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Morales afirma que políticas não mudam independente de resultado do referendo

Presidente da Bolívia disse que continuará com as políticas adotadas desde seu primeiro mandato, em 2006; terceiro mandato termina em 2020

Portal Amazônia, com informações da Agência Brasil


Foto: Antônio Cruz/Agência BrasilBRASÍLIA - O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou hoje (22) que vai continuar com as políticas adotadas desde seu primeiro mandato, em 2006. Morales disse que seguirá a mesma base mesmo se for derrotado no referendo deste domingo (21), quando 6,5 milhões de eleitores bolivianos foram às urnas para votar uma mudança constitucional que permitiria a Morales disputar o quarto mandato presidencial consecutivo em 2019. O terceiro mandato de Evo Morales termina em 2020.Pesquisas de boca de urna de duas consultorias privadas dão vitória à oposição, mas Evo Morales pediu aos bolivianos que esperassem “serenamente” os resultados oficiais. Segundo o presidente, quando forem computadas as urnas no interior da Bolívia e no exterior – onde o governo tem apoio – o panorama pode mudar.Se a reforma for aprovada, e Morales, novamente reeleito, poderá continuar no poder até 2025. Primeiro presidente indígena da Bolívia, Morales diz que este é o tempo necessário para concluir a “revolução”. Em dez anos de governo, ele estatizou os recursos naturais, reduziu os índices de analfabetismo e de pobreza, e a economia boliviana cresceu em média 5% ao ano.Este ano, a Bolívia, a exemplo dos países vizinhos, deve sofrer o impacto da queda nos preços das commodities (produtos primários com cotação em mercados internacionais). Ainda assim, as previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) são de que o pequeno pais cresça 3,5%.Apesar de ter assumido recentemente o terceiro mandato consecutivo (transformando-se no presidente que mais tempo governou um país com histórico de instabilidade política e econômica), Morales aproveitou o cenário favorável para lançar uma campanha pelo “sim” à reforma constitucional que lhe permitiria candidatar-se às eleições de 2019. A oposição, que fez campanha pelo “não”, diz que a falta de alternância política é sinônimo de autoritarismo.A morte de seis pessoas num protesto e denúncias de que Evo Morales teria favorecido uma ex-namorada com contratos governamentais contribuíram para fortalecer os oposicionistas.Comemoração Na noite passada, mal terminou a votação, a oposição comemorou o que considera a primeira derrota de Morales em dez anos de governo. Segundo as pesquisas de boca de urna da consultoria privada Ipsos, a campanha pelo “não” obteve 52,3% dos votos, enquanto o “sim” ficou com 47,7%. Outra consultoria, Mori, dá 51% ao “não” e 49% ao “sim”. Em entrevista, o vice-presidente Álvaro García Linera, que acompanha o presidente desde a primeira eleição, disse que qualquer festejo é prematuro porque, em uma votação tão apertada, todo voto conta, e “basta um a mais” para ganhar.Segundo Linera, o atual panorama favorável à oposição pode mudar quando forem contados todos os votos das urnas vindas do interior e do exterior, onde o governo tem apoio. “Na Ásia, a oposição ganhou, mas, em países onde a presença boliviana é grande, como a Argentina e o Brasil, 80% votaram a favor [da mudança constitucional]”, disse Linera. De acordo com o vice-presidente, o mais prudente é esperar os resultados oficiais, “antes de realizar uma comemoração forçada, que pode acabar em choro”.Morales afirmou nesta segunda-feira (22) que, seja qual for o resultado, será respeitado, e as mudanças que Morales empreendeu continuarão. “Não somos apenas um governo. Somos uma revolução pacífica, democrática e cultural”, disse o presidente. “A vida continua, e nossa luta para [melhorar o país] continuará”.
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Morales afirma que políticas não mudam independente de resultado do referendo

Presidente da Bolívia disse que continuará com as políticas adotadas desde seu primeiro mandato, em 2006; terceiro mandato termina em 2020

Portal Amazônia, com informações da Agência Brasil


Foto: Antônio Cruz/Agência BrasilBRASÍLIA - O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou hoje (22) que vai continuar com as políticas adotadas desde seu primeiro mandato, em 2006. Morales disse que seguirá a mesma base mesmo se for derrotado no referendo deste domingo (21), quando 6,5 milhões de eleitores bolivianos foram às urnas para votar uma mudança constitucional que permitiria a Morales disputar o quarto mandato presidencial consecutivo em 2019. O terceiro mandato de Evo Morales termina em 2020.Pesquisas de boca de urna de duas consultorias privadas dão vitória à oposição, mas Evo Morales pediu aos bolivianos que esperassem “serenamente” os resultados oficiais. Segundo o presidente, quando forem computadas as urnas no interior da Bolívia e no exterior – onde o governo tem apoio – o panorama pode mudar.Se a reforma for aprovada, e Morales, novamente reeleito, poderá continuar no poder até 2025. Primeiro presidente indígena da Bolívia, Morales diz que este é o tempo necessário para concluir a “revolução”. Em dez anos de governo, ele estatizou os recursos naturais, reduziu os índices de analfabetismo e de pobreza, e a economia boliviana cresceu em média 5% ao ano.Este ano, a Bolívia, a exemplo dos países vizinhos, deve sofrer o impacto da queda nos preços das commodities (produtos primários com cotação em mercados internacionais). Ainda assim, as previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) são de que o pequeno pais cresça 3,5%.Apesar de ter assumido recentemente o terceiro mandato consecutivo (transformando-se no presidente que mais tempo governou um país com histórico de instabilidade política e econômica), Morales aproveitou o cenário favorável para lançar uma campanha pelo “sim” à reforma constitucional que lhe permitiria candidatar-se às eleições de 2019. A oposição, que fez campanha pelo “não”, diz que a falta de alternância política é sinônimo de autoritarismo.A morte de seis pessoas num protesto e denúncias de que Evo Morales teria favorecido uma ex-namorada com contratos governamentais contribuíram para fortalecer os oposicionistas.Comemoração Na noite passada, mal terminou a votação, a oposição comemorou o que considera a primeira derrota de Morales em dez anos de governo. Segundo as pesquisas de boca de urna da consultoria privada Ipsos, a campanha pelo “não” obteve 52,3% dos votos, enquanto o “sim” ficou com 47,7%. Outra consultoria, Mori, dá 51% ao “não” e 49% ao “sim”. Em entrevista, o vice-presidente Álvaro García Linera, que acompanha o presidente desde a primeira eleição, disse que qualquer festejo é prematuro porque, em uma votação tão apertada, todo voto conta, e “basta um a mais” para ganhar.Segundo Linera, o atual panorama favorável à oposição pode mudar quando forem contados todos os votos das urnas vindas do interior e do exterior, onde o governo tem apoio. “Na Ásia, a oposição ganhou, mas, em países onde a presença boliviana é grande, como a Argentina e o Brasil, 80% votaram a favor [da mudança constitucional]”, disse Linera. De acordo com o vice-presidente, o mais prudente é esperar os resultados oficiais, “antes de realizar uma comemoração forçada, que pode acabar em choro”.Morales afirmou nesta segunda-feira (22) que, seja qual for o resultado, será respeitado, e as mudanças que Morales empreendeu continuarão. “Não somos apenas um governo. Somos uma revolução pacífica, democrática e cultural”, disse o presidente. “A vida continua, e nossa luta para [melhorar o país] continuará”.

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