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PIB do Amazonas é o menor do Norte com R$ 86,7 bilhões

Em 2014 o total do PIB foi R$ 3,5 bi menor que em 2013; indústria foi mais afetada

Priscila Caldas

pcaldas@jcam.com.br


     
      Há dois anos o Amazonas dava sinais de desaceleração econômica com a retração no consumo, menor produção industrial e queda no desempenho da agropecuária. Dados divulgados nesta segunda-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas alcançou, em 2014, R$86,7 bilhões, apenas R$ 3,5 bilhões a mais que 2013 (R$ 83,2 bilhões).

O resultado foi o pior entre os demais Estados da região Norte. Mesmo assim, o Amazonas manteve a 15ª posição, sustentada desde 2012. Conforme o IBGE, quanto ao PIB per capita do Amazonas, em 2014, totalizou R$22.373,36, foi o maior entre os Estados do Norte e Nordeste. O PIB per capita brasileiro acumulava R$28.500,24. O maior produto interno per capita continua sendo do Distrito Federal com R$69.216,8, representando cerca de 2,4 vezes o PIB per capita do Brasil. Os menores PIBs per capita foram do Maranhão e Piauí.

A indústria foi a atividade econômica que mais perdeu participação no PIB. Na comparação com 2013, a queda foi de 2,4 pontos percentuais. Na comparação entre 2014 e 2010, a queda foi de 8,2 pontos percentuais, sendo a indústria de transformação aquela que mais perdeu nos últimos 5 anos 8,1%. A indústria extrativa teve queda de 2,1%. Outro importante ramo da indústria que também apresentou queda de desempenho foi a construção, caindo de 6,2% em 2013 para 5,6% em 2014.

A agropecuária também apresentou queda de desempenho em relação ao ano anterior, caindo de 7,5% (2013) para 7,2% (2014). Por outro lado, o segmento de serviços foi o único que apresentou crescimento, passando de 55,6% em 2013 para 58,3% em 2014. As categorias que tiveram melhor desempenho foram: atividades imobiliárias; administração, educação e saúde.

Na avaliação do economista e consultor, Francisco Mourão Júnior, em 2014 a economia nacional dava indícios da desaceleração que posteriormente seria instalada no país. Ele afirma que os números do PIB mostraram o início da crise econômica que em 2015 se agravou com os problemas políticos. Houve recuo no consumo e consequentemente, queda na produção industrial.

O economista também considera que o amazonense deixou de consumir produtos agropecuários devido aos altos preços. Por outro lado, os agricultores tiveram dificuldades em produzir por falta de acesso aos financiamentos e maiores possibilidades de melhorias produtivas. “Houve variação no consumo dos produtos agropecuários. Os consumidores colocaram os pés no freio devido aos altos custos. A menor oferta e a demanda constante geram a variação na inflação com preços mais altos”, explica.
 
 
Para Júnior, a economia amazonense começará a sentir bons reflexos a partir de 2017. Ele acredita que os próximos PIBs manterão índices negativos. “Nos próximos anos (2015-2016) com certeza o PIB será negativo. Acredito que a partir das medidas econômicas veremos resultados a partir do próximo ano”, afirmou.

De acordo com o economista, Marcus Evangelista, o Amazonas ainda não tem tradição em ter bons resultados para a agroindústria, o que gera o PIB negativo. “O Amazonas não tem tradição em ter agroindústria. Infelizmente ainda dependemos de outros Estados para nos fornecer produtos”, disse. “A indústria de transformação também amarga resultados negativos decorrentes da recessão econômica”, completou. O economista Jose Laredo concorda que o menor desempenho industrial registrado em 2014 resultou dos primeiros sinais da depressão econômica.

Ele cita a Zona Franca de Manaus (ZFM) como dependente da economia brasileira por produzir itens do consumo popular como relógios, televisão, decodificador, motocicletas, entre outros. “Se a renda do consumidor cai, há o maior cuidado com as contas. A pessoa deixa de adquirir o que não é essencial. Desde 2014 houve queda mais acentuada no consumo nacional, consequentemente, a atividade industrial foi afetada”, comentou.

Cinco Estados responderam por 2/3 do PIB do país 

Apenas cinco Estados foram responsáveis por quase dois terços do PIB brasileiro em 2014, segundo os dados das Contas Regionais, divulgados pelo IBGE. São Paulo manteve a liderança na participação do PIB, com uma fatia de 32,2% de toda a economia brasileira, mesmo porcentual alcançado em 2013. Os demais Estados com maior participação foram Rio de Janeiro (com 11,6%), Minas Gerais (com 8,9%), Rio Grande do Sul (com 6,2%) e Paraná (com 6,0%).

