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Farc ratificam acordo de paz e transição para partido político

Próximos passos serão a assinatura formal do documento, em cerimônia a ser realizada em Cartagena

Redação

jornalismo@portalamazonia.com


   
Líderes das Farc na Décima Conferencia Nacional Guerrillera. Foto: Divulgaçõa/Farc EP
 
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram que aprovam o acordo de paz a que chegaram as equipes negociadoras do governo colombiano e da guerrilha, no último mês, em Havana.Agora, os próximos passos serão a assinatura formal do documento, em cerimônia a ser realizada em Cartagena, na segunda-feira (26) com a presença do líder das Farc Rodrigo "Timochenko" Londoño, o presidente Juan Manuel Santos, líderes da região, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e o rei da Espanha, entre outros. 
   
Líderes das Farc na Décima Conferencia Nacional Guerrillera. Foto: Divulgação/Farc EP
 
No domingo seguinte (2), os colombianos irão às urnas em plebiscito para decidir se o acordo deve ou não ser implementado. Reunidas desde o último sábado (17) em um acampamento nos Llanos del Yarí, próximo a San Vicente del Caguan (sul), a guerrilha debateu os pontos do acordo e foram realizadas rodadas de esclarecimentos, em que os líderes explicaram à militância como seria sua remoção para as 20 "zonas de segurança" espalhadas pelo país e a entrega das armas. 
   
Líderes das Farc na Décima Conferencia Nacional Guerrillera. Foto: Divulgação/Farc EP
 
Até a noite de quinta-feira (22), ainda havia apreensão com relação à decisão que seria tomada no encontro porque, em entrevistas à imprensa alguns líderes puseram em dúvida alguns pontos do acordo. Um deles, conhecido como "Pastor Alape", disse que o dia da anistia, chamado por eles de "dia D", deveria ser o dia seguinte à aprovação do plebiscito, quando o que está no documento é que as anistias somente ocorrerão depois de exame dos casos por parte dos tribunais especiais. 

Nos comprometemos a ofrecer toda nuestra fuerza y energía por la unidad de nuestra patria, #PaZiempre pic.twitter.com/8YON5PAn6B

— Diálogos Paz FARC (@FARC_EPaz) 24 de setembro de 2016
  Em outra entrevista, o negociador das Farc, Iván Márquez, disse à CNN que seria muito difícil cumprir o prazo estipulado para a entrega gradual das armas, que segundo o acordo deve ocorrer em três fases, nos próximos 180 dias. Já em declaração desta sexta, o porta-voz Carlos Antonio Lozada acalmou os ânimos de todos ao afirmar que "não existe a menor possibilidade de que o que tenha sido acordado seja renegociado ou revisto".

O anúncio final de que as Farc estavam de acordo com que se dê seguimento ao processo foi feito hoje pelo próprio Márquez: "informamos ao país, aos governos e povos do mundo que os guerrilheiros e guerrilheiras delegados a esta conferência deram respaldo unânime ao que foi acordado em Havana". E reforçou que, neste momento, "não há vencedores nem vencidos, foi a Colômbia quem venceu, e a América Latina".
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Farc ratificam acordo de paz e transição para partido político

Próximos passos serão a assinatura formal do documento, em cerimônia a ser realizada em Cartagena


   
Líderes das Farc na Décima Conferencia Nacional Guerrillera. Foto: Divulgaçõa/Farc EP
 
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram que aprovam o acordo de paz a que chegaram as equipes negociadoras do governo colombiano e da guerrilha, no último mês, em Havana.Agora, os próximos passos serão a assinatura formal do documento, em cerimônia a ser realizada em Cartagena, na segunda-feira (26) com a presença do líder das Farc Rodrigo "Timochenko" Londoño, o presidente Juan Manuel Santos, líderes da região, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e o rei da Espanha, entre outros. 
   
Líderes das Farc na Décima Conferencia Nacional Guerrillera. Foto: Divulgação/Farc EP
 
No domingo seguinte (2), os colombianos irão às urnas em plebiscito para decidir se o acordo deve ou não ser implementado. Reunidas desde o último sábado (17) em um acampamento nos Llanos del Yarí, próximo a San Vicente del Caguan (sul), a guerrilha debateu os pontos do acordo e foram realizadas rodadas de esclarecimentos, em que os líderes explicaram à militância como seria sua remoção para as 20 "zonas de segurança" espalhadas pelo país e a entrega das armas. 
   
Líderes das Farc na Décima Conferencia Nacional Guerrillera. Foto: Divulgação/Farc EP
 
Até a noite de quinta-feira (22), ainda havia apreensão com relação à decisão que seria tomada no encontro porque, em entrevistas à imprensa alguns líderes puseram em dúvida alguns pontos do acordo. Um deles, conhecido como "Pastor Alape", disse que o dia da anistia, chamado por eles de "dia D", deveria ser o dia seguinte à aprovação do plebiscito, quando o que está no documento é que as anistias somente ocorrerão depois de exame dos casos por parte dos tribunais especiais. 

Nos comprometemos a ofrecer toda nuestra fuerza y energía por la unidad de nuestra patria, #PaZiempre pic.twitter.com/8YON5PAn6B

— Diálogos Paz FARC (@FARC_EPaz) 24 de setembro de 2016
  Em outra entrevista, o negociador das Farc, Iván Márquez, disse à CNN que seria muito difícil cumprir o prazo estipulado para a entrega gradual das armas, que segundo o acordo deve ocorrer em três fases, nos próximos 180 dias. Já em declaração desta sexta, o porta-voz Carlos Antonio Lozada acalmou os ânimos de todos ao afirmar que "não existe a menor possibilidade de que o que tenha sido acordado seja renegociado ou revisto".

O anúncio final de que as Farc estavam de acordo com que se dê seguimento ao processo foi feito hoje pelo próprio Márquez: "informamos ao país, aos governos e povos do mundo que os guerrilheiros e guerrilheiras delegados a esta conferência deram respaldo unânime ao que foi acordado em Havana". E reforçou que, neste momento, "não há vencedores nem vencidos, foi a Colômbia quem venceu, e a América Latina".

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