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Pesquisa indica que o Macaco-de-cheiro-de-cabeça-preta pode ser extinto nos próximos 40 anos

Primata com a menor distribuição geográfica das Américas é ameaçado por mudanças climáticas que devem trazer transformações irreversíveis ao habitat

Portal Amazônia, com informações do Instituto Mamirauá

jornalismo@portalamazonia.com


Pequeno e ágil, o amazônico macaco-de-cheiro-de-cabeça-preta (Saimiri vanzolinii) corre o risco de ser extinto nas próximas décadas. Isso porque as mudanças climáticas devem trazer transformações irreversíveis ao habitat do primata com a menor distribuição geográfica das Américas.

 

As previsões são dos pesquisadores Rafael Rabelo, do Instituto Nacional de Pesquisas Amazônicas (Inpa) e Fernanda Paim, líder do Grupo de Pesquisa em Biologia e Conservação de Primatas do Instituto Mamirauá, organização social fomentada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

 

 
Foto: Júlia de Freitas/Instituto Mamirauá
 

Efeitos de mudanças climáticas

 

O aumento na temperatura média e dos períodos de seca, a diminuição da precipitação e as mudanças na dinâmica de vazão e inundação dos rios são algumas das consequências de mudanças climáticas na região da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, área de florestas de várzea na Amazônia onde está localizado o habitat do primata, restrito a apenas 870 km².

 

“Para sobreviver, a espécie terá de enfrentar drásticas mudanças nas condições climáticas com as quais está acostumada”, explica Rabelo.

 

Os pesquisadores realizaram projeções para os anos de 2050 e 2070 de acordo com dois cenários de emissão de gases-estufa na atmosfera reconhecidos pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas.

 

Os resultados preveem uma drástica perda de adequabilidade climática para a espécie em sua atual área de distribuição.  Com isso, o primata possui grandes chances de enfrentar a extinção nas próximas décadas.

 

A pesquisa também indicou que áreas onde hoje o primata não ocorre se tornarão adequadas à sobrevivência da espécie. “As pesquisas mostram que, no futuro, poderá haver um deslocamento no território adequado para a espécie para uma região longe de onde ela ocorre atualmente”, revela o pesquisador.

 

Ou seja, para que o macaco-de-cheiro-da-cabeça-preta não seja extinto, ele terá que se adaptar às bruscas mudanças em seu habitat ou migrar para outras áreas.

 

O estudo “Impacto das mudanças climáticas em uma espécie de primata ameaçada de extinção (Saimiri vanzolinii)” tem como objetivo basear discussões sobre potenciais estratégias de conservação, de forma a mitigar os impactos das mudanças climáticas para a espécie e garantir a sobrevivência do primata sob risco.

 


 

     
Amazônia

Pesquisa indica que o Macaco-de-cheiro-de-cabeça-preta pode ser extinto nos próximos 40 anos

Primata com a menor distribuição geográfica das Américas é ameaçado por mudanças climáticas que devem trazer transformações irreversíveis ao habitat

Portal Amazônia, com informações do Instituto Mamirauá

jornalismo@portalamazonia.com


Pequeno e ágil, o amazônico macaco-de-cheiro-de-cabeça-preta (Saimiri vanzolinii) corre o risco de ser extinto nas próximas décadas. Isso porque as mudanças climáticas devem trazer transformações irreversíveis ao habitat do primata com a menor distribuição geográfica das Américas.

 

As previsões são dos pesquisadores Rafael Rabelo, do Instituto Nacional de Pesquisas Amazônicas (Inpa) e Fernanda Paim, líder do Grupo de Pesquisa em Biologia e Conservação de Primatas do Instituto Mamirauá, organização social fomentada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

 

 
Foto: Júlia de Freitas/Instituto Mamirauá
 

Efeitos de mudanças climáticas

 

O aumento na temperatura média e dos períodos de seca, a diminuição da precipitação e as mudanças na dinâmica de vazão e inundação dos rios são algumas das consequências de mudanças climáticas na região da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, área de florestas de várzea na Amazônia onde está localizado o habitat do primata, restrito a apenas 870 km².

 

“Para sobreviver, a espécie terá de enfrentar drásticas mudanças nas condições climáticas com as quais está acostumada”, explica Rabelo.

 

Os pesquisadores realizaram projeções para os anos de 2050 e 2070 de acordo com dois cenários de emissão de gases-estufa na atmosfera reconhecidos pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas.

 

Os resultados preveem uma drástica perda de adequabilidade climática para a espécie em sua atual área de distribuição.  Com isso, o primata possui grandes chances de enfrentar a extinção nas próximas décadas.

 

A pesquisa também indicou que áreas onde hoje o primata não ocorre se tornarão adequadas à sobrevivência da espécie. “As pesquisas mostram que, no futuro, poderá haver um deslocamento no território adequado para a espécie para uma região longe de onde ela ocorre atualmente”, revela o pesquisador.

 

Ou seja, para que o macaco-de-cheiro-da-cabeça-preta não seja extinto, ele terá que se adaptar às bruscas mudanças em seu habitat ou migrar para outras áreas.

 

O estudo “Impacto das mudanças climáticas em uma espécie de primata ameaçada de extinção (Saimiri vanzolinii)” tem como objetivo basear discussões sobre potenciais estratégias de conservação, de forma a mitigar os impactos das mudanças climáticas para a espécie e garantir a sobrevivência do primata sob risco.

 


 

     

TAG biodiversidadeEspecies da Amazoniaextincao