Juntos, os cinco Estados responderam por 64,9% do PIB.O PIB do Brasil em 2014 foi de R$ 5,78 trilhões. São Paulo somou R$ 1,86 trilhão, seguido por Rio de Janeiro (R$ 671,08 bilhões), Minas Gerais (R$ 516,63 bilhões) e Rio Grande do Sul (R$ 357,82 bilhões). Os três Estados com menor geração de riqueza foram Roraima, Amapá e Acre.
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PIB do Amazonas é o menor do Norte com R$ 86,7 bilhões

Em 2014 o total do PIB foi R$ 3,5 bi menor que em 2013; indústria foi mais afetada

Priscila Caldas

pcaldas@jcam.com.br


     
      Há dois anos o Amazonas dava sinais de desaceleração econômica com a retração no consumo, menor produção industrial e queda no desempenho da agropecuária. Dados divulgados nesta segunda-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas alcançou, em 2014, R$86,7 bilhões, apenas R$ 3,5 bilhões a mais que 2013 (R$ 83,2 bilhões).

O resultado foi o pior entre os demais Estados da região Norte. Mesmo assim, o Amazonas manteve a 15ª posição, sustentada desde 2012. Conforme o IBGE, quanto ao PIB per capita do Amazonas, em 2014, totalizou R$22.373,36, foi o maior entre os Estados do Norte e Nordeste. O PIB per capita brasileiro acumulava R$28.500,24. O maior produto interno per capita continua sendo do Distrito Federal com R$69.216,8, representando cerca de 2,4 vezes o PIB per capita do Brasil. Os menores PIBs per capita foram do Maranhão e Piauí.

A indústria foi a atividade econômica que mais perdeu participação no PIB. Na comparação com 2013, a queda foi de 2,4 pontos percentuais. Na comparação entre 2014 e 2010, a queda foi de 8,2 pontos percentuais, sendo a indústria de transformação aquela que mais perdeu nos últimos 5 anos 8,1%. A indústria extrativa teve queda de 2,1%. Outro importante ramo da indústria que também apresentou queda de desempenho foi a construção, caindo de 6,2% em 2013 para 5,6% em 2014.

A agropecuária também apresentou queda de desempenho em relação ao ano anterior, caindo de 7,5% (2013) para 7,2% (2014). Por outro lado, o segmento de serviços foi o único que apresentou crescimento, passando de 55,6% em 2013 para 58,3% em 2014. As categorias que tiveram melhor desempenho foram: atividades imobiliárias; administração, educação e saúde.

Na avaliação do economista e consultor, Francisco Mourão Júnior, em 2014 a economia nacional dava indícios da desaceleração que posteriormente seria instalada no país. Ele afirma que os números do PIB mostraram o início da crise econômica que em 2015 se agravou com os problemas políticos. Houve recuo no consumo e consequentemente, queda na produção industrial.

O economista também considera que o amazonense deixou de consumir produtos agropecuários devido aos altos preços. Por outro lado, os agricultores tiveram dificuldades em produzir por falta de acesso aos financiamentos e maiores possibilidades de melhorias produtivas. “Houve variação no consumo dos produtos agropecuários. Os consumidores colocaram os pés no freio devido aos altos custos. A menor oferta e a demanda constante geram a variação na inflação com preços mais altos”, explica.
 
 
Para Júnior, a economia amazonense começará a sentir bons reflexos a partir de 2017. Ele acredita que os próximos PIBs manterão índices negativos. “Nos próximos anos (2015-2016) com certeza o PIB será negativo. Acredito que a partir das medidas econômicas veremos resultados a partir do próximo ano”, afirmou.

De acordo com o economista, Marcus Evangelista, o Amazonas ainda não tem tradição em ter bons resultados para a agroindústria, o que gera o PIB negativo. “O Amazonas não tem tradição em ter agroindústria. Infelizmente ainda dependemos de outros Estados para nos fornecer produtos”, disse. “A indústria de transformação também amarga resultados negativos decorrentes da recessão econômica”, completou. O economista Jose Laredo concorda que o menor desempenho industrial registrado em 2014 resultou dos primeiros sinais da depressão econômica.

Ele cita a Zona Franca de Manaus (ZFM) como dependente da economia brasileira por produzir itens do consumo popular como relógios, televisão, decodificador, motocicletas, entre outros. “Se a renda do consumidor cai, há o maior cuidado com as contas. A pessoa deixa de adquirir o que não é essencial. Desde 2014 houve queda mais acentuada no consumo nacional, consequentemente, a atividade industrial foi afetada”, comentou.

Cinco Estados responderam por 2/3 do PIB do país 

Apenas cinco Estados foram responsáveis por quase dois terços do PIB brasileiro em 2014, segundo os dados das Contas Regionais, divulgados pelo IBGE. São Paulo manteve a liderança na participação do PIB, com uma fatia de 32,2% de toda a economia brasileira, mesmo porcentual alcançado em 2013. Os demais Estados com maior participação foram Rio de Janeiro (com 11,6%), Minas Gerais (com 8,9%), Rio Grande do Sul (com 6,2%) e Paraná (com 6,0%).

Juntos, os cinco Estados responderam por 64,9% do PIB.O PIB do Brasil em 2014 foi de R$ 5,78 trilhões. São Paulo somou R$ 1,86 trilhão, seguido por Rio de Janeiro (R$ 671,08 bilhões), Minas Gerais (R$ 516,63 bilhões) e Rio Grande do Sul (R$ 357,82 bilhões). Os três Estados com menor geração de riqueza foram Roraima, Amapá e Acre.

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