Economia

Projetos para a Zona Franca Verde do Amapá são aprovados

Empresas de sorvete e ração animal devem movimentar cerca de R$ 43,5 milhões na economia local; encontro ocorreu nesta quinta-feira (11)


Depois de uma luta de seis anos para regulamentar a Zona Franca Verde (ZFV) no Amapá, dois projetos de investimentos no Estado foram oficialmente aprovados durante uma reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS), órgão que administra os corredores econômicos com incentivos fiscais na Amazônia. O encontro aconteceu em Macapá, nesta quinta-feira (11), no Palácio do Setentrião, sede do governo do Estado.

Duas empresas, uma de produção de sorvete e outra de raça para animais, foram as primeiras selecionadas para compor o corredor econômico da ZFV de Macapá e Santana. Os empreendimentos vão receber incentivo com isenção do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) por fabricarem produtos que têm como matéria-prima ingredientes da Amazônia.

Juntas, as empresas devem movimentar cerca de R$ 43,5 milhões na economia do Amapá. A expectativa do governo é de gerar quase 400 novos empregos. A partir da industrialização da Zona Franca Verde, o estado é incluído no programa de exportação do Brasil.

 

 

Foto: Fabiana Figueiredo/G1 Amapá

 

O evento contou com a presença do ministro da Industria, Comércio Exterior e Serviço, Marcos Pereira. Para ele, a Zona Franca Verde vai alterar o índice de desemprego no estado, que aumentou significativamente durante o período de crise financeira instaurada no país.

"A aprovação dos investimentos visa fazer aquilo que é o propósito e missão do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, que é estimular o crescimento da economia e do setor produtivo das indústrias, mas também das empresas do setor terciário, pois é o setor produtivo, que gera empregos. Esse é o grande desafio do nosso país nessa fase que estamos vivendo", disse o ministro.

Marcos Pereira destacou o lançamento do Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE). A ferramenta objetiva aumentar o número de empresas que operam no comércio exterior, além de promover o crescimento das exportações de produtos e serviços, com ênfase em bens manufaturados, com maior fator agregado. "Também lançamos o PNCE. Esse plano tem três tipos de empresas, entre elas, as que nunca exportaram, outras já exportaram, mas que deixaram de exportar, e empresas que exportam esporadicamente, assim fazer com que exportem mais frequentemente", explicou.

Para o governador do Amapá, Waldez Góes, o encontro é um momento histórico da economia da Amazônia. O gestor estadual aproveitou a ocasião para assinar o Termo de Doação que transfere um terreno para que a Suframa construa uma sede em Macapá, e, assim, gerencie de perto o corredor econômico da ZFV. A sede regional poderá promover desde qualificação e consultorias, até a identificação de mercados consumidores, para os empreendedores interessados em investir no polo industrial local.

"É um reunião histórica, principalmente para o processo de desenvolvimento do Amapá. Nós obtivemos nesta reunião a aprovação dos dois primeiros projetos para a implantação do processo de industrialização da Zona Franca Verde para produtos de origem animal, vegetal e mineral. E já temos dez empresas habilitadas, prontas para apresentarem projetos para serem avaliados pela Suframa nas próximas reuniões que acontecerão em outros estados", discursou.

Em dez anos, esta é primeira vez que o encontro ocorre na capital amapaense. De acordo com o superintendente adjunto de planejamento e desenvolvimento regional, Marcelo Pereira, a descentralização não ocorria porque grande parte dos projetos estava mais concentrada no Estado do Amazonas. Além de Macapá e Manaus, as cidade de Boa Vista (RR), Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC) estão cotadas para receber as reuniões do CAS em 2017. 

"Há nove anos a Suframa não descentralizava esse tipo de reunião. Não era porque a Suframa não queria. É que realmente não tínhamos condições, naquele momento, de sair de Manaus porque boa parte dos projetos estavam lá", finalizou. As informações são do G1 Amapá.

 


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Projetos para a Zona Franca Verde do Amapá são aprovados

Empresas de sorvete e ração animal devem movimentar cerca de R$ 43,5 milhões na economia local; encontro ocorreu nesta quinta-feira (11)

Redação

jornalismo@portalamazonia.com


Depois de uma luta de seis anos para regulamentar a Zona Franca Verde (ZFV) no Amapá, dois projetos de investimentos no Estado foram oficialmente aprovados durante uma reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS), órgão que administra os corredores econômicos com incentivos fiscais na Amazônia. O encontro aconteceu em Macapá, nesta quinta-feira (11), no Palácio do Setentrião, sede do governo do Estado.

Duas empresas, uma de produção de sorvete e outra de raça para animais, foram as primeiras selecionadas para compor o corredor econômico da ZFV de Macapá e Santana. Os empreendimentos vão receber incentivo com isenção do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) por fabricarem produtos que têm como matéria-prima ingredientes da Amazônia.

Juntas, as empresas devem movimentar cerca de R$ 43,5 milhões na economia do Amapá. A expectativa do governo é de gerar quase 400 novos empregos. A partir da industrialização da Zona Franca Verde, o estado é incluído no programa de exportação do Brasil.

 

 

Foto: Fabiana Figueiredo/G1 Amapá

 

O evento contou com a presença do ministro da Industria, Comércio Exterior e Serviço, Marcos Pereira. Para ele, a Zona Franca Verde vai alterar o índice de desemprego no estado, que aumentou significativamente durante o período de crise financeira instaurada no país.

"A aprovação dos investimentos visa fazer aquilo que é o propósito e missão do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, que é estimular o crescimento da economia e do setor produtivo das indústrias, mas também das empresas do setor terciário, pois é o setor produtivo, que gera empregos. Esse é o grande desafio do nosso país nessa fase que estamos vivendo", disse o ministro.

Marcos Pereira destacou o lançamento do Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE). A ferramenta objetiva aumentar o número de empresas que operam no comércio exterior, além de promover o crescimento das exportações de produtos e serviços, com ênfase em bens manufaturados, com maior fator agregado. "Também lançamos o PNCE. Esse plano tem três tipos de empresas, entre elas, as que nunca exportaram, outras já exportaram, mas que deixaram de exportar, e empresas que exportam esporadicamente, assim fazer com que exportem mais frequentemente", explicou.

Para o governador do Amapá, Waldez Góes, o encontro é um momento histórico da economia da Amazônia. O gestor estadual aproveitou a ocasião para assinar o Termo de Doação que transfere um terreno para que a Suframa construa uma sede em Macapá, e, assim, gerencie de perto o corredor econômico da ZFV. A sede regional poderá promover desde qualificação e consultorias, até a identificação de mercados consumidores, para os empreendedores interessados em investir no polo industrial local.

"É um reunião histórica, principalmente para o processo de desenvolvimento do Amapá. Nós obtivemos nesta reunião a aprovação dos dois primeiros projetos para a implantação do processo de industrialização da Zona Franca Verde para produtos de origem animal, vegetal e mineral. E já temos dez empresas habilitadas, prontas para apresentarem projetos para serem avaliados pela Suframa nas próximas reuniões que acontecerão em outros estados", discursou.

Em dez anos, esta é primeira vez que o encontro ocorre na capital amapaense. De acordo com o superintendente adjunto de planejamento e desenvolvimento regional, Marcelo Pereira, a descentralização não ocorria porque grande parte dos projetos estava mais concentrada no Estado do Amazonas. Além de Macapá e Manaus, as cidade de Boa Vista (RR), Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC) estão cotadas para receber as reuniões do CAS em 2017. 

"Há nove anos a Suframa não descentralizava esse tipo de reunião. Não era porque a Suframa não queria. É que realmente não tínhamos condições, naquele momento, de sair de Manaus porque boa parte dos projetos estavam lá", finalizou. As informações são do G1 Amapá.

 

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