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Indígenas debatem plano de salvaguarda do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro, no AM

Lideranças indígenas vão se reunir, nos dias 22 e 23 de julho, no município de São Gabriel da Cachoeira (AM)

Portal Amazônia, com informações do Iphan

jornalismo@portalamazonia.com


Lideranças indígenas vão se reunir, nos dias 22 e 23 de julho, no município de São Gabriel da Cachoeira (AM), durante o encontro anual do Conselho da Roça, uma das ações de Salvaguarda do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro (SAT), bem registrado em 2010 como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).


O SAT é a forma particular e tradicional da agricultura desenvolvida na região do Rio Negro, o que inclui um conjunto de saberes e expressões como o manejo plantas e cultura material associada. O Conselho debaterá ações que estão sendo realizadas para a preservação do sistema no decorrer do ano. 



Localizado na região do Alto e Médio Rio Negro, o SAT é desenvolvido nos municípios de São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos, no estado do Amazonas. O bem registrado está relacionado a povos Tukano, Tesena, Kubeo, Pira-Tapuya, Aruak, Baniwa e Baré, dentre outros, que são detentores de uma diversidade de processos em várias escalas: ecológicas, biológicas, socioculturais e temporais, aplicadas a ecossistemas, plantas, conceitos e saberes.



Nas três localidades estudadas, por exemplo, foram levantadas 300 espécies cultivadas, sendo 100 delas variedades de mandioca – elemento central do SAT. Atividades que impactam a vida produtiva, mas também simbólica da região: a agricultura tem relação direta com benzimentos e rezas da comunidade.

       
Foto: Divulgação / Iphan
 
 

“A roça é parte da vida dos povos indígenas do Rio Negro. A importância geral é essa: faz parte da nossa vida. É uma coisa que traz nosso bem viver, comer produtos originais, sem agrotóxico, sem química. Por isso, é importante a valorização”, explica o representante da Associação dos Indígenas de Barcelos, Cleidinaldo dos Santos Soares, que pertence ao povo Lanawa, cuja população totaliza 70 famílias. “Vai ter debate sobre o papel da mulher no sistema agrícola. Qual a importância? Porque a mulher é fundamental nos sistemas agrícolas, na roça, para ter cuidado com as plantas. Também é uma forma de valorizar as mulheres.”



A programação da reunião inclui, ainda, debates sobre associativismo para a sustentabilidade do SAT. Haverá grupo de trabalho que vai abordar medidas de promoção para a cadeia da mandioca e seus derivados, projetos realizados por jovens indígenas e palestra de elaboração e gestão de projetos voltados para criação de centros de referência cultural. A publicação impressa do dossiê de registro, produzido pelo Iphan, também será entregue às comunidades, detentores e autoridades presentes à reunião. O evento prevê atividades culturais como passeio pela roça, ritos e festas.

 

 

 

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Indígenas debatem plano de salvaguarda do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro, no AM

Lideranças indígenas vão se reunir, nos dias 22 e 23 de julho, no município de São Gabriel da Cachoeira (AM)

Portal Amazônia, com informações do Iphan

jornalismo@portalamazonia.com


Lideranças indígenas vão se reunir, nos dias 22 e 23 de julho, no município de São Gabriel da Cachoeira (AM), durante o encontro anual do Conselho da Roça, uma das ações de Salvaguarda do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro (SAT), bem registrado em 2010 como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).


O SAT é a forma particular e tradicional da agricultura desenvolvida na região do Rio Negro, o que inclui um conjunto de saberes e expressões como o manejo plantas e cultura material associada. O Conselho debaterá ações que estão sendo realizadas para a preservação do sistema no decorrer do ano. 



Localizado na região do Alto e Médio Rio Negro, o SAT é desenvolvido nos municípios de São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos, no estado do Amazonas. O bem registrado está relacionado a povos Tukano, Tesena, Kubeo, Pira-Tapuya, Aruak, Baniwa e Baré, dentre outros, que são detentores de uma diversidade de processos em várias escalas: ecológicas, biológicas, socioculturais e temporais, aplicadas a ecossistemas, plantas, conceitos e saberes.



Nas três localidades estudadas, por exemplo, foram levantadas 300 espécies cultivadas, sendo 100 delas variedades de mandioca – elemento central do SAT. Atividades que impactam a vida produtiva, mas também simbólica da região: a agricultura tem relação direta com benzimentos e rezas da comunidade.

       
Foto: Divulgação / Iphan
 
 

“A roça é parte da vida dos povos indígenas do Rio Negro. A importância geral é essa: faz parte da nossa vida. É uma coisa que traz nosso bem viver, comer produtos originais, sem agrotóxico, sem química. Por isso, é importante a valorização”, explica o representante da Associação dos Indígenas de Barcelos, Cleidinaldo dos Santos Soares, que pertence ao povo Lanawa, cuja população totaliza 70 famílias. “Vai ter debate sobre o papel da mulher no sistema agrícola. Qual a importância? Porque a mulher é fundamental nos sistemas agrícolas, na roça, para ter cuidado com as plantas. Também é uma forma de valorizar as mulheres.”



A programação da reunião inclui, ainda, debates sobre associativismo para a sustentabilidade do SAT. Haverá grupo de trabalho que vai abordar medidas de promoção para a cadeia da mandioca e seus derivados, projetos realizados por jovens indígenas e palestra de elaboração e gestão de projetos voltados para criação de centros de referência cultural. A publicação impressa do dossiê de registro, produzido pelo Iphan, também será entregue às comunidades, detentores e autoridades presentes à reunião. O evento prevê atividades culturais como passeio pela roça, ritos e festas.

 


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