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Pesquisa confirma espécies de tartarugas em áreas protegidas do Amazonas

As três espécies são conhecidas na região como Perema ou Lalá. Em outras regiões, são conhecidas como Jabuti-machado e Cágado-cabeça-de-sapo

Portal Amazônia, com informações do Instituto Mamirauá


O aumento da distribuição geográfica de três espécies de quelônios em duas unidades de conservação do Amazonas foi confirmada recentemente, em publicações científicas. A ocorrência dos animais era desconhecida para a Amazônia Central. A comprovação foi possível com a realização de expedições pela equipe de pesquisadores e técnicos do Instituto Mamirauá.

Os registros de ocorrência aconteceram na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, no município de Maraã e na Reserva Extrativista do Rio Jutaí, no município de mesmo nome. As três espécies, identificadas no Amazonas, são conhecidas na região Amazônica como Perema ou Lalá. Em outras regiões, são conhecidas como Jabuti-machado (Platemys platycephala platycephala), e Cágado-cabeça-de-sapo (Mesoclemmys raniceps e Mesoclemmys heliostemma).

As publicações estão disponíveis para acesso e download gratuito no site da revista ZenScientist. A publicação internacional americana tem como foco publicações sobre herpetologia, ramo da zoologia dedicado ao estudo dos répteis e anfíbios. A revista é publicada pela Society for study of Amphibians and Reptiles.

De acordo com Thaís Morcatty, pesquisadora do Instituto Mamirauá e uma das autoras das publicações, conhecer a área de distribuição das espécies é importante para a tomada de decisões sobre a conservação das áreas onde ocorrem e para o desenvolvimento de estudos. "Novos registros chamam a atenção para o pouco que sabemos sobre essas espécies, incitando novos estudos e indicando novas áreas onde eles poderão ser desenvolvidos. Adicionalmente, a riqueza e a composição das espécies em determinado local definem se ele necessita regras para conservação ou não, por exemplo, para a criação de unidades de conservação ou autorização para atividades econômicas", contou Thaís.

A pesquisadora também ressalta que o comércio ilegal de animais silvestres como animais de estimação pode ser uma das ameaças a essas espécies. "A principal ameaça conhecida para estas três espécies é a perda de habitat por atividades humanas, como desmatamento e mineração. Outra importante ameaça que pode afetar as populações é retirada de indivíduos dessas espécies para abastecimento do mercado de pet, onde são vendidas como animal de estimação. Devido à falta de estudos, ainda não sabemos o impacto dessa atividade na maioria dos quelônios brasileiros", disse.

Histórico

"Desses três aumentos de distribuição, o mais importante é da Mesoclemmys heliostemma.  Agora nós completamos a região central da Amazônia, onde sua distribuição era totalmente desconhecida", afirmou a pesquisadora.
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Pesquisa confirma espécies de tartarugas em áreas protegidas do Amazonas

As três espécies são conhecidas na região como Perema ou Lalá. Em outras regiões, são conhecidas como Jabuti-machado e Cágado-cabeça-de-sapo

Portal Amazônia, com informações do Instituto Mamirauá


O aumento da distribuição geográfica de três espécies de quelônios em duas unidades de conservação do Amazonas foi confirmada recentemente, em publicações científicas. A ocorrência dos animais era desconhecida para a Amazônia Central. A comprovação foi possível com a realização de expedições pela equipe de pesquisadores e técnicos do Instituto Mamirauá.

Os registros de ocorrência aconteceram na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, no município de Maraã e na Reserva Extrativista do Rio Jutaí, no município de mesmo nome. As três espécies, identificadas no Amazonas, são conhecidas na região Amazônica como Perema ou Lalá. Em outras regiões, são conhecidas como Jabuti-machado (Platemys platycephala platycephala), e Cágado-cabeça-de-sapo (Mesoclemmys raniceps e Mesoclemmys heliostemma).

As publicações estão disponíveis para acesso e download gratuito no site da revista ZenScientist. A publicação internacional americana tem como foco publicações sobre herpetologia, ramo da zoologia dedicado ao estudo dos répteis e anfíbios. A revista é publicada pela Society for study of Amphibians and Reptiles.

De acordo com Thaís Morcatty, pesquisadora do Instituto Mamirauá e uma das autoras das publicações, conhecer a área de distribuição das espécies é importante para a tomada de decisões sobre a conservação das áreas onde ocorrem e para o desenvolvimento de estudos. "Novos registros chamam a atenção para o pouco que sabemos sobre essas espécies, incitando novos estudos e indicando novas áreas onde eles poderão ser desenvolvidos. Adicionalmente, a riqueza e a composição das espécies em determinado local definem se ele necessita regras para conservação ou não, por exemplo, para a criação de unidades de conservação ou autorização para atividades econômicas", contou Thaís.

A pesquisadora também ressalta que o comércio ilegal de animais silvestres como animais de estimação pode ser uma das ameaças a essas espécies. "A principal ameaça conhecida para estas três espécies é a perda de habitat por atividades humanas, como desmatamento e mineração. Outra importante ameaça que pode afetar as populações é retirada de indivíduos dessas espécies para abastecimento do mercado de pet, onde são vendidas como animal de estimação. Devido à falta de estudos, ainda não sabemos o impacto dessa atividade na maioria dos quelônios brasileiros", disse.

Histórico

"Desses três aumentos de distribuição, o mais importante é da Mesoclemmys heliostemma.  Agora nós completamos a região central da Amazônia, onde sua distribuição era totalmente desconhecida", afirmou a pesquisadora.

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