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Cidades

IBGE verifica infraestrutura urbana de cidades amazônicas para teste do Censo 2020

Parintins, no Amazonas, Boa Vista em Roraima, Santarém e Belém, no Pará e Miranorte, no Tocantins, são alguns dos 21 municípios que receberão os testes

Portal Amazônia, com informações da Agência IBGE

jornalismo@portalamazonia.com


Técnicos do IBGE começaram nesta quarta-feira (20) a fazer o levantamento da infraestrutura urbana de 21 municípios, entre eles Parintins, no Amazonas, Boa Vista em Roraima, Santarém e Belém, no Pará e Miranorte, no Tocantins, onde será realizada a segunda prova piloto do Censo Demográfico 2020, prevista para acontecer em março.

As equipes visitarão as localidades por uma semana para verificar, por exemplo, a existência de calçamento nas ruas, de pontos de ônibus, de ciclovias, de arborização, além de pesquisar quesitos de acessibilidade, como a presença de piso tátil e de rampas para pessoas com deficiência.

Essa operação serve como teste para a Pesquisa Territorial do Entorno Urbanístico dos Domicílios, que acontecerá em todos os municípios do país duas semanas antes do início da coleta do próximo Censo, em agosto de 2020.

Teste da Pesquisa Territorial do Entorno Urbanístico - 
Municípios participantes
Parintins (AM)João Pessoa (PB)Lajeado (RS)
Boa Vista (RR)Marcação (PB)Porto Alegre (RS)
Belém (PA)Água Belas (PE)Campo Grande (MS)
Santarém (PA)Ibirajuba (PE)Corumbá (MS)
Miranorte (TO)Maceió (AL)Figueirópolis D’Oeste (MT)
Elesbão Veloso (PI)Maricá (RJ)Jauru (MT)
Tibau do Sul (RN)Rio de Janeiro (RJ)Rio Quente (GO)

No Censo 2010, esse levantamento mostrou que, entre as cidades brasileiras com mais de um milhão de habitantes, Goiânia tinha o maior percentual de domicílios em áreas arborizadas, enquanto Belém tinha a maior proporção de residências em áreas com esgoto a céu aberto.

Além de contribuir para o planejamento de políticas públicas, a pesquisa facilita o deslocamento do recenseador. Ela investiga, por exemplo, se há alguma localidade não mapeada, para garantir que as ruas estejam representadas no mapa que servirá como guia do recenseador.

O supervisor de Pesquisas Territoriais do IBGE, Maikon Novaes, explica que, durante esse teste, o técnico em campo vai verificar a existência da estrutura, e, para alguns casos, vai levar em conta apenas o critério máximo, como na pavimentação, que só será considerada se toda a calçada estiver pavimentada.

O levantamento é um processo rápido, que contará com aproximadamente 37 técnicos nesta fase de teste, número que deve saltar para 27 mil pessoas que serão contratadas temporariamente no ano que vem, para o Censo 2020. “Em um bairro de densidade populacional média, com cerca de 350 domicílios, nossas equipes conseguem cobrir de oito a doze quadras por dia”, diz Maikon.

Tanto no teste quanto no levantamento oficial de 2020 serão contempladas localidades com infraestrutura mais precárias, como as favelas, categorizadas pelo IBGE como aglomerados subnormais. Serão visitados nove locais com essas características na etapa que começa amanhã.

Essas regiões foram contempladas no último Censo, mas agora serão incluídos trechos com mais restrições: “estamos testando uma metodologia diferente, que permite coletar as informações de aglomerados subnormais que não têm arruamento regular. Teremos uma nuvem de pontos que vai dar a característica média daquele setor”, explica Maikon.

Teste da Pesquisa Territorial do Entorno Urbanístico
MunicípiosAglomerados subnormais
Parintins (AM)Lago do Macunary
Boa Vista (RR)Sem identificação
Santarém (PA)Matinha
João Pessoa (PB)São José
Maceió (AL)Reginaldo II
Maricá (RJ)Risca Faca
Rio de Janeiro (RJ)Tavares Bastos
Porto Alegre (RS)Tronco
Campo Grande (MS)Vila Nª Sª Aparecida

Resultados podem se tornar indicadores de sustentabilidade

Após a fase de testes, outra contribuição possível da Pesquisa do Entorno será para os indicadores dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), em particular do ODS 11, sobre cidades e comunidades sustentáveis.

“Serão levantados temas que promovem uma maior equidade de acesso na cidade, como a existência de áreas de travessias para pedestre e de trânsito compartilhado com bicicletas. Temos também a questão da arborização, que promove o conforto climático”, diz o supervisor de Pesquisas Territoriais do IBGE.

