Economia

Recuperação tímida na indústria para último trimestre

Em relação a emprego, o setor industrial encerrou outubro com 87.248 postos de trabalhos entre efetivos, temporários e terceirizados

Hellen Miranda

hmiranda@jcam.com.br


 
O Polo Industrial de Manaus (PIM) demonstra estabilização e apresentou crescimento no faturamento em real e abertura de postos de trabalho aponta indicadores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), divulgados nesta segunda feira (12). De acordo com os dados, o faturamento em outubro foi o segundo melhor resultado do ano com R$ 6,75 bilhões (US$ 1.95 bilhão), atrás somente de agosto, quando foi registrado R$ 6,92 bilhões (US$ 2.11 bilhões).

Em relação a emprego, o setor industrial encerrou outubro com 87.248 postos de trabalhos entre efetivos, temporários e terceirizados. Esse é o terceiro mês consecutivo em que tem alta na mão de obra empregada do PIM. Na avaliação dos empresários, os números ainda não representam recuperação econômica, mas acreditam que o pacote de medidas anunciadas pela equipe de Michel Temer ajudará a estimular o crescimento do país. 
 
Na avaliação dos empresários, os números ainda não representam recuperação econômica. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
 
De acordo com o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, o cenário ainda não é de retomada. “O surgimento de novos postos de trabalho e o aumento do faturamento são reposição daquilo que já tínhamos e são inferiores quando comparados ao mesmo período do ano passado. Se pegarmos dados da produção industrial do IBGE, veremos que nos últimos doze meses a queda foi de 13,2% em relação a 2015. Já nos empregos, desde 2014 temos em torno de 40 mil desempregados”, afirma.

Conforme indicadores do PIM, de janeiro a outubro deste ano foram contabilizados 87.248 empregados. Em 2015, esse número era quase 100 mil. Se comparado a agosto de 2016, foram criadas 149 vagas, período em que foram contabilizados 87.099.

Já a média mensal de empregos nos primeiros dez meses do ano ficou estabelecida em 84.913 mil postos de trabalho. O empresário também adiantou que tem boas expectativas em relação as medidas anunciadas pela equipe econômica do governo federal. “A equipe nos apresentou projetos para realizar reformas que foram estudadas e debatidas. Hoje se gasta mais do que tem e aguardarmos a articulação da PEC 55, que tenta controlar os gastos do país. Mesmo sendo medidas impopulares e dolorosas são necessárias, não tenha dúvida que influenciará positivamente a economia com maior aceleração e trará resultados em até três anos. Mas acreditamos, firmemente, em uma recuperação econômica nacional e o consequente crescimento produtivo do PIM a partir do segundo semestre de 2017”, disse Azevedo. 
 
De janeiro a outubro deste ano foram contabilizados 87.248 empregados. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
 
Na avaliação do presidente do  Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, os resultados demonstram uma estabilização no processo de queda. “Não podemos falar que é positivo, uma vez que nesse período deveríamos dar picos por conta do Natal. Precisamos aguardar as medidas do governo e o comportamento do mercado”, analisa. Para o empresário, além do pacote de medidas anunciadas pela equipe econômica do governo federal, a classe política também deveria dar exemplos.

“Tem que buscar o equilíbrio nas contas, mas a classe política também deveria dar exemplos como rever os benefícios dos parlamentares e os altos salários dos poderes. Além da quantidade de ministérios e rever a constituição. É importante salientar que as medidas anunciadas são necessárias, mas que afetam diretamente a sociedade. Acredito que não é momento de se preocupar com a popularidade e sim em resgatar a confiança dos investidores”, frisou o presidente do Cieam. Segundo os indicadores, no acumulado de janeiro a outubro de 2016, o PIM registrou faturamento de R$ 60,65 bilhões.

O resultado representa um recuo de 8,48% em relação ao mesmo período no ano de 2015, quando foi contabilizado R$ 66,27 bilhões. Em dólar, o valor acumulado foi de US$ 17.54 bilhões, 14,95% menor do que no mesmo período do ano passado (US$ 20.63 bilhões). Já em setembro o faturamento foi de R$53,887 bilhões (US$15.581 bilhões).

A superintendente da Suframa, Rebecca Garcia, afirmou que os resultados consolidados do mês de outubro são importantes, principalmente considerando-se a conjuntura econômica brasileira. “Conforme esperávamos, o segundo semestre tem trazido resultados mais positivos, com aumento nos índices de faturamento e de geração de empregos, e isso nos traz mais otimismo e confiança.  Esse é o terceiro mês consecutivo em que temos alta na mão de obra empregada do Polo e esperamos que essa tendência de retomada seja consolidada, intensificando a  geração de emprego e renda não apenas na região, mas em todo o país, pois a atividade econômica do PIM traz benefícios diretos e indiretos a diversos Estados brasileiros”.

