Cidades

Índio baleado em confronto com funcionários da Funai está na UTI

O índio Cleomar Thearin foi ferido por um tiro no abdômen e teve que ser submetido a uma cirurgia no intestino


Funcionários do Polo Base de Saúde Indígena de Juína (MT) informaram, nesta segunda-feira (15), que o índio baleado durante um suposto confronto entre indígenas e funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai), na última quarta-feira (10), continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital particular São Lucas, em Juína, a cerca de 740 quilômetros da capital do estado, Cuiabá.

Segundo o enfermeiro que responde pelo Polo Base, Wellington Rocha dos Santos, o índio Cleomar Thearin foi ferido por um tiro no abdômen e teve que ser submetido a uma cirurgia no intestino, motivo pelo qual está usando uma bolsa de colostomia para coleta de material fecal.


   
Foto: Reprodução/Shutterstock
 

Já o assistente social que acompanha o atendimento médico informou à Agência Brasil que o estado de saúde de Cleomar Thearin é considerado estável. A expectativa é de que, em breve, o índio deixe a UTI, onde está em observação.

Um índio, identificado como Erivelton Tenharim, 43 anos, morreu durante o mesmo suposto conflito na via que dá acesso à Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo, em Colniza (MT), onde vivem índios isolados com pouco ou nenhum contato com não índios.

A portaria declaratória em que o Ministério da Justiça reconhece a área de 411.844 hectares como reserva indígena e autorizou o início do trabalho de demarcação física foi publicada em abril de 2016. Cada hectare equivale a cerca de um campo de futebol oficial.

Polícia Federal


Embora a ocorrência tenha sido inicialmente atendida por policiais civis e militares, a investigação está sob os cuidados da Polícia Federal (PF), já que envolve índios.

O Ministério Público Federal (MPF) também instaurou procedimento investigatório para apurar a real intenção de índios e supostos madeireiros que, segundo testemunhas, ingressaram na Terra Indígena Kawahiva e tentaram chegar à base de proteção da Funai, responsável por impedir o acesso à área habitada por índios isolados, os Kawahiva (Tupi-Kawahib), do tronco linguístico Tupi da família Tupi-Guarani.

Em apoio à PF, a PM realizou perícia no local. As armas usadas pelos funcionários da Funai foram apreendidas e entregues à PF.

Em nota, a Fundação Nacional do Índio informou que “está acompanhando de perto, junto às forças policiais, o que, ao que tudo indica, parece ter sido um ataque feito por indígenas aos servidores da Funai, na Base de Proteção Etnoambiental localizada na Terra Indígena Kawahiwa do Rio Pardo, onde há presença confirmada de índios isolados”.

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Índio baleado em confronto com funcionários da Funai está na UTI

O índio Cleomar Thearin foi ferido por um tiro no abdômen e teve que ser submetido a uma cirurgia no intestino

Redação

jornalismo@portalamazonia.com


Funcionários do Polo Base de Saúde Indígena de Juína (MT) informaram, nesta segunda-feira (15), que o índio baleado durante um suposto confronto entre indígenas e funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai), na última quarta-feira (10), continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital particular São Lucas, em Juína, a cerca de 740 quilômetros da capital do estado, Cuiabá.

Segundo o enfermeiro que responde pelo Polo Base, Wellington Rocha dos Santos, o índio Cleomar Thearin foi ferido por um tiro no abdômen e teve que ser submetido a uma cirurgia no intestino, motivo pelo qual está usando uma bolsa de colostomia para coleta de material fecal.


   
Foto: Reprodução/Shutterstock
 

Já o assistente social que acompanha o atendimento médico informou à Agência Brasil que o estado de saúde de Cleomar Thearin é considerado estável. A expectativa é de que, em breve, o índio deixe a UTI, onde está em observação.

Um índio, identificado como Erivelton Tenharim, 43 anos, morreu durante o mesmo suposto conflito na via que dá acesso à Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo, em Colniza (MT), onde vivem índios isolados com pouco ou nenhum contato com não índios.

A portaria declaratória em que o Ministério da Justiça reconhece a área de 411.844 hectares como reserva indígena e autorizou o início do trabalho de demarcação física foi publicada em abril de 2016. Cada hectare equivale a cerca de um campo de futebol oficial.

Polícia Federal


Embora a ocorrência tenha sido inicialmente atendida por policiais civis e militares, a investigação está sob os cuidados da Polícia Federal (PF), já que envolve índios.

O Ministério Público Federal (MPF) também instaurou procedimento investigatório para apurar a real intenção de índios e supostos madeireiros que, segundo testemunhas, ingressaram na Terra Indígena Kawahiva e tentaram chegar à base de proteção da Funai, responsável por impedir o acesso à área habitada por índios isolados, os Kawahiva (Tupi-Kawahib), do tronco linguístico Tupi da família Tupi-Guarani.

Em apoio à PF, a PM realizou perícia no local. As armas usadas pelos funcionários da Funai foram apreendidas e entregues à PF.

Em nota, a Fundação Nacional do Índio informou que “está acompanhando de perto, junto às forças policiais, o que, ao que tudo indica, parece ter sido um ataque feito por indígenas aos servidores da Funai, na Base de Proteção Etnoambiental localizada na Terra Indígena Kawahiwa do Rio Pardo, onde há presença confirmada de índios isolados”.

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