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Greenpeace realiza debate sobre destruição de ecossistemas locais no Amapá

O evento foi organizado por diversas organizações da sociedade civil e teve a presença de cerca de 400 pessoas

Redação

jornalismo@portalamazonia.com


 
Foto: Divulgação/Greenpeace
 
No fim de semana, o Seminário Socioambiental – O Amapá que Queremos Ver reuniu a sociedade civil para promover debates sobre os principais vetores de destruição dos ecossistemas locais.

O Amapá que seu povo quer tem agricultura familiar respeitada e não tem invasão de terras por grileiros. Ali, a atividade de mineração e garimpo não deixa passivos ambientais e nem contamina os rios. Famílias não saem de suas casas às pressas antes que uma nova barragem para hidrelétrica alague municípios inteiros. E a costa do estado não está ameaçada por um possível vazamento de petróleo, que colocaria em risco comunidades que vivem da pesca, e os Corais da Amazônia.

Um Amapá assim só é possível diante da mobilização e participação de movimentos socioambientais e da sociedade civil, como foi visto no primeiro Seminário Socioambiental – O Amapá que Queremos Ver, que aconteceu nos dias 12 e 13 de maio, na capital Macapá.

O evento foi organizado por diversas organizações da sociedade civil e teve a presença de cerca de 400 pessoas das mais variadas origens: ribeirinhos, quilombolas, indígenas, trabalhadores do campo e da cidade, extrativistas, pesquisadores e ambientalistas, sindicalistas, entre outros. Muitos vieram do interior do estado para participar de um espaço plural de discussões e reflexões sobre o futuro do estado e os atuais problemas enfrentados.

Essas pessoas são aqueles diretamente impactados pela expansão do agronegócio e de grandes obras de infraestrutura na Amazônia e, dificilmente, encontram canais para dar vazão às suas demandas e denúncias sobre a atuação do poder público e de empresas pelo estado.

“Esse é o povo brasileiro que só tem acesso ao ônus do modelo de desenvolvimento adotado pelo país. E esse modelo é usado como justificativa para concretizar a destruição da floresta e continua concentrando renda e terras nas mãos de poucos e, que de desenvolvimento mesmo para a população local, não traz nada”, disse Carolina Marçal, da campanha de Amazônia do Greenpeace Brasil.

As quatro mesas de debate levantaram temas custosos: a contaminação dos rios e alteração da paisagem caracterizada pela forte presença da mineração e do garimpo, principalmente de grandes empresas; a iminente exploração de petróleo na costa do estado, que coloca em risco populações tradicionais, povos indígenas que ocupam a região e os Corais da Amazônia, a expansão do agronegócio, extração ilegal de madeira e a grilagem de terras, que avançam sobre a floresta e as pessoas que vivem nela e dela; e a construção de barragens em ecossistemas frágeis, que tem causado sérios danos aos ecossistemas locais e comprometido seriamente a capacidade de sobrevivência das populações que vivem desses recursos.

Todos os temas abordados se agravam diante da incapacidade do poder público de assegurar transparência e participação social. O seminário e a alta adesão a ele mostraram um forte senso de união entre a população, que mesmo de diferentes origens, tem em comum o desejo de um futuro melhor para o estado e seus habitantes. O evento marcou a retomada do diálogo e da mobilização entre essas pessoas. E os próximos passos estão sendo planejados. O Amapá que queremos está diante de nós.

Com informações do Greenpeace.
Meio Ambiente

Greenpeace realiza debate sobre destruição de ecossistemas locais no Amapá

O evento foi organizado por diversas organizações da sociedade civil e teve a presença de cerca de 400 pessoas


 
Foto: Divulgação/Greenpeace
 
No fim de semana, o Seminário Socioambiental – O Amapá que Queremos Ver reuniu a sociedade civil para promover debates sobre os principais vetores de destruição dos ecossistemas locais.

O Amapá que seu povo quer tem agricultura familiar respeitada e não tem invasão de terras por grileiros. Ali, a atividade de mineração e garimpo não deixa passivos ambientais e nem contamina os rios. Famílias não saem de suas casas às pressas antes que uma nova barragem para hidrelétrica alague municípios inteiros. E a costa do estado não está ameaçada por um possível vazamento de petróleo, que colocaria em risco comunidades que vivem da pesca, e os Corais da Amazônia.

Um Amapá assim só é possível diante da mobilização e participação de movimentos socioambientais e da sociedade civil, como foi visto no primeiro Seminário Socioambiental – O Amapá que Queremos Ver, que aconteceu nos dias 12 e 13 de maio, na capital Macapá.

O evento foi organizado por diversas organizações da sociedade civil e teve a presença de cerca de 400 pessoas das mais variadas origens: ribeirinhos, quilombolas, indígenas, trabalhadores do campo e da cidade, extrativistas, pesquisadores e ambientalistas, sindicalistas, entre outros. Muitos vieram do interior do estado para participar de um espaço plural de discussões e reflexões sobre o futuro do estado e os atuais problemas enfrentados.

Essas pessoas são aqueles diretamente impactados pela expansão do agronegócio e de grandes obras de infraestrutura na Amazônia e, dificilmente, encontram canais para dar vazão às suas demandas e denúncias sobre a atuação do poder público e de empresas pelo estado.

“Esse é o povo brasileiro que só tem acesso ao ônus do modelo de desenvolvimento adotado pelo país. E esse modelo é usado como justificativa para concretizar a destruição da floresta e continua concentrando renda e terras nas mãos de poucos e, que de desenvolvimento mesmo para a população local, não traz nada”, disse Carolina Marçal, da campanha de Amazônia do Greenpeace Brasil.

As quatro mesas de debate levantaram temas custosos: a contaminação dos rios e alteração da paisagem caracterizada pela forte presença da mineração e do garimpo, principalmente de grandes empresas; a iminente exploração de petróleo na costa do estado, que coloca em risco populações tradicionais, povos indígenas que ocupam a região e os Corais da Amazônia, a expansão do agronegócio, extração ilegal de madeira e a grilagem de terras, que avançam sobre a floresta e as pessoas que vivem nela e dela; e a construção de barragens em ecossistemas frágeis, que tem causado sérios danos aos ecossistemas locais e comprometido seriamente a capacidade de sobrevivência das populações que vivem desses recursos.

Todos os temas abordados se agravam diante da incapacidade do poder público de assegurar transparência e participação social. O seminário e a alta adesão a ele mostraram um forte senso de união entre a população, que mesmo de diferentes origens, tem em comum o desejo de um futuro melhor para o estado e seus habitantes. O evento marcou a retomada do diálogo e da mobilização entre essas pessoas. E os próximos passos estão sendo planejados. O Amapá que queremos está diante de nós.

Com informações do Greenpeace.

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