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Mais de 1,5 mil famílias produtoras do AM têm aumento de renda com apoio do Fundo Amazônia

Dezessete iniciativas produtivas desenvolvidas em 122 comunidades e quatro sedes de município alcançaram melhorias em infraestrutura, geração de renda e empoderamento comunitário

Portal Amazônia, com informações da FAS

jornalismo@portalamazonia.com


A construção de uma unidade de beneficiamento de pirarucu e a aquisição de um barco pesqueiro para um grupo de pescadores da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) de Mamirauá, em Fonte Boa, a 678 quilômetros de Manaus, mudou a vida de 84 famílias que vivem da pesca na sede daquele município. Com a própria embarcação e um local para armazenar o pescado, os trabalhadores não precisam mais usar serviços de atravessadores para que a mercadoria chegue até os comércios de Manaus. Eles mesmos fazem isso e, assim, conseguiram aumentar o lucro com o manejo do pirarucu.

 

“Um dos piores gargalos era a falta de barco para armazenar o peixe e trazer para a cidade. Nem todo mundo tem condições de ter um barco pesqueiro seu e era preciso, às vezes, alugar uma embarcação para levar para lá e o custo era muito alto. Outra opção era negociar com um atravessador na ‘boca’ do lago (Lago de Mamirauá). Lá se vendia o peixe a R$ 3 o quilo. Dos dois jeitos havia prejuízo”, explica o Aberlan Matos, da Associação de Pescadores e Pescadoras Profissionais de Fonte Boa. “Agora, com o nosso próprio barco e a nossa unidade de beneficiamento, não há mais essa despesa. Desde ano passado estamos vendendo o quilo a R$ 5,50”.

 

Foto: Divulgação/FAS

O lucro na renda para os pescadores da RDS Mamirauá com a aquisição do barco e a unidade de beneficiamento é um dos resultados alcançados por meio do Edital Floresta em Pé, uma chamada pública desenvolvida pela Fundação Amazonas Sustentável com recursos do Fundo Amazônia/BNDES, e que foram divulgados nesta quarta-feira (11) durante o III Seminário de Boas Práticas do Edital Floresta em Pé, realizado na sede da FAS, em Manaus, com a participação de extrativistas, pescadores, agricultores, artesãos e empreendedores de turismo de diversas regiões do Amazonas.

 

Ao todo, 17 inciativas produtivas desenvolvidas no Estado receberam apoio e assistência técnica do Edital Floresta em Pé, com recursos totais de R$ 2,5 milhões oriundos do Fundo Amazônia/BNDES. Nos projetos para aquisição do barco e unidade de beneficiamento dos pescadores do Mamirauá, por exemplo, foram repassados R$ 300 mil à associação de trabalhadores de Fonte Boa. Outras 15 iniciativas receberam incentivos que giram entre R$ 100 a R$ 150 mil cada, como a construção de uma pousada na RDS do Uatumã, em Itapiranga, forte região do ecoturismo; a reforma de uma usina de castanha na RDS Piagaçu-Purus, em Beruri; e a construção de casas de farinha higiênicas na Floresta Nacional (Flona) de Tefé.

 

Na região do Alto Rio Negro, na cidade de São Gabriel da Cachoeira, um grupo de artesãs indígenas também recebeu apoio do Edital Floresta em Pé. A loja física para venda do artesanato foi completamente reformada e um site está sendo criado para a comercialização dos produtos via internet, tudo sob um aporte de R$ 149,930. “Todo indígena sabe fazer artesanato. A maioria parou de produzir porque não tinha onde vender. Se produzirem em casa, de forma autônoma, não conseguem vender. Hoje, como associação, a gente ajuda e facilita a comercialização. Com a nova mobília da loja e a criação do site poderemos vender para todo o Brasil”, ressaltou Janete Tariano, do distrito indígena Oeretê. “Agora temos desde número de telefone a local de armazenamento. Já sentimos a diferença. Além disso também recebemos capacitações e palestras sobre negócios”.

 

Metodologia inovadora

 

A coordenadora do Edital Floresta em Pé, Mickela Souza, enfatiza os resultados positivos alcançados pelas iniciativas produtivas. “Tivemos 17 projetos, alguns com resultados mais significativos e outros que vão dar resultado a partir do fim desse ano em virtude dos períodos de safra e de produção, como o guaraná e o açaí, mas é perceptível ver que deu certo. Além das perspectivas de retorno financeiro, temos um fato concreto que é a semente do conhecimento e do empoderamento comunitário. A partir de agora, após a ajuda e os cursos que receberam, eles vão potencializar seus negócios e elencar novas metas”, disse.

 

Foto: Divulgação/FAS

A execução dos 17 projetos do Edital Floresta em Pé encerra neste mês de setembro. Até o momento, a média do faturamento real e expectativas entre todas as iniciativas gira em torno de R$ 484 mil. Ao todo, os 17 arranjos produtivos beneficiam 1509 famílias, um total de 6036 pessoas espalhadas em 122 comunidades ribeirinhas e indígenas, situadas dentro e fora de Unidades de Conservação (UC), e também em associações localizadas em quatro sedes dos municípios. Para receberem financiamento, todos passaram por uma rigorosa seleção entre mais de 180 iniciativas inscritas que abarcavam 36 municípios amazonenses.