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IBGE verifica infraestrutura urbana de cidades amazônicas para teste do Censo 2020

Parintins, no Amazonas, Boa Vista em Roraima, Santarém e Belém, no Pará e Miranorte, no Tocantins, são alguns dos 21 municípios que receberão os testes

Portal Amazônia, com informações da Agência IBGE

jornalismo@portalamazonia.com


Técnicos do IBGE começaram nesta quarta-feira (20) a fazer o levantamento da infraestrutura urbana de 21 municípios, entre eles Parintins, no Amazonas, Boa Vista em Roraima, Santarém e Belém, no Pará e Miranorte, no Tocantins, onde será realizada a segunda prova piloto do Censo Demográfico 2020, prevista para acontecer em março.

As equipes visitarão as localidades por uma semana para verificar, por exemplo, a existência de calçamento nas ruas, de pontos de ônibus, de ciclovias, de arborização, além de pesquisar quesitos de acessibilidade, como a presença de piso tátil e de rampas para pessoas com deficiência.

Essa operação serve como teste para a Pesquisa Territorial do Entorno Urbanístico dos Domicílios, que acontecerá em todos os municípios do país duas semanas antes do início da coleta do próximo Censo, em agosto de 2020.

Teste da Pesquisa Territorial do Entorno Urbanístico - 
Municípios participantes
Parintins (AM)João Pessoa (PB)Lajeado (RS)
Boa Vista (RR)Marcação (PB)Porto Alegre (RS)
Belém (PA)Água Belas (PE)Campo Grande (MS)
Santarém (PA)Ibirajuba (PE)Corumbá (MS)
Miranorte (TO)Maceió (AL)Figueirópolis D’Oeste (MT)
Elesbão Veloso (PI)Maricá (RJ)Jauru (MT)
Tibau do Sul (RN)Rio de Janeiro (RJ)Rio Quente (GO)

No Censo 2010, esse levantamento mostrou que, entre as cidades brasileiras com mais de um milhão de habitantes, Goiânia tinha o maior percentual de domicílios em áreas arborizadas, enquanto Belém tinha a maior proporção de residências em áreas com esgoto a céu aberto.

Além de contribuir para o planejamento de políticas públicas, a pesquisa facilita o deslocamento do recenseador. Ela investiga, por exemplo, se há alguma localidade não mapeada, para garantir que as ruas estejam representadas no mapa que servirá como guia do recenseador.

O supervisor de Pesquisas Territoriais do IBGE, Maikon Novaes, explica que, durante esse teste, o técnico em campo vai verificar a existência da estrutura, e, para alguns casos, vai levar em conta apenas o critério máximo, como na pavimentação, que só será considerada se toda a calçada estiver pavimentada.

O levantamento é um processo rápido, que contará com aproximadamente 37 técnicos nesta fase de teste, número que deve saltar para 27 mil pessoas que serão contratadas temporariamente no ano que vem, para o Censo 2020. “Em um bairro de densidade populacional média, com cerca de 350 domicílios, nossas equipes conseguem cobrir de oito a doze quadras por dia”, diz Maikon.

Tanto no teste quanto no levantamento oficial de 2020 serão contempladas localidades com infraestrutura mais precárias, como as favelas, categorizadas pelo IBGE como aglomerados subnormais. Serão visitados nove locais com essas características na etapa que começa amanhã.

Essas regiões foram contempladas no último Censo, mas agora serão incluídos trechos com mais restrições: “estamos testando uma metodologia diferente, que permite coletar as informações de aglomerados subnormais que não têm arruamento regular. Teremos uma nuvem de pontos que vai dar a característica média daquele setor”, explica Maikon.

Teste da Pesquisa Territorial do Entorno Urbanístico
MunicípiosAglomerados subnormais
Parintins (AM)Lago do Macunary
Boa Vista (RR)Sem identificação
Santarém (PA)Matinha
João Pessoa (PB)São José
Maceió (AL)Reginaldo II
Maricá (RJ)Risca Faca
Rio de Janeiro (RJ)Tavares Bastos
Porto Alegre (RS)Tronco
Campo Grande (MS)Vila Nª Sª Aparecida

Resultados podem se tornar indicadores de sustentabilidade

Após a fase de testes, outra contribuição possível da Pesquisa do Entorno será para os indicadores dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), em particular do ODS 11, sobre cidades e comunidades sustentáveis.

“Serão levantados temas que promovem uma maior equidade de acesso na cidade, como a existência de áreas de travessias para pedestre e de trânsito compartilhado com bicicletas. Temos também a questão da arborização, que promove o conforto climático”, diz o supervisor de Pesquisas Territoriais do IBGE.

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