Agência Pará

 


A história de São Félix é a história dos povos indígenas na região. Antes da colonização, o território do município era habitado por diversos povos indígenas, dentre os quais destacam-se: Caiapós, Aruaras, Arauetés, Paracanãs e Assurinis. A presença dos povos tradicionais nestas terras, data de muito tempo, ao menos 9.500 anos, segundo dados do Museu Emilio Goeldi. Hoje, 75% da população do município é indígena.

“Este é o nosso município”, comentou o cacique Aky Abro. A escolha da imagem do cacique para as peças publicitárias da Semana foi definida pelos próprios povos, através de assembleia. Aky Abro é uma das lideranças mais atuantes na defesa dos direitos dos povos tradicionais.

Estes povos, muito embora ainda possuam grandes áreas sob seus domínios, foram pilhados, mortos e forçados ao trabalho pelo colonizador que atravessou pela área do município ao longo do tempo.

“Há muito tempo eu brigo pelos direitos dos povos indígenas de todo o Brasil. Eu fico muito feliz por estar participando da semana que vai discutir nosso direito. Os povos indígenas não podem perder sua língua, seus costumes, suas tradições”, ressalta o líder indígena. Seminários e palestras com as lideranças também fazem parte da programação.

A coordenadora da Semana dos Povos Indígenas e também secretária de Educação do município de 120.580 habitantes (segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas-IBGE), Viviane Cunha, explica que a expectativa é grande e que os trabalhos para receber as etnias são intensos. Somente neste sábado, cerca de 600 indígenas já tinham chegado a São Felix provindos de outros municípios do Estado e de todo o Brasil.

“A cidade está respirando a cultura Kayapó”, comenta Viviane. Na principal praça da cidade os moradores fazem filas para que mulheres indígenas façam pinturas corporais. A psicóloga Fabiana Silva, 23 anos, foi uma das primeiras a fazer a pintura. “Eu venho acompanhando os preparativos desde o início. Vai ser uma semana muito boa para a cidade. Vai render muita cultura. Muito aprendizado. Eu acho muito lindo. Desde criança que sou apaixonada pela cultura indígena”, comentou.
 

Identidade

Durante a semana serão desenvolvidas atividades para divulgar as expressões artísticas e culturais da sociedade indígenas como competições entre as aldeias, atividades esportivas peculiares dos povos, apresentações de danças, rituais, exposições de adereços. Instituições estaduais também estarão presentes para prestar serviços de saúde e cidadania.


A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Estado do Pará (Sejudh), através do projeto “Cidadania Itinerante em Ação”, realizará atendimento de promoção à cidadania à população indígena da região. Serão emitidos vários documentos, entre eles, carteiras de trabalho e de identidade por dia, totalizando 180 carteiras de trabalho e 800 carteiras de identidades. Durante a ação, a Defensoria Pública, em parceria com o cartório local e com a Secretaria de Assistência, Renda e Trabalho (Seaster), vai emitir certidões tardias dos indígenas.

Na ocasião, o coordenador da educação indígena da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Mydjere Kaiapó, lançará o programa de formação de professores indígenas para o ensino médio regular, além de abordar o tema "Educação Escolar Indígena: protagonismo indígena e autonomia” durante palestra. A programação acontecerá na Câmara Municipal de São Félix do Xingu, de 14h as 15h20, no dia 18 de abril.

Através do projeto Biizu, a Secretaria de Comunicação do Estado (Secom) estará presente com duas oficinas: uma de audiovisual e a outra de fotografia. Elas serão ministradas pelo cinegrafista Thiago Souza e pelo fotojornalista Sidney Oliveira.


Cidades

São Félix do Xingu é palco da Semana dos Povos Indígenas

Aproximadamente seis mil pessoas, entre estes, quatro mil indígenas de 10 etnias devem circular por São Felix do Xingu nesse período

Portal Amazônia, com informações da Agência Pará

jornalismo@portalamazonia.com


A luta pela manutenção da identidade cultural dos povos indígenas é uma das principais bandeiras do cacique Aky Abro Kayapó. O cacique é a imagem das peças publicitárias da Semana dos Povos Indígenas que começou neste sábado (15) e segue até o dia 19 de abril, em São Félix do Xingu, no sudeste paraense.
  