 

“O Edital Floresta em Pé permitiu desenvolvermos uma metodologia de gestão de projetos voltada para valorização da floresta em pé que se mostrou muito exitosa. Essa metodologia foi lapida a partir da experiência não só da FAS, mas também de outras instituições, e conseguimos inovar em vários aspectos. Os cursos e as várias etapas do ciclo, o processo de capacitação dos empreendedores, e depois a assistência técnica”, concluiu o superintendente-geral da FAS, Virgílio Viana. “Entre os resultados concretos temos aumento de renda e, consequentemente, incentivo à conservação da floresta e a redução do desmatamento. É uma receita de bolo que nos anima a replicar”.

 

Seminário de Boas Práticas

 

Os resultados dos 17 projetos do Edital Floresta em Pé foram divulgados no seminário, que contou com a presença não só dos representantes das iniciativas, mas também as secretarias de Meio Ambiente (Sema), Produção Rural (Sepror) e Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti), o Bradesco, a Banco da Amazônia (Basa), o Fundo de Promoção Social (FPS), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS), a Agência de Fomento do Amazonas (Afeam), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam), o Sebrae e o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam).

 

Foto: Divulgação/FAS

Edital Floresta em Pé

 

O Edital Floresta em Pé é uma chamada pública desenvolvida por meio de uma parceria entre a FAS e o Fundo Amazônia/BNDES para incentivar arranjos produtivos sustentáveis em comunidades ribeirinhas, fortalecendo o empreendedorismo de base comunitária, a conservação ambiental e modelos inovadores de desenvolvimento. Além dos recursos financeiros, o Edital Floresta em Pé fornece assistência técnica em gestão, treinamentos em elaboração e gerenciamento de projetos.

 

Sobre a FAS

 

A Fundação Amazonas Sustentável (FAS) é uma organização brasileira não governamental sem fins lucrativos com objetivo de promover ações de conservação ambiental, desenvolvimento sustentável e melhoria de qualidade de vida de populações tradicionais que vivem em Unidades de Conservação, em cooperação estratégica com a Sema e apoio do Fundo Amazônia, Samsung, Bradesco e Coca-Cola Brasil.

 

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Mais de 1,5 mil famílias produtoras do AM têm aumento de renda com apoio do Fundo Amazônia

Dezessete iniciativas produtivas desenvolvidas em 122 comunidades e quatro sedes de município alcançaram melhorias em infraestrutura, geração de renda e empoderamento comunitário

Portal Amazônia, com informações da FAS

jornalismo@portalamazonia.com


A construção de uma unidade de beneficiamento de pirarucu e a aquisição de um barco pesqueiro para um grupo de pescadores da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) de Mamirauá, em Fonte Boa, a 678 quilômetros de Manaus, mudou a vida de 84 famílias que vivem da pesca na sede daquele município. Com a própria embarcação e um local para armazenar o pescado, os trabalhadores não precisam mais usar serviços de atravessadores para que a mercadoria chegue até os comércios de Manaus. Eles mesmos fazem isso e, assim, conseguiram aumentar o lucro com o manejo do pirarucu.

 

“Um dos piores gargalos era a falta de barco para armazenar o peixe e trazer para a cidade. Nem todo mundo tem condições de ter um barco pesqueiro seu e era preciso, às vezes, alugar uma embarcação para levar para lá e o custo era muito alto. Outra opção era negociar com um atravessador na ‘boca’ do lago (Lago de Mamirauá). Lá se vendia o peixe a R$ 3 o quilo. Dos dois jeitos havia prejuízo”, explica o Aberlan Matos, da Associação de Pescadores e Pescadoras Profissionais de Fonte Boa. “Agora, com o nosso próprio barco e a nossa unidade de beneficiamento, não há mais essa despesa. Desde ano passado estamos vendendo o quilo a R$ 5,50”.

 

Foto: Divulgação/FAS

O lucro na renda para os pescadores da RDS Mamirauá com a aquisição do barco e a unidade de beneficiamento é um dos resultados alcançados por meio do Edital Floresta em Pé, uma chamada pública desenvolvida pela Fundação Amazonas Sustentável com recursos do Fundo Amazônia/BNDES, e que foram divulgados nesta quarta-feira (11) durante o III Seminário de Boas Práticas do Edital Floresta em Pé, realizado na sede da FAS, em Manaus, com a participação de extrativistas, pescadores, agricultores, artesãos e empreendedores de turismo de diversas regiões do Amazonas.

 

Ao todo, 17 inciativas produtivas desenvolvidas no Estado receberam apoio e assistência técnica do Edital Floresta em Pé, com recursos totais de R$ 2,5 milhões oriundos do Fundo Amazônia/BNDES. Nos projetos para aquisição do barco e unidade de beneficiamento dos pescadores do Mamirauá, por exemplo, foram repassados R$ 300 mil à associação de trabalhadores de Fonte Boa. Outras 15 iniciativas receberam incentivos que giram entre R$ 100 a R$ 150 mil cada, como a construção de uma pousada na RDS do Uatumã, em Itapiranga, forte região do ecoturismo; a reforma de uma usina de castanha na RDS Piagaçu-Purus, em Beruri; e a construção de casas de farinha higiênicas na Floresta Nacional (Flona) de Tefé.

 

Na região do Alto Rio Negro, na cidade de São Gabriel da Cachoeira, um grupo de artesãs indígenas também recebeu apoio do Edital Floresta em Pé. A loja física para venda do artesanato foi completamente reformada e um site está sendo criado para a comercialização dos produtos via internet, tudo sob um aporte de R$ 149,930. “Todo indígena sabe fazer artesanato. A maioria parou de produzir porque não tinha onde vender. Se produzirem em casa, de forma autônoma, não conseguem vender. Hoje, como associação, a gente ajuda e facilita a comercialização. Com a nova mobília da loja e a criação do site poderemos vender para todo o Brasil”, ressaltou Janete Tariano, do distrito indígena Oeretê. “Agora temos desde número de telefone a local de armazenamento. Já sentimos a diferença. Além disso também recebemos capacitações e palestras sobre negócios”.

 

Metodologia inovadora

 

A coordenadora do Edital Floresta em Pé, Mickela Souza, enfatiza os resultados positivos alcançados pelas iniciativas produtivas. “Tivemos 17 projetos, alguns com resultados mais significativos e outros que vão dar resultado a partir do fim desse ano em virtude dos períodos de safra e de produção, como o guaraná e o açaí, mas é perceptível ver que deu certo. Além das perspectivas de retorno financeiro, temos um fato concreto que é a semente do conhecimento e do empoderamento comunitário. A partir de agora, após a ajuda e os cursos que receberam, eles vão potencializar seus negócios e elencar novas metas”, disse.

 

Foto: Divulgação/FAS

A execução dos 17 projetos do Edital Floresta em Pé encerra neste mês de setembro. Até o momento, a média do faturamento real e expectativas entre todas as iniciativas gira em torno de R$ 484 mil. Ao todo, os 17 arranjos produtivos beneficiam 1509 famílias, um total de 6036 pessoas espalhadas em 122 comunidades ribeirinhas e indígenas, situadas dentro e fora de Unidades de Conservação (UC), e também em associações localizadas em quatro sedes dos municípios. Para receberem financiamento, todos passaram por uma rigorosa seleção entre mais de 180 iniciativas inscritas que abarcavam 36 municípios amazonenses.

 

“O Edital Floresta em Pé permitiu desenvolvermos uma metodologia de gestão de projetos voltada para valorização da floresta em pé que se mostrou muito exitosa. Essa metodologia foi lapida a partir da experiência não só da FAS, mas também de outras instituições, e conseguimos inovar em vários aspectos. Os cursos e as várias etapas do ciclo, o processo de capacitação dos empreendedores, e depois a assistência técnica”, concluiu o superintendente-geral da FAS, Virgílio Viana. “Entre os resultados concretos temos aumento de renda e, consequentemente, incentivo à conservação da floresta e a redução do desmatamento. É uma receita de bolo que nos anima a replicar”.

 

Seminário de Boas Práticas

 

Os resultados dos 17 projetos do Edital Floresta em Pé foram divulgados no seminário, que contou com a presença não só dos representantes das iniciativas, mas também as secretarias de Meio Ambiente (Sema), Produção Rural (Sepror) e Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti), o Bradesco, a Banco da Amazônia (Basa), o Fundo de Promoção Social (FPS), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS), a Agência de Fomento do Amazonas (Afeam), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam), o Sebrae e o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam).

 

Foto: Divulgação/FAS

Edital Floresta em Pé

 

O Edital Floresta em Pé é uma chamada pública desenvolvida por meio de uma parceria entre a FAS e o Fundo Amazônia/BNDES para incentivar arranjos produtivos sustentáveis em comunidades ribeirinhas, fortalecendo o empreendedorismo de base comunitária, a conservação ambiental e modelos inovadores de desenvolvimento. Além dos recursos financeiros, o Edital Floresta em Pé fornece assistência técnica em gestão, treinamentos em elaboração e gerenciamento de projetos.

 

Sobre a FAS

 

A Fundação Amazonas Sustentável (FAS) é uma organização brasileira não governamental sem fins lucrativos com objetivo de promover ações de conservação ambiental, desenvolvimento sustentável e melhoria de qualidade de vida de populações tradicionais que vivem em Unidades de Conservação, em cooperação estratégica com a Sema e apoio do Fundo Amazônia, Samsung, Bradesco e Coca-Cola Brasil.

 


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