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Amazônia

Professores ensinam disciplinas curriculares levando cultura da Amazônia para a sala de aula

Projeto “Ciência Cidadã para a Amazônia” formou educadores do ensino fundamental de Tefé, no Amazonas

Portal Amazônia, com informações do Instituto Mamirauá

jornalismo@portalamazonia.com


Professores e professoras do município de Tefé, no Amazonas, deram início à realização de atividades do projeto pedagógico Bacia Amazônica: Conectividade, Migrações e Ciência Cidadã em sala de aula. O objetivo do programa é desenvolver a cidadania e a educação ambiental através de temas conhecidos pelos alunos, moradores da região do Médio Solimões, na Amazônia Central. Disciplinas como português, matemática, biologia e história também são contempladas nas atividades educativas.

 

Em abril, os educadores participaram de oficinas onde foi apresentado o material do projeto pedagógico e em maio as atividades foram desenvolvidas nas escolas. A formação dos educadores é uma iniciativa do Instituto Mamirauá em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Tefé (SEMED).

 

Foto: Vanessa Eyng/Instituto Mamirauá 

“Essa formação foi uma oportunidade de dialogar com 14 escolas ligadas à secretaria municipal. Estamos trabalhando com cerca de 70 professores e isso significa que aproximadamente 800 alunos poderão discutir em sala de aula temas como pesca, migração dos peixes, Bacia Amazônica e Ciência Cidadã. Isso promoverá uma troca de conhecimentos muito importante para a região do Médio Solimões, tão ligada às atividades de pesca”, comenta Vanessa Eyng, analista de pesquisa do Instituto Mamirauá.

 

A formação interdisciplinar foi voltada a professores de Ensino Fundamental. “O projeto pedagógico foi de grande relevância para o meu aprendizado e para a minha atuação profissional. E os alunos puderam desenvolver habilidades científicas, por meio do próprio contexto amazônico. As crianças ficaram deslumbradas com o projeto, levando a reflexão sobre a preservação dos nossos rios e peixes”, conta a professora Maria Verônica, da Escola Municipal Walter Cabral, uma das escolas envolvidas no projeto.

 

Foto: Vanessa Eyng/Instituto Mamirauá 

Peixes e pesca da Amazônia em sala de aula

 

Entre as atividades desenvolvidas, os alunos produziram poesias, desenhos de seus peixes favoritos e participaram de uma gincana com perguntas e respostas sobre os assuntos trazidos pelo projeto pedagógico.

 

A aluna do quinto ano da Escola Walter Cabral, Beatriz da Silva, gostou das atividades. “Eu desenhei uma piranha, porque é o peixe que eu mais gosto de comer, ainda mais frito”. Para a colega de sala Ellen Cristina Correa o peixe escolhido foi outro: “Eu fiz o pirarucu, porque eu gosto dele. É um peixe gostoso e eu acho ele muito bonito e grande. E eu também gostei de fazer esse trabalho porque aprendi que a maioria dos peixes fazem as migrações”.

 

Na culminância, que ocorreu no dia 28 de maio, a surpresa final envolveu os pais também. Alguns participaram trazendo pratos especiais com peixe. “Conseguimos alcançar nossos objetivos traçados com sucesso”, comemora a professora Maria Verônica.

 

Foto: Vanessa Eyng/Instituto Mamirauá

Matemática da floresta

 

Na Escola Municipal Indígena Arca de Noé, localizada na comunidade Betel, na Barreira das Missões, os professores trabalharam em seis dias de aula com os alunos, focando a discussão em um prato típico da comunidade, a Mujica, que na língua cambeba é a Masa Mura.

 

Com uma abordagem intercultural, os professores trabalharam a história do prato, a produção textual da receita, a língua materna e até a matemática.“Usamos a matemática na pesagem do peixe, quando medimos o tamanho corporal do peixe. Trabalhamos unidades de medida nesse momento. Ter essas referências ajuda na comparação com outros peixes que são pescados na comunidade também”, explica o professor de matemática, Marcos Conrados de Oliveira.

 

Para fechar o projeto, a culminância ocorreu no dia 30 de maio. Os professores e professoras receberam seus certificados, entregues por lideranças comunitárias da região, os chamados tuxauas. A confraternização também contou com apresentações de danças tikuna e cambeba.

 

 

O projeto Ciência Cidadã para a Amazônia

 

O projeto Ciência Cidadã para a Amazônia é resultado do trabalho associado da Wildlife Conservation Society (WCS) em parceria com Cornell Lab of Ornithology, Florida International University, Conservify, Instituto Mamirauá, Instituto del Bien Común, San Diego Zoo Global, Fab Lab Perú, Ecoporé, Sapopema, Universidad San Francisco of Quito, Rainforest Expeditions, Fundação Universidade Federal de Rondônia, Institut de Recherche pour le Développement, Universidad de Ingeniería y Tecnología, Instituto Sinchi, ACEER, CINCIA, ProNaturaleza, Instituto de Investigaciones de la Amazonía Peruana, Institute for Global Environmental Strategies, Earth Innovation Institute, FAUNAGUA, e Fundación Omacha.

 

O projeto também colabora com redes como a Iniciativa Águas Amazônicas, o Projeto Amazon Fish, Rios Vivos Andinos, Amazon Dams Network e International Rivers. A implementação do ‘Ciência Cidadã’ é possível graças ao apoio da Fundação Gordon e Betty Moore.


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Professores ensinam disciplinas curriculares levando cultura da Amazônia para a sala de aula

Projeto “Ciência Cidadã para a Amazônia” formou educadores do ensino fundamental de Tefé, no Amazonas

Portal Amazônia, com informações do Instituto Mamirauá

jornalismo@portalamazonia.com


Professores e professoras do município de Tefé, no Amazonas, deram início à realização de atividades do projeto pedagógico Bacia Amazônica: Conectividade, Migrações e Ciência Cidadã em sala de aula. O objetivo do programa é desenvolver a cidadania e a educação ambiental através de temas conhecidos pelos alunos, moradores da região do Médio Solimões, na Amazônia Central. Disciplinas como português, matemática, biologia e história também são contempladas nas atividades educativas.

 

Em abril, os educadores participaram de oficinas onde foi apresentado o material do projeto pedagógico e em maio as atividades foram desenvolvidas nas escolas. A formação dos educadores é uma iniciativa do Instituto Mamirauá em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Tefé (SEMED).

 

Foto: Vanessa Eyng/Instituto Mamirauá 

“Essa formação foi uma oportunidade de dialogar com 14 escolas ligadas à secretaria municipal. Estamos trabalhando com cerca de 70 professores e isso significa que aproximadamente 800 alunos poderão discutir em sala de aula temas como pesca, migração dos peixes, Bacia Amazônica e Ciência Cidadã. Isso promoverá uma troca de conhecimentos muito importante para a região do Médio Solimões, tão ligada às atividades de pesca”, comenta Vanessa Eyng, analista de pesquisa do Instituto Mamirauá.

 

A formação interdisciplinar foi voltada a professores de Ensino Fundamental. “O projeto pedagógico foi de grande relevância para o meu aprendizado e para a minha atuação profissional. E os alunos puderam desenvolver habilidades científicas, por meio do próprio contexto amazônico. As crianças ficaram deslumbradas com o projeto, levando a reflexão sobre a preservação dos nossos rios e peixes”, conta a professora Maria Verônica, da Escola Municipal Walter Cabral, uma das escolas envolvidas no projeto.

 

Foto: Vanessa Eyng/Instituto Mamirauá 

Peixes e pesca da Amazônia em sala de aula

 

Entre as atividades desenvolvidas, os alunos produziram poesias, desenhos de seus peixes favoritos e participaram de uma gincana com perguntas e respostas sobre os assuntos trazidos pelo projeto pedagógico.

 

A aluna do quinto ano da Escola Walter Cabral, Beatriz da Silva, gostou das atividades. “Eu desenhei uma piranha, porque é o peixe que eu mais gosto de comer, ainda mais frito”. Para a colega de sala Ellen Cristina Correa o peixe escolhido foi outro: “Eu fiz o pirarucu, porque eu gosto dele. É um peixe gostoso e eu acho ele muito bonito e grande. E eu também gostei de fazer esse trabalho porque aprendi que a maioria dos peixes fazem as migrações”.

 

Na culminância, que ocorreu no dia 28 de maio, a surpresa final envolveu os pais também. Alguns participaram trazendo pratos especiais com peixe. “Conseguimos alcançar nossos objetivos traçados com sucesso”, comemora a professora Maria Verônica.

 

Foto: Vanessa Eyng/Instituto Mamirauá

Matemática da floresta

 

Na Escola Municipal Indígena Arca de Noé, localizada na comunidade Betel, na Barreira das Missões, os professores trabalharam em seis dias de aula com os alunos, focando a discussão em um prato típico da comunidade, a Mujica, que na língua cambeba é a Masa Mura.

 

Com uma abordagem intercultural, os professores trabalharam a história do prato, a produção textual da receita, a língua materna e até a matemática.“Usamos a matemática na pesagem do peixe, quando medimos o tamanho corporal do peixe. Trabalhamos unidades de medida nesse momento. Ter essas referências ajuda na comparação com outros peixes que são pescados na comunidade também”, explica o professor de matemática, Marcos Conrados de Oliveira.

 

Para fechar o projeto, a culminância ocorreu no dia 30 de maio. Os professores e professoras receberam seus certificados, entregues por lideranças comunitárias da região, os chamados tuxauas. A confraternização também contou com apresentações de danças tikuna e cambeba.

 

 

O projeto Ciência Cidadã para a Amazônia

 

O projeto Ciência Cidadã para a Amazônia é resultado do trabalho associado da Wildlife Conservation Society (WCS) em parceria com Cornell Lab of Ornithology, Florida International University, Conservify, Instituto Mamirauá, Instituto del Bien Común, San Diego Zoo Global, Fab Lab Perú, Ecoporé, Sapopema, Universidad San Francisco of Quito, Rainforest Expeditions, Fundação Universidade Federal de Rondônia, Institut de Recherche pour le Développement, Universidad de Ingeniería y Tecnología, Instituto Sinchi, ACEER, CINCIA, ProNaturaleza, Instituto de Investigaciones de la Amazonía Peruana, Institute for Global Environmental Strategies, Earth Innovation Institute, FAUNAGUA, e Fundación Omacha.

 

O projeto também colabora com redes como a Iniciativa Águas Amazônicas, o Projeto Amazon Fish, Rios Vivos Andinos, Amazon Dams Network e International Rivers. A implementação do ‘Ciência Cidadã’ é possível graças ao apoio da Fundação Gordon e Betty Moore.

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