Economia

Polo Industrial de Manaus demite menos no primeiro semestre

Volume de demissões do PIM apresentou queda de quase 30%

Hellen Miranda

hmiranda@jcam.com.br



Mesmo sem a retomada econômica e política do País, o volume de demissões do Polo Industrial de Manaus (PIM) caiu quase 30% no primeiro semestre deste ano em relação a 2016. Segundo os números do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal-AM), de janeiro a junho foram 7.178 mil trabalhadores demitidos enquanto em igual período do ano passado, o volume de desligamentos chegou a 10.234 mil. Até agora, março foi o mês que mais encerrou postos de trabalho, com 1.711 mil homologações.

Por outro lado, os meses que tiveram menores perdas foram janeiro, com 637 rescisões e junho, com 757. De acordo com o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, a queda no volume de demissões mostra que houve uma pequena estabilização no pátio industrial. Na avaliação de Azevedo, embora o resultado seja menor que em 2016, a expectativa era que o setor já tivesse estagnado o número de rescisões.

"Esperávamos uma melhora nos primeiros seis meses do ano, o que não aconteceu devido muitos segmentos ainda não estarem estabilizados. No entanto, os números representam um pequeno sinal de melhora na economia ainda que com cautela, sem comemorações", analisou o empresário.

O presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, comentou que nos últimos três anos as empresas do Distrito Industrial perderam mais de 50 mil postos de trabalho e aposta em uma mudança no setor econômico brasileiro para a recuperação produtiva e geração de empregos.

"A estabilidade de empregos ainda não chegou ao Amazonas. Desde 2014 não
temos crescimento quanto postos de trabalho, da mesma forma como acontece com a indústria nacional. O nível de incerteza é grande e temos que aguardar a aprovação e implementação das medidas econômicas por parte do governo federal. Somente essas ações podem resgatar a confiança do consumidor e consequentemente no consumo na geração de empregos", afirmou Périco.

Segundo o Sindmetal, no primeiro semestre de 2016 houve registro de 10.234 mil demissões de trabalhadores do PIM contra 7.178 mil desligamentos no mesmo período em 2017. O número representa uma queda de 29,86% no comparativo semestral. Só no primeiro trimestre foram demitidos 3.786 trabalhadores, enquanto no segundo trimestre o volume caiu para 3.392 desligamentos, o que representa um saldo de 394 vagas entre os períodos.

Empresas que mais demitiram

A Moto Honda da Amazônia foi uma das empresas que mais demitiu funcionários no PIM no primeiro semestre este ano. Ao todo, foram 685 trabalhadores dispensados pela multinacional no pátio industrial. Em seguida aparecem Samsung da Amazônia (625), Robertshaw (747), Salcomp da Amazônia (382), Flex (228), Whirlpool (219), CalComp (198), LG do Brasil (173), Jabil do Brasil (173) e Evadin (150).

 

Foto: Walter Mendes/JCAM
O relatório do sindicato ainda apontou que janeiro registrou 637 desligamentos, sendo 215 mulheres e 422 homens. Em fevereiro as demissões chegaram a 1.438 mil pessoas e março esse número subiu para 1.711 mil trabalhadores. No quarto mês do ano, foram 1.165 mil rescisões contra 1.470 mil em maio. Junho registrou a segunda queda do ano em relação as demissões, com 757 homologações.Em 2016 os meses que registraram maior índice de demissões foram: janeiro (2.239), fevereiro (2.559) e março (2.457). Já os meses seguintes o número caiu para 1.637 mil em abril e maio com 1.016 mil vagas encerradas. Naquele período, junho foi o primeiro mês que registrou a maior perda de vagas com 626 desligamentos. Indústria lidera demissõesDe acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no mês de junho a indústria de transformação liderou as demissões no Amazonas e contabilizou saldo negativo de 222 postos de trabalho entre admitidos e desligados. A variação negativa foi de 0,22% em relação ao mês anterior.De janeiro a junho, foram 15.246 mil contratações contra 16.684 mil demissões, ou seja, um saldo de -1.438 postos de trabalho. Já nos últimos 12 meses o saldo entre admissões e desligamentos da indústria amazonense totaliza menos 1.573 mil vagas, com variação negativa de 1,55%. No total, junho teve 9.415 mil contratações contra 9.516 mil desligamentos em todo o Estado. Indicadores da SuframaSegundo os dados mais recentes das empresas incentivadas do PIM, a mão de obra do polo em março totalizou 84.520 mil trabalhadores, entre efetivos, temporários e terceirizados. O número é 1,07% maior que o total registrado em igual mês de 2016, quando o pátio industrial contava com 83.621 mil trabalhadores e 0,92% inferior na comparação com o índice registrado em fevereiro deste ano, período em que o parque fabril reunia 85.308 mil trabalhadores.

