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Expectativa de poucas vagas temporárias no fim de ano em Manaus

Contratação de trabalhadores no varejo deve manter nível de queda registrada desde o ano passado. Vários fatores contribuem para o cenário negativo

Hellen Miranda

hmiranda@jcam.com.br


         
           
Para quem está desempregado e esperava a proximidade das festas de fim de ano para encontrar novas oportunidades, a previsão é de que o comércio de Manaus tenha queda nas contratações de funcionários temporários para o período. De acordo com a Federação do Comércio do Amazonas (Fecomércio) a estimativa é de que 1.500 a 2 mil pessoas sejam contratadas. O número de vagas abertas representa recuo se comparado ao mesmo período do ano passado, segundo entidades, quando a previsão foi de até 3 mil novas contratações.

Conforme o economista da Fecomércio, José Fernando da Silva, a especulação é de que 1.500 a 2 mil pessoas sejam contratadas para o período. Em 2014, as vagas abertas chegaram a seis mil e no ano passado caiu pela metade. “O comércio está em situação de baixo volume de vendas e até agora não há previsão de muitas contratações para o fim de ano. Com isso, nós temos a expectativa de que seja menor do que o ano passado, mas ainda são projeções elementares, temos que esperar”, disse.

Ele explica que, vários fatores contribuem para impactar negativamente o número de contratações temporárias em Manaus. “Estamos com números elevados de desempregados e de inadimplentes que estão fora do mercado de consumo e sem créditos. Além disso, os indicadores apontam que a maioria das pessoas devem utilizar o 13° salário para quitar suas dívidas”, afirma o economista. Segundo ele a estabilidade de preço dos produtos é baseada na inflação e a tendência é de queda para os próximos meses.

Ainda segundo o economista, as exigências para a contratação cada vez são maiores pelo mercado de trabalho. Se antes bastava ter o ensino fundamental completo para ser contratado, agora o candidato à vaga deve ter ensino médio e outros requisitos. “A tendência é que o nível de exigências sejam maiores com relação a formação escolar, treinamento e experiência”, comenta José Fernando. Entre os postos oferecidos haverá oportunidades, principalmente, para vendedores de lojas.

Sobre a duração dos empregos temporários no comércio, ele diz que o contrato de experiência do candidato pode se estender de 30 a 90 dias e, dependendo da situação, pode ser efetivado após a festa de fim de ano. “Tudo var depender do comportamento das vendas nesse período”, sentencia o economista da Fecomércio.

Segundo dados, ainda com efeito da crise econômica as contratações no comércio vêm caindo na segunda metade do ano. Os seis últimos meses de 2015, foram contratados aproximadamente 21,5 mil trabalhadores. Já no mesmo período de 2014, esse número chegou a 25,6 mil, representando 16,01% maior que o ano anterior.

Na esteira também em nível nacional

A previsão da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turimos (CNC) é que o Natal, pelo segundo ano consecutivo, apresente queda nas vendas e na contratação de temporários em 2016. A estimativa é de retração de 3,5% no faturamento do varejo, e recuo de 2,4% em postos de trabalho temporários ofertados em relação ao ano anterior.

O salário de admissão deverá chegar a R$ 1.205, um avanço de 9,5% em relação ao mesmo período do ano passado, ou 0,6%, se descontada a inflação. Ainda segundo a CNC, a estimativa é que os maiores volumes de contratação devem se concentrar no segmento de vestuário, com 62,4 mil vagas, e hiper e supermercados, 28,9 mil vagas.
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Expectativa de poucas vagas temporárias no fim de ano em Manaus

Contratação de trabalhadores no varejo deve manter nível de queda registrada desde o ano passado. Vários fatores contribuem para o cenário negativo

Hellen Miranda

hmiranda@jcam.com.br


         
           
Para quem está desempregado e esperava a proximidade das festas de fim de ano para encontrar novas oportunidades, a previsão é de que o comércio de Manaus tenha queda nas contratações de funcionários temporários para o período. De acordo com a Federação do Comércio do Amazonas (Fecomércio) a estimativa é de que 1.500 a 2 mil pessoas sejam contratadas. O número de vagas abertas representa recuo se comparado ao mesmo período do ano passado, segundo entidades, quando a previsão foi de até 3 mil novas contratações.

Conforme o economista da Fecomércio, José Fernando da Silva, a especulação é de que 1.500 a 2 mil pessoas sejam contratadas para o período. Em 2014, as vagas abertas chegaram a seis mil e no ano passado caiu pela metade. “O comércio está em situação de baixo volume de vendas e até agora não há previsão de muitas contratações para o fim de ano. Com isso, nós temos a expectativa de que seja menor do que o ano passado, mas ainda são projeções elementares, temos que esperar”, disse.

Ele explica que, vários fatores contribuem para impactar negativamente o número de contratações temporárias em Manaus. “Estamos com números elevados de desempregados e de inadimplentes que estão fora do mercado de consumo e sem créditos. Além disso, os indicadores apontam que a maioria das pessoas devem utilizar o 13° salário para quitar suas dívidas”, afirma o economista. Segundo ele a estabilidade de preço dos produtos é baseada na inflação e a tendência é de queda para os próximos meses.

Ainda segundo o economista, as exigências para a contratação cada vez são maiores pelo mercado de trabalho. Se antes bastava ter o ensino fundamental completo para ser contratado, agora o candidato à vaga deve ter ensino médio e outros requisitos. “A tendência é que o nível de exigências sejam maiores com relação a formação escolar, treinamento e experiência”, comenta José Fernando. Entre os postos oferecidos haverá oportunidades, principalmente, para vendedores de lojas.

Sobre a duração dos empregos temporários no comércio, ele diz que o contrato de experiência do candidato pode se estender de 30 a 90 dias e, dependendo da situação, pode ser efetivado após a festa de fim de ano. “Tudo var depender do comportamento das vendas nesse período”, sentencia o economista da Fecomércio.

Segundo dados, ainda com efeito da crise econômica as contratações no comércio vêm caindo na segunda metade do ano. Os seis últimos meses de 2015, foram contratados aproximadamente 21,5 mil trabalhadores. Já no mesmo período de 2014, esse número chegou a 25,6 mil, representando 16,01% maior que o ano anterior.

Na esteira também em nível nacