Economia

Programa fortalece agricultura familiar em 62 municípios do Pará

O PAA também garante uma alimentação saudável para os usuários dos serviços que recebem a doação dos alimentos adquiridos pelo programa

Portal Amazônia, com informações da Agência Pará

jornalismo@portalamazonia.com


O agricultor familiar Jorge Pinheiro, de 63 anos, leva uma vida modesta em sua terra, no município de Barcarena. Mas a situação dele nunca foi tão boa. “Antes, eu não tinha para quem vender, perdia muitos produtos”, conta. “Agora, tenho comprador certo. Isso me ajudou demais. Esse projeto trouxe o reconhecimento do que é a agricultura familiar. Hoje temos mercado e isso estimulou a gente a produzir mais”, comemora.

O comprador certo de Hamilton é o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), ação do Ministério de Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) executada em parceria com a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster) e municípios. O PAA propicia a aquisição de alimentos de agricultores familiares, a preços compatíveis aos praticados nos mercados regionais, e a doação desses alimentos para entidades socioassistenciais.

Em 2016, o programa comprou alimentos de 1.820 agricultores familiares cadastrados de 62 municípios paraenses. Em todo o ano, foram gastos mais de R$ 900 mil em alimentos que foram destinados a 136 entidades socioassistenciais. 
 

Foto: Divulgação/Ascom

 


Jorge não é o único da região a se beneficiar do projeto. O também agricultor Raimundo Marques, mais conhecido como Zaca, entrega todos os meses toneladas de produtos para vender para gestão municipal.

O agricultor ressalta a mudança em sua vida após participar do programa. “O projeto trouxe um incentivo a mais, porque antes não tínhamos para onde escoar nossa produção. Não tínhamos mercado e muitas vezes ficávamos nas mãos de atravessadores. Hoje, com esse projeto, abriu-se um leque de oportunidades, tanto na nossa localidade, como na capital. Diferente da venda em feiras, em que não há garantia de venda, a aquisição dos produtos pelo PAA dá mais segurança aos agricultores”, comemora.

Mercado

Maria Silva, agricultora do município de São Miguel do Guamá, e que faz parte do programa há 4 anos, explicou a diferença de vender para o governo. “Não tem nada melhor do que saber que vamos produzir e ter a certeza de que teremos como comercializar nossa produção com um preço bom. É um dos melhores programas sociais que existem, pois ele faz a gente produzir. Não é me dado nada de graça, ou seja, quanto mais eu produzo mais eu vendo e por um preço bom. É um programa que empodera o agricultor, faz com que a gente tenha autonomia para o comercio e uma nova visão de mercado”, relata Maria.


Para o titular da Seaster, Heitor Pinheiro, a aquisição desses produtos beneficia os produtores e as regiões em que vivem. Segundo o secretário, se depender do governo do Estado, mais agricultores serão beneficiados. “O PAA tem sete anos no Pará e começou com apenas 30 municípios. Hoje temos 62 municípios envolvidos e nossa meta é dobrar o número de agricultores em 2017”, destaca.

Para a coordenadora do PAA em Barcarena, Marcela Machado, esse projeto além de fortalecer a agricultura familiar no município, que é muito forte, também garante renda para essas famílias. “Nós começamos com 17 agricultores em Barcarena. Fechamos 2016 com 47 agricultores no município. Criamos emprego e renda no campo”, ressalta.

Segundo Helen Barreto, coordenadora estadual do PAA na Seaster, o programa busca combater a insegurança alimentar no Brasil e fortalecer a agricultura familiar. Ou seja, compra-se o produto do pequeno agricultor familiar, com perfil do cadastro único e bolsa família, além de populações tradicionais, paga-se por essa produção e entrega em entidades socioassistenciais.

Alimentação saudável

Além de fortalecer a agricultura familiar, o PAA também garante uma alimentação saudável para os usuários dos serviços que recebem a doação dos alimentos adquiridos pelo programa. “Além de mudar nossa qualidade de vida, também garantimos uma alimentação adequada, pois não trabalhamos com agrotóxicos”, explica a agricultora Maria Silva.

“Fazemos visitas e acompanhamos os agricultores cadastrados no programa para verificar se esses alimentos estão sendo utilizados da forma correta”, esclarece a coordenadora do PAA em Barcarena, Marcela Machado.

O PAA é um importante aliado das políticas públicas de educação alimentar. “A partir da oferta de frutas, verduras, legumes, grãos, cereais e alimentos orgânicos, o programa é um vetor de acesso a alimentos saudáveis. O produto, saudável e de qualidade, beneficia pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica, atendidas pela rede socioassistencial, promovendo segurança alimentar e nutricional, garantindo uma alimentação adequada a quem mais precisa”, destaca o titular da Seaster, Heitor Pinheiro.

Esse programa incentiva a agricultura familiar, garante renda e ajuda as entidades com a doação de alimentação saudável. “Como o pequeno agricultor familiar não tem a capacidade de escoamento da sua produção, no caso transporte adequado e logística para levar esse alimento da zona rural para a cidade, esse produto acabava sendo desperdiçado. Com esse projeto, ele consegue vender o produto dele e, assim, escoar a produção, garantir uma renda para sua família e, principalmente, combater a insegurança alimentar, porque ele vende um produto natural e saudável”, destaca Helen Barreto, coordenadora estadual do PAA. 


Economia

Programa fortalece agricultura familiar em 62 municípios do Pará

O PAA também garante uma alimentação saudável para os usuários dos serviços que recebem a doação dos alimentos adquiridos pelo programa

Portal Amazônia, com informações da Agência Pará

jornalismo@portalamazonia.com


O agricultor familiar Jorge Pinheiro, de 63 anos, leva uma vida modesta em sua terra, no município de Barcarena. Mas a situação dele nunca foi tão boa. “Antes, eu não tinha para quem vender, perdia muitos produtos”, conta. “Agora, tenho comprador certo. Isso me ajudou demais. Esse projeto trouxe o reconhecimento do que é a agricultura familiar. Hoje temos mercado e isso estimulou a gente a produzir mais”, comemora.

O comprador certo de Hamilton é o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), ação do Ministério de Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) executada em parceria com a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster) e municípios. O PAA propicia a aquisição de alimentos de agricultores familiares, a preços compatíveis aos praticados nos mercados regionais, e a doação desses alimentos para entidades socioassistenciais.

Em 2016, o programa comprou alimentos de 1.820 agricultores familiares cadastrados de 62 municípios paraenses. Em todo o ano, foram gastos mais de R$ 900 mil em alimentos que foram destinados a 136 entidades socioassistenciais. 
 

Foto: Divulgação/Ascom

 


Jorge não é o único da região a se beneficiar do projeto. O também agricultor Raimundo Marques, mais conhecido como Zaca, entrega todos os meses toneladas de produtos para vender para gestão municipal.

O agricultor ressalta a mudança em sua vida após participar do programa. “O projeto trouxe um incentivo a mais, porque antes não tínhamos para onde escoar nossa produção. Não tínhamos mercado e muitas vezes ficávamos nas mãos de atravessadores. Hoje, com esse projeto, abriu-se um leque de oportunidades, tanto na nossa localidade, como na capital. Diferente da venda em feiras, em que não há garantia de venda, a aquisição dos produtos pelo PAA dá mais segurança aos agricultores”, comemora.

Mercado

Maria Silva, agricultora do município de São Miguel do Guamá, e que faz parte do programa há 4 anos, explicou a diferença de vender para o governo. “Não tem nada melhor do que saber que vamos produzir e ter a certeza de que teremos como comercializar nossa produção com um preço bom. É um dos melhores programas sociais que existem, pois ele faz a gente produzir. Não é me dado nada de graça, ou seja, quanto mais eu produzo mais eu vendo e por um preço bom. É um programa que empodera o agricultor, faz com que a gente tenha autonomia para o comercio e uma nova visão de mercado”, relata Maria.


Para o titular da Seaster, Heitor Pinheiro, a aquisição desses produtos beneficia os produtores e as regiões em que vivem. Segundo o secretário, se depender do governo do Estado, mais agricultores serão beneficiados. “O PAA tem sete anos no Pará e começou com apenas 30 municípios. Hoje temos 62 municípios envolvidos e nossa meta é dobrar o número de agricultores em 2017”, destaca.

Para a coordenadora do PAA em Barcarena, Marcela Machado, esse projeto além de fortalecer a agricultura familiar no município, que é muito forte, também garante renda para essas famílias. “Nós começamos com 17 agricultores em Barcarena. Fechamos 2016 com 47 agricultores no município. Criamos emprego e renda no campo”, ressalta.

Segundo Helen Barreto, coordenadora estadual do PAA na Seaster, o programa busca combater a insegurança alimentar no Brasil e fortalecer a agricultura familiar. Ou seja, compra-se o produto do pequeno agricultor familiar, com perfil do cadastro único e bolsa família, além de populações tradicionais, paga-se por essa produção e entrega em entidades socioassistenciais.

Alimentação saudável

Além de fortalecer a agricultura familiar, o PAA também garante uma alimentação saudável para os usuários dos serviços que recebem a doação dos alimentos adquiridos pelo programa. “Além de mudar nossa qualidade de vida, também garantimos uma alimentação adequada, pois não trabalhamos com agrotóxicos”, explica a agricultora Maria Silva.

“Fazemos visitas e acompanhamos os agricultores cadastrados no programa para verificar se esses alimentos estão sendo utilizados da forma correta”, esclarece a coordenadora do PAA em Barcarena, Marcela Machado.

O PAA é um importante aliado das políticas públicas de educação alimentar. “A partir da oferta de frutas, verduras, legumes, grãos, cereais e alimentos orgânicos, o programa é um vetor de acesso a alimentos saudáveis. O produto, saudável e de qualidade, beneficia pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica, atendidas pela rede socioassistencial, promovendo segurança alimentar e nutricional, garantindo uma alimentação adequada a quem mais precisa”, destaca o titular da Seaster, Heitor Pinheiro.

Esse programa incentiva a agricultura familiar, garante renda e ajuda as entidades com a doação de alimentação saudável. “Como o pequeno agricultor familiar não tem a capacidade de escoamento da sua produção, no caso transporte adequado e logística para levar esse alimento da zona rural para a cidade, esse produto acabava sendo desperdiçado. Com esse projeto, ele consegue vender o produto dele e, assim, escoar a produção, garantir uma renda para sua família e, principalmente, combater a insegurança alimentar, porque ele vende um produto natural e saudável”, destaca Helen Barreto, coordenadora estadual do PAA. 

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