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Recuperação tímida na indústria para último trimestre

Em relação a emprego, o setor industrial encerrou outubro com 87.248 postos de trabalhos entre efetivos, temporários e terceirizados

Hellen Miranda

hmiranda@jcam.com.br


 
O Polo Industrial de Manaus (PIM) demonstra estabilização e apresentou crescimento no faturamento em real e abertura de postos de trabalho aponta indicadores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), divulgados nesta segunda feira (12). De acordo com os dados, o faturamento em outubro foi o segundo melhor resultado do ano com R$ 6,75 bilhões (US$ 1.95 bilhão), atrás somente de agosto, quando foi registrado R$ 6,92 bilhões (US$ 2.11 bilhões).

Em relação a emprego, o setor industrial encerrou outubro com 87.248 postos de trabalhos entre efetivos, temporários e terceirizados. Esse é o terceiro mês consecutivo em que tem alta na mão de obra empregada do PIM. Na avaliação dos empresários, os números ainda não representam recuperação econômica, mas acreditam que o pacote de medidas anunciadas pela equipe de Michel Temer ajudará a estimular o crescimento do país. 
 
Na avaliação dos empresários, os números ainda não representam recuperação econômica. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
 
De acordo com o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, o cenário ainda não é de retomada. “O surgimento de novos postos de trabalho e o aumento do faturamento são reposição daquilo que já tínhamos e são inferiores quando comparados ao mesmo período do ano passado. Se pegarmos dados da produção industrial do IBGE, veremos que nos últimos doze meses a queda foi de 13,2% em relação a 2015. Já nos empregos, desde 2014 temos em torno de 40 mil desempregados”, afirma.

Conforme indicadores do PIM, de janeiro a outubro deste ano foram contabilizados 87.248 empregados. Em 2015, esse número era quase 100 mil. Se comparado a agosto de 2016, foram criadas 149 vagas, período em que foram contabilizados 87.099.

Já a média mensal de empregos nos primeiros dez meses do ano ficou estabelecida em 84.913 mil postos de trabalho. O empresário também adiantou que tem boas expectativas em relação as medidas anunciadas pela equipe econômica do governo federal. “A equipe nos apresentou projetos para realizar reformas que foram estudadas e debatidas. Hoje se gasta mais do que tem e aguardarmos a articulação da PEC 55, que tenta controlar os gastos do país. Mesmo sendo medidas impopulares e dolorosas são necessárias, não tenha dúvida que influenciará positivamente a economia com maior aceleração e trará resultados em até três anos. Mas acreditamos, firmemente, em uma recuperação econômica nacional e o consequente crescimento produtivo do PIM a partir do segundo semestre de 2017”, disse Azevedo. 
 
De janeiro a outubro deste ano foram contabilizados 87.248 empregados. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
 
Na avaliação do presidente do  Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, os resultados demonstram uma estabilização no processo de queda. “Não podemos falar que é positivo, uma vez que nesse período deveríamos dar picos por conta do Natal. Precisamos aguardar as medidas do governo e o comportamento do mercado”, analisa. Para o empresário, além do pacote de medidas anunciadas pela equipe econômica do governo federal, a classe política também deveria dar exemplos.

“Tem que buscar o equilíbrio nas contas, mas a classe política também deveria dar exemplos como rever os benefícios dos parlamentares e os altos salários dos poderes. Além da quantidade de ministérios e rever a constituição. É importante salientar que as medidas anunciadas são necessárias, mas que afetam diretamente a sociedade. Acredito que não é momento de se preocupar com a popularidade e sim em resgatar a confiança dos investidores”, frisou o presidente do Cieam. Segundo os indicadores, no acumulado de janeiro a outubro de 2016, o PIM registrou faturamento de R$ 60,65 bilhões.

O resultado representa um recuo de 8,48% em relação ao mesmo período no ano de 2015, quando foi contabilizado R$ 66,27 bilhões. Em dólar, o valor acumulado foi de US$ 17.54 bilhões, 14,95% menor do que no mesmo período do ano passado (US$ 20.63 bilhões). Já em setembro o faturamento foi de R$53,887 bilhões (US$15.581 bilhões).

A superintendente da Suframa, Rebecca Garcia, afirmou que os resultados consolidados do mês de outubro são importantes, principalmente considerando-se a conjuntura econômica brasileira. “Conforme esperávamos, o segundo semestre tem trazido resultados mais positivos, com aumento nos índices de faturamento e de geração de empregos, e isso nos traz mais otimismo e confiança.  Esse é o terceiro mês consecutivo em que temos alta na mão de obra empregada do Polo e esperamos que essa tendência de retomada seja consolidada, intensificando a  geração de emprego e renda não apenas na região, mas em todo o país, pois a atividade econômica do PIM traz benefícios diretos e indiretos a diversos Estados brasileiros”.

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