Aproximadamente seis mil pessoas, entre estes, quatro mil indígenas de 10 etnias devem circular por São Felix do Xingu nesse período. No final da tarde de sábado os índios chegarão de barcos vindos das aldeias localizadas às margens dos rios Xingu, Iriri, Bacajá, Fresco e de outros afluentes.

A expectativa é grande no município que se prepara para receber as etnias Kayapó, Tembé, Gavião, Wai Wai, Kuxuyana, Xikrin, Guajajara, Parakanã, Surui e Munduruku, que vão participar de atividades culturais, sociais e esportivas.
 

 

 

Foto: Thiago Gomes/Agência Pará

 


A história de São Félix é a história dos povos indígenas na região. Antes da colonização, o território do município era habitado por diversos povos indígenas, dentre os quais destacam-se: Caiapós, Aruaras, Arauetés, Paracanãs e Assurinis. A presença dos povos tradicionais nestas terras, data de muito tempo, ao menos 9.500 anos, segundo dados do Museu Emilio Goeldi. Hoje, 75% da população do município é indígena.

“Este é o nosso município”, comentou o cacique Aky Abro. A escolha da imagem do cacique para as peças publicitárias da Semana foi definida pelos próprios povos, através de assembleia. Aky Abro é uma das lideranças mais atuantes na defesa dos direitos dos povos tradicionais.

Estes povos, muito embora ainda possuam grandes áreas sob seus domínios, foram pilhados, mortos e forçados ao trabalho pelo colonizador que atravessou pela área do município ao longo do tempo.

“Há muito tempo eu brigo pelos direitos dos povos indígenas de todo o Brasil. Eu fico muito feliz por estar participando da semana que vai discutir nosso direito. Os povos indígenas não podem perder sua língua, seus costumes, suas tradições”, ressalta o líder indígena. Seminários e palestras com as lideranças também fazem parte da programação.

A coordenadora da Semana dos Povos Indígenas e também secretária de Educação do município de 120.580 habitantes (segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas-IBGE), Viviane Cunha, explica que a expectativa é grande e que os trabalhos para receber as etnias são intensos. Somente neste sábado, cerca de 600 indígenas já tinham chegado a São Felix provindos de outros municípios do Estado e de todo o Brasil.

“A cidade está respirando a cultura Kayapó”, comenta Viviane. Na principal praça da cidade os moradores fazem filas para que mulheres indígenas façam pinturas corporais. A psicóloga Fabiana Silva, 23 anos, foi uma das primeiras a fazer a pintura. “Eu venho acompanhando os preparativos desde o início. Vai ser uma semana muito boa para a cidade. Vai render muita cultura. Muito aprendizado. Eu acho muito lindo. Desde criança que sou apaixonada pela cultura indígena”, comentou.
 

Identidade

Durante a semana serão desenvolvidas atividades para divulgar as expressões artísticas e culturais da sociedade indígenas como competições entre as aldeias, atividades esportivas peculiares dos povos, apresentações de danças, rituais, exposições de adereços. Instituições estaduais também estarão presentes para prestar serviços de saúde e cidadania.


A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Estado do Pará (Sejudh), através do projeto “Cidadania Itinerante em Ação”, realizará atendimento de promoção à cidadania à população indígena da região. Serão emitidos vários documentos, entre eles, carteiras de trabalho e de identidade por dia, totalizando 180 carteiras de trabalho e 800 carteiras de identidades. Durante a ação, a Defensoria Pública, em parceria com o cartório local e com a Secretaria de Assistência, Renda e Trabalho (Seaster), vai emitir certidões tardias dos indígenas.

Na ocasião, o coordenador da educação indígena da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Mydjere Kaiapó, lançará o programa de formação de professores indígenas para o ensino médio regular, além de abordar o tema "Educação Escolar Indígena: protagonismo indígena e autonomia” durante palestra. A programação acontecerá na Câmara Municipal de São Félix do Xingu, de 14h as 15h20, no dia 18 de abril.

Através do projeto Biizu, a Secretaria de Comunicação do Estado (Secom) estará presente com duas oficinas: uma de audiovisual e a outra de fotografia. Elas serão ministradas pelo cinegrafista Thiago Souza e pelo fotojornalista Sidney Oliveira.

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