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Cidades

"Não foi rebelião", diz secretário da Seap após briga em penitenciária de Manaus que deixou 15 mortos

A briga ocorreu no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) neste domingo (26), durante visitação de familiares.


Em entrevista coletiva na noite deste domingo (26), o secretário de Administração Penitenciária do Amazonas (Seap), coronel Marcus Vinicius Almeida, falou sobre um conflito registrado entre detentos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), na BR-174, em Manaus, que resultou em 15 mortos.


"Não foi rebelião. É uma briga de internos. Nunca havia acontecido mortes durante visitas. Alguns morreram dentro da cela com as grades trancadas. Eles cometeram os crimes também em frente aos familiares", afirmou o secretário.  
 
Foto:Ive Rylo/Rede Amazônica
 


A briga foi confirmada pela Seap às 12h30 (horário local), quando o Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para realizar a remoção de corpos, e três viaturas foram encaminhadas à unidade.


Ainda segundo o secretário de Administração Penitenciária, os crimes foram cometidos durante o horário de visitação na unidade. As vítimas foram assassinadas asfixiadas ou perfuradas com escovas de dentes. Também ressaltou que não houve reféns, agentes feridos ou fuga de detentos.


Sobre as sobre denúncias de familiares dos detentos em que policiais em helicópteros atiraram contra presos, coronel Marcus afirmou que os tiros efetuados não foram direcionados a pessoas e serviram apenas para contenção. 
     
Foto:Rickardo Marques/Rede Amazônica
 

Investigações


Ainda na coletiva, o secretário da Seap disse que uma investigação foi aberta. E enquanto durar a investigação, as visitas à unidade do Compaj estão suspensas.


"O Estado não reconhece facções. Estamos investigando o que teria motivado isso. As câmeras internas registraram todos os crimes e vamos encaminhar as informações à Justiça", afirmou.


Em nota, a Secretaria de Comunicação do Amazonas (Secom) informou que o Compaj conta com reforço de policiamento nas muralhas, nos ramais de acesso e na estrada. E que o secretário de Segurança Pública, coronel Louismar Bonates, determinou reforço em outras unidades do sistema, por medida de precaução.


Lista de mortos


Ancelmo Pereira dos Santos, 39 anos
Antonio Xavier da Silva Camargo filho, 42 anos
Cleison Silva do nascimento, 25 anos
Edney sandro Sabóia de Vasconcelos, 36 anos
Elisson de Oliveira Pena, 26 anos
Erick weslley Martins Mendes, 25 anos
Fernando dos Santos Ferreira, 27 anos
Francisco de Assis Marcelo da Silva, 34 anos
Hiel Lucas Miranda da Silva, 29 anos
Igor Peres de Oliveira, 21 anos
Leonardo Queiroz Campelo, 31 anos
Naelson Picanço de Oliveira, 32 anos
Nayan Serrão Pereira, 31 anos
Pedro Paulo Melo Xavier, 25 anos
Rodrigo Oliveira Pimentel, 29 anos


Massacre de 2017


Esta unidade do Compaj onde ocorreu a briga neste domingo (26) é a mesma onde houve uma rebelião que durou 17 horas e resultou na morte de 56 pessoas em janeiro de 2017.




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"Não foi rebelião", diz secretário da Seap após briga em penitenciária de Manaus que deixou 15 mortos

A briga ocorreu no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) neste domingo (26), durante visitação de familiares.

Redação

jornalismo@portalamazonia.com


Em entrevista coletiva na noite deste domingo (26), o secretário de Administração Penitenciária do Amazonas (Seap), coronel Marcus Vinicius Almeida, falou sobre um conflito registrado entre detentos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), na BR-174, em Manaus, que resultou em 15 mortos.


"Não foi rebelião. É uma briga de internos. Nunca havia acontecido mortes durante visitas. Alguns morreram dentro da cela com as grades trancadas. Eles cometeram os crimes também em frente aos familiares", afirmou o secretário.  
 
Foto:Ive Rylo/Rede Amazônica
 


A briga foi confirmada pela Seap às 12h30 (horário local), quando o Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para realizar a remoção de corpos, e três viaturas foram encaminhadas à unidade.


Ainda segundo o secretário de Administração Penitenciária, os crimes foram cometidos durante o horário de visitação na unidade. As vítimas foram assassinadas asfixiadas ou perfuradas com escovas de dentes. Também ressaltou que não houve reféns, agentes feridos ou fuga de detentos.


Sobre as sobre denúncias de familiares dos detentos em que policiais em helicópteros atiraram contra presos, coronel Marcus afirmou que os tiros efetuados não foram direcionados a pessoas e serviram apenas para contenção. 
     
Foto:Rickardo Marques/Rede Amazônica
 

Investigações


Ainda na coletiva, o secretário da Seap disse que uma investigação foi aberta. E enquanto durar a investigação, as visitas à unidade do Compaj estão suspensas.


"O Estado não reconhece facções. Estamos investigando o que teria motivado isso. As câmeras internas registraram todos os crimes e vamos encaminhar as informações à Justiça", afirmou.


Em nota, a Secretaria de Comunicação do Amazonas (Secom) informou que o Compaj conta com reforço de policiamento nas muralhas, nos ramais de acesso e na estrada. E que o secretário de Segurança Pública, coronel Louismar Bonates, determinou reforço em outras unidades do sistema, por medida de precaução.


Lista de mortos


Ancelmo Pereira dos Santos, 39 anos
Antonio Xavier da Silva Camargo filho, 42 anos
Cleison Silva do nascimento, 25 anos
Edney sandro Sabóia de Vasconcelos, 36 anos
Elisson de Oliveira Pena, 26 anos
Erick weslley Martins Mendes, 25 anos
Fernando dos Santos Ferreira, 27 anos
Francisco de Assis Marcelo da Silva, 34 anos
Hiel Lucas Miranda da Silva, 29 anos
Igor Peres de Oliveira, 21 anos
Leonardo Queiroz Campelo, 31 anos
Naelson Picanço de Oliveira, 32 anos
Nayan Serrão Pereira, 31 anos
Pedro Paulo Melo Xavier, 25 anos
Rodrigo Oliveira Pimentel, 29 anos


Massacre de 2017


Esta unidade do Compaj onde ocorreu a briga neste domingo (26) é a mesma onde houve uma rebelião que durou 17 horas e resultou na morte de 56 pessoas em janeiro de 2017.



TAG seapcompajrebeliao compaj manaus 2019briga compaj 15 mortos