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Isolamento de comunidades no interior do AM compromete tratamento da hanseníase

A transmissão da hanseníase ocorre pelo contato prolongado com fluidos das vias aéreas superiores, como espirro e tosse de uma pessoa doente sem tratamento

Portal Amazônia, com informações da Agência do Rádio Mais

jornalismo@portalamazonia.com


A falta de conhecimento sobre a hanseníase ainda gera enormes preconceitos. O que pouca gente é que um simples abraço ou toque não transmite a doença. A transmissão da hanseníase ocorre pelo contato prolongado com fluidos das vias aéreas superiores, como gotículas de espirro e tosse de uma pessoa doente sem tratamento. Em 1962, com apenas oito anos, Pedro Borges, morador de Manaus, foi diagnosticado com a doença. Ele afirma que já naquele tempo o preconceito era um obstáculo, justamente pela falta de conhecimento da população.

 

“Na época era bem maior, era bem mais (preconceito) em consequência da não divulgação de que a hanseníase tinha cura, hoje em dia todo mundo já sabe, e que é uma doença que não é transmitida pelo abraço, não é pelo aperto (de mão), mas sim por vias aéreas, através de espirro, através de ambiente fechado, com convivência prologada, mas ainda falta muito conhecimento, ainda existe muito preconceito.”

 

Foto: Divulgação

A falta ou abandono do tratamento pode causar danos graves aos nervos e até deformidades nos membros. No caso de Pedro, quando ele foi diagnosticado, a doença já estava em estágio avançado, e, por isso, até hoje convive com sequelas físicas. 

 

O enfermeiro e coordenador do Programa de Hanseníase da Secretaria de Saúde do Amazonas, José Yranir, lembra que a hanseníase tem cura e que o paciente que contrai a doença precisa buscar ajuda o quanto antes e fazer o tratamento corretamente.

 

“Ainda hoje, uma vez ou outra, no interior do estado, a gente consegue ver ainda alguns pacientes que estão desenvolvendo mutilações, desenvolvendo sequelas. Por que eles ficam lá no interior tratando e desenvolvem uma forma neural e não procuram a cidade, não procuram um especialista para tratar e aí eles correm risco de ser mutilado. Mas a hanseníase hoje tem cura, tem tratamento, hoje só fica mutilado quem realmente não procura tratamento, porque todos os recursos para o paciente não correr risco nenhum de ficar mutilado, nós temos hoje.”

 

Por isso, o importante mesmo é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha que tenha a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. 

 

Quanto mais cedo o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Então, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse saude.gov.br/hanseniase.

 

Saúde

Isolamento de comunidades no interior do AM compromete tratamento da hanseníase

A transmissão da hanseníase ocorre pelo contato prolongado com fluidos das vias aéreas superiores, como espirro e tosse de uma pessoa doente sem tratamento

Portal Amazônia, com informações da Agência do Rádio Mais

jornalismo@portalamazonia.com


A falta de conhecimento sobre a hanseníase ainda gera enormes preconceitos. O que pouca gente é que um simples abraço ou toque não transmite a doença. A transmissão da hanseníase ocorre pelo contato prolongado com fluidos das vias aéreas superiores, como gotículas de espirro e tosse de uma pessoa doente sem tratamento. Em 1962, com apenas oito anos, Pedro Borges, morador de Manaus, foi diagnosticado com a doença. Ele afirma que já naquele tempo o preconceito era um obstáculo, justamente pela falta de conhecimento da população.

 

“Na época era bem maior, era bem mais (preconceito) em consequência da não divulgação de que a hanseníase tinha cura, hoje em dia todo mundo já sabe, e que é uma doença que não é transmitida pelo abraço, não é pelo aperto (de mão), mas sim por vias aéreas, através de espirro, através de ambiente fechado, com convivência prologada, mas ainda falta muito conhecimento, ainda existe muito preconceito.”

 

Foto: Divulgação

A falta ou abandono do tratamento pode causar danos graves aos nervos e até deformidades nos membros. No caso de Pedro, quando ele foi diagnosticado, a doença já estava em estágio avançado, e, por isso, até hoje convive com sequelas físicas. 

 

O enfermeiro e coordenador do Programa de Hanseníase da Secretaria de Saúde do Amazonas, José Yranir, lembra que a hanseníase tem cura e que o paciente que contrai a doença precisa buscar ajuda o quanto antes e fazer o tratamento corretamente.

 

“Ainda hoje, uma vez ou outra, no interior do estado, a gente consegue ver ainda alguns pacientes que estão desenvolvendo mutilações, desenvolvendo sequelas. Por que eles ficam lá no interior tratando e desenvolvem uma forma neural e não procuram a cidade, não procuram um especialista para tratar e aí eles correm risco de ser mutilado. Mas a hanseníase hoje tem cura, tem tratamento, hoje só fica mutilado quem realmente não procura tratamento, porque todos os recursos para o paciente não correr risco nenhum de ficar mutilado, nós temos hoje.”

 

Por isso, o importante mesmo é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha que tenha a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. 

 

Quanto mais cedo o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Então, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse saude.gov.br/hanseniase.

 


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