Esportes

Mulheres fazem história na Justiça Desportiva do Amazonas

Em 50 anos de história, mulheres assumem pela primeira vez a presidência e vice-presidência de uma comissão disciplinar do TJD; conheça

Gabriel Seixas e Amarildo Silva


MANAUS - Ana Cláudia Vieiralves e Suzy Ribeiro já escreveram seus nomes na história do Tribunal de Justiça Desportiva do Amazonas. Elas tornaram-se as primeiras mulheres a assumirem a presidência e vice-presidência, respectivamente, de uma comissão disciplinar do TJD-AM em 50 anos de atividade. Ana Cláudia e Suzy compõem a segunda comissão disciplinar do órgão, que ainda conta com outras duas mulheres: a secretária Naira Victor e a procuradora Adriane Magalhães.
Naira Victor, Ana Cláudia Vieiralves e Suzy Ribeiro: três das quatro mulheres da 2ª Comissão Disciplinar do TJD-AM. Foto: Antônio Assis/FAF
Em entrevista à rádio CBN Amazônia, Ana Cláudia Vieiralves comemorou a oportunidade e destacou o pioneirismo de sua comissão na história do tribunal. "Devemos agradecer a oportunidade que o Dr. Edson [Rosas, presidente do TJD-AM] deu a nós. Somos pioneiras porque nunca uma mulher havia assumido a presidência do tribunal. Estamos engajadas e bem animadas para contribuir no que for preciso".
A vice-presidente da comissão, Suzy Ribeiro, disse em entrevista recente ao canal Amazon Sat que o desafio do cargo vai além do pioneirismo. "Independente de sermos mulheres, nós somos operadoras do direito e, consequentemente, estamos bem informadas e temos condições de aplicar o direito no caso prático", observou.
O primeiro julgamento da 2ª Comissão Disciplinar aconteceu na última sexta-feira (4), na Escola Superior de Advocacia (ESA) do Amazonas. Este também foi o segundo julgamento da nova composição do TJD, presidido por Edson Rosas e vice-presidido por Maria Benigno.
Ainda neste ano, o tribunal deverá ter sede própria, localizada no bairro Vieiralves. Ana Cláudia enalteceu a 'independência' do TJD, que antes ficava na sede da Federação Amazonense de Futebol (FAF). "Nos sentimos mais à vontade. A Justiça, não apenas desportiva, precisa trabalhar de forma individualizada, sem nenhum tipo de interferência", ponderou.
O TJD-AM não julgava nenhum processo desde 2014. Segundo o presidente da Comissão Estadual de Arbitragem do Amazonas (CEAF), Wladimir Bastos, o tribunal funcionava de forma irregular há oito anos. Por conta disso, muitos processos que seriam encaminhados ao tribunal acabaram prescrevendo - ou seja, perderam efeito por passarem do prazo.
Ana Cláudia Vieiralves e Suzy Ribeiro já fizeram história no TJD-AM. Foto: Antônio Assis/FAF
Apesar disto, Ana Cláudia garantiu que a procuradoria vai recorrer para que todos os processos pendentes sejam julgados. "Como o prazo [de prescrição] só inicia com a apresentação da súmula ao tribunal, a procuradoria vai alegar que a FAF só repassou em novembro. Vamos recorrer para que esses processos sejam retomados e que os envolvidos sejam penalizados da maneira adequada", garantiu.
A nova fase do TJD-AM, agora também liderado por mulheres, carrega justamente o lema de combater a impunidade. "Todos que fazem parte do esporte, seja jogador, árbitro ou dirigente, vão ter que adotar outro tipo de comportamento para que os torcedores se sintam seguros de assistir aos jogos. Nós também mandaremos um procurador aos jogos para fiscalizar e, no momento do julgamento, ser mais uma prova produzida pelo tribunal".

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Mulheres fazem história na Justiça Desportiva do Amazonas

Em 50 anos de história, mulheres assumem pela primeira vez a presidência e vice-presidência de uma comissão disciplinar do TJD; conheça

Gabriel Seixas e Amarildo Silva


MANAUS - Ana Cláudia Vieiralves e Suzy Ribeiro já escreveram seus nomes na história do Tribunal de Justiça Desportiva do Amazonas. Elas tornaram-se as primeiras mulheres a assumirem a presidência e vice-presidência, respectivamente, de uma comissão disciplinar do TJD-AM em 50 anos de atividade. Ana Cláudia e Suzy compõem a segunda comissão disciplinar do órgão, que ainda conta com outras duas mulheres: a secretária Naira Victor e a procuradora Adriane Magalhães.
Naira Victor, Ana Cláudia Vieiralves e Suzy Ribeiro: três das quatro mulheres da 2ª Comissão Disciplinar do TJD-AM. Foto: Antônio Assis/FAF
Em entrevista à rádio CBN Amazônia, Ana Cláudia Vieiralves comemorou a oportunidade e destacou o pioneirismo de sua comissão na história do tribunal. "Devemos agradecer a oportunidade que o Dr. Edson [Rosas, presidente do TJD-AM] deu a nós. Somos pioneiras porque nunca uma mulher havia assumido a presidência do tribunal. Estamos engajadas e bem animadas para contribuir no que for preciso".
A vice-presidente da comissão, Suzy Ribeiro, disse em entrevista recente ao canal Amazon Sat que o desafio do cargo vai além do pioneirismo. "Independente de sermos mulheres, nós somos operadoras do direito e, consequentemente, estamos bem informadas e temos condições de aplicar o direito no caso prático", observou.
O primeiro julgamento da 2ª Comissão Disciplinar aconteceu na última sexta-feira (4), na Escola Superior de Advocacia (ESA) do Amazonas. Este também foi o segundo julgamento da nova composição do TJD, presidido por Edson Rosas e vice-presidido por Maria Benigno.
Ainda neste ano, o tribunal deverá ter sede própria, localizada no bairro Vieiralves. Ana Cláudia enalteceu a 'independência' do TJD, que antes ficava na sede da Federação Amazonense de Futebol (FAF). "Nos sentimos mais à vontade. A Justiça, não apenas desportiva, precisa trabalhar de forma individualizada, sem nenhum tipo de interferência", ponderou.
O TJD-AM não julgava nenhum processo desde 2014. Segundo o presidente da Comissão Estadual de Arbitragem do Amazonas (CEAF), Wladimir Bastos, o tribunal funcionava de forma irregular há oito anos. Por conta disso, muitos processos que seriam encaminhados ao tribunal acabaram prescrevendo - ou seja, perderam efeito por passarem do prazo.
Ana Cláudia Vieiralves e Suzy Ribeiro já fizeram história no TJD-AM. Foto: Antônio Assis/FAF
Apesar disto, Ana Cláudia garantiu que a procuradoria vai recorrer para que todos os processos pendentes sejam julgados. "Como o prazo [de prescrição] só inicia com a apresentação da súmula ao tribunal, a procuradoria vai alegar que a FAF só repassou em novembro. Vamos recorrer para que esses processos sejam retomados e que os envolvidos sejam penalizados da maneira adequada", garantiu.
A nova fase do TJD-AM, agora também liderado por mulheres, carrega justamente o lema de combater a impunidade. "Todos que fazem parte do esporte, seja jogador, árbitro ou dirigente, vão ter que adotar outro tipo de comportamento para que os torcedores se sintam seguros de assistir aos jogos. Nós também mandaremos um procurador aos jogos para fiscalizar e, no momento do julgamento, ser mais uma prova produzida pelo tribunal".

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