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Jornalistas brasileiros são presos na Venezuela

Dupla investigava denúncias de suborno por parte da construtora Odebrecht no país vizinho; Itamaraty está em contato com as autoridades venezuelanas

Redação

jornalismo@portalamazonia.com


Dois jornalistas brasileiros, Leandro Stoliar e Gilzon Souza, da RecordTV, foram detidos pelo Serviço de Inteligência venezuelano no Estado de Zulia, no norte do país, neste sábado (11). Segundo informações do O Globo e da Folha, eles investigam denúncias de suborno por parte da construtora Odebrecht na Venezuela. A ONG Transparência Venezuela avisou sobre o caso. Os jornalistas foram liberados após quase 10 horas, já na madrugada deste domingo (12).

"A comissão do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) os deteve e os acompanhou até sua sede em Maracaibo para ter uma entrevista. Ao chegar, tiraram seus telefones celulares. A Transparência Venezuela exige sua libertação", afirmou a ONG em comunicado.

De acordo com reportagem da Folha, a organização relatou que os repórteres coletavam informações sobre uma ponte construída pela empreiteira brasileira no lago de Maracaibo, em Zulia. Dois ativistas venezuelanos que acompanhavam os jornalistas também foram presos. Segundo declaração do ex-presidente da companhia Marcelo Odebrecht, atualmente preso, a Odebrecht pagou subornos na Venezuela que chegaram a US$ 98 milhões, ficando atrás apenas do Brasil. 
   
Construção de ponte no lago Maracaibo faz parte da investigação. Foto: Reprodução/Shutterstock
 
Segundo O Globo, a emissora informou ter solicitado apoio do Itamaraty e da embaixada do Brasil na Venezuela para trazer os profissionais de volta. O Itamaraty confirmou que foi acionado pela emissora e disse que desde o início da tarde deste sábado (11) estava em contato com as autoridades venezuelanas para obter a liberação dos jornalistas. O Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa da Venezuela lamentou a detenção dos jornalistas brasileiros e exigiu sua soltura.

Libertação 

Os jornalistas, após quase 10 horas detidos, foram liberados já na madrugada deste domingo (12), segundo a Agência Efe. De acordo com informações da agência, a equipe teve os celulares e o material de gravação recolhido pelas autoridades.

Segundo a assessoria de imprensa da Record, os dois devem ser levados ainda neste domingo para a capital do país, Caracas, em um voo da polícia. De lá, a dupla volta para o Brasil. Não há informações sobre o que ocorreu durante a detenção, nem se os equipamentos dos profissionais foram devolvidos. 
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Jornalistas brasileiros são presos na Venezuela

Dupla investigava denúncias de suborno por parte da construtora Odebrecht no país vizinho; Itamaraty está em contato com as autoridades venezuelanas


Dois jornalistas brasileiros, Leandro Stoliar e Gilzon Souza, da RecordTV, foram detidos pelo Serviço de Inteligência venezuelano no Estado de Zulia, no norte do país, neste sábado (11). Segundo informações do O Globo e da Folha, eles investigam denúncias de suborno por parte da construtora Odebrecht na Venezuela. A ONG Transparência Venezuela avisou sobre o caso. Os jornalistas foram liberados após quase 10 horas, já na madrugada deste domingo (12).

"A comissão do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) os deteve e os acompanhou até sua sede em Maracaibo para ter uma entrevista. Ao chegar, tiraram seus telefones celulares. A Transparência Venezuela exige sua libertação", afirmou a ONG em comunicado.

De acordo com reportagem da Folha, a organização relatou que os repórteres coletavam informações sobre uma ponte construída pela empreiteira brasileira no lago de Maracaibo, em Zulia. Dois ativistas venezuelanos que acompanhavam os jornalistas também foram presos. Segundo declaração do ex-presidente da companhia Marcelo Odebrecht, atualmente preso, a Odebrecht pagou subornos na Venezuela que chegaram a US$ 98 milhões, ficando atrás apenas do Brasil. 
   
Construção de ponte no lago Maracaibo faz parte da investigação. Foto: Reprodução/Shutterstock
 
Segundo O Globo, a emissora informou ter solicitado apoio do Itamaraty e da embaixada do Brasil na Venezuela para trazer os profissionais de volta. O Itamaraty confirmou que foi acionado pela emissora e disse que desde o início da tarde deste sábado (11) estava em contato com as autoridades venezuelanas para obter a liberação dos jornalistas. O Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa da Venezuela lamentou a detenção dos jornalistas brasileiros e exigiu sua soltura.

Libertação 

Os jornalistas, após quase 10 horas detidos, foram liberados já na madrugada deste domingo (12), segundo a Agência Efe. De acordo com informações da agência, a equipe teve os celulares e o material de gravação recolhido pelas autoridades.

Segundo a assessoria de imprensa da Record, os dois devem ser levados ainda neste domingo para a capital do país, Caracas, em um voo da polícia. De lá, a dupla volta para o Brasil. Não há informações sobre o que ocorreu durante a detenção, nem se os equipamentos dos profissionais foram devolvidos. 

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