 

 


Economia

Polo Industrial de Manaus demite menos no primeiro semestre

Volume de demissões do PIM apresentou queda de quase 30%

Hellen Miranda

hmiranda@jcam.com.br



Mesmo sem a retomada econômica e política do País, o volume de demissões do Polo Industrial de Manaus (PIM) caiu quase 30% no primeiro semestre deste ano em relação a 2016. Segundo os números do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal-AM), de janeiro a junho foram 7.178 mil trabalhadores demitidos enquanto em igual período do ano passado, o volume de desligamentos chegou a 10.234 mil. Até agora, março foi o mês que mais encerrou postos de trabalho, com 1.711 mil homologações.

Por outro lado, os meses que tiveram menores perdas foram janeiro, com 637 rescisões e junho, com 757. De acordo com o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, a queda no volume de demissões mostra que houve uma pequena estabilização no pátio industrial. Na avaliação de Azevedo, embora o resultado seja menor que em 2016, a expectativa era que o setor já tivesse estagnado o número de rescisões.

"Esperávamos uma melhora nos primeiros seis meses do ano, o que não aconteceu devido muitos segmentos ainda não estarem estabilizados. No entanto, os números representam um pequeno sinal de melhora na economia ainda que com cautela, sem comemorações", analisou o empresário.

O presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, comentou que nos últimos três anos as empresas do Distrito Industrial perderam mais de 50 mil postos de trabalho e aposta em uma mudança no setor econômico brasileiro para a recuperação produtiva e geração de empregos.

"A estabilidade de empregos ainda não chegou ao Amazonas. Desde 2014 não
temos crescimento quanto postos de trabalho, da mesma forma como acontece com a indústria nacional. O nível de incerteza é grande e temos que aguardar a aprovação e implementação das medidas econômicas por parte do governo federal. Somente essas ações podem resgatar a confiança do consumidor e consequentemente no consumo na geração de empregos", afirmou Périco.

Segundo o Sindmetal, no primeiro semestre de 2016 houve registro de 10.234 mil demissões de trabalhadores do PIM contra 7.178 mil desligamentos no mesmo período em 2017. O número representa uma queda de 29,86% no comparativo semestral. Só no primeiro trimestre foram demitidos 3.786 trabalhadores, enquanto no segundo trimestre o volume caiu para 3.392 desligamentos, o que representa um saldo de 394 vagas entre os períodos.

Empresas que mais demitiram

A Moto Honda da Amazônia foi uma das empresas que mais demitiu funcionários no PIM no primeiro semestre este ano. Ao todo, foram 685 trabalhadores dispensados pela multinacional no pátio industrial. Em seguida aparecem Samsung da Amazônia (625), Robertshaw (747), Salcomp da Amazônia (382), Flex (228), Whirlpool (219), CalComp (198), LG do Brasil (173), Jabil do Brasil (173) e Evadin (150).

 

Foto: Walter Mendes/JCAM
O relatório do sindicato ainda apontou que janeiro registrou 637 desligamentos, sendo 215 mulheres e 422 homens. Em fevereiro as demissões chegaram a 1.438 mil pessoas e março esse número subiu para 1.711 mil trabalhadores. No quarto mês do ano, foram 1.165 mil rescisões contra 1.470 mil em maio. Junho registrou a segunda queda do ano em relação as demissões, com 757 homologações.Em 2016 os meses que registraram maior índice de demissões foram: janeiro (2.239), fevereiro (2.559) e março (2.457). Já os meses seguintes o número caiu para 1.637 mil em abril e maio com 1.016 mil vagas encerradas. Naquele período, junho foi o primeiro mês que registrou a maior perda de vagas com 626 desligamentos. Indústria lidera demissõesDe acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no mês de junho a indústria de transformação liderou as demissões no Amazonas e contabilizou saldo negativo de 222 postos de trabalho entre admitidos e desligados. A variação negativa foi de 0,22% em relação ao mês anterior.De janeiro a junho, foram 15.246 mil contratações contra 16.684 mil demissões, ou seja, um saldo de -1.438 postos de trabalho. Já nos últimos 12 meses o saldo entre admissões e desligamentos da indústria amazonense totaliza menos 1.573 mil vagas, com variação negativa de 1,55%. No total, junho teve 9.415 mil contratações contra 9.516 mil desligamentos em todo o Estado. Indicadores da SuframaSegundo os dados mais recentes das empresas incentivadas do PIM, a mão de obra do polo em março totalizou 84.520 mil trabalhadores, entre efetivos, temporários e terceirizados. O número é 1,07% maior que o total registrado em igual mês de 2016, quando o pátio industrial contava com 83.621 mil trabalhadores e 0,92% inferior na comparação com o índice registrado em fevereiro deste ano, período em que o parque fabril reunia 85.308 mil trabalhadores.

 

 

TAG AmazonasManausPIMdemissoesJornal do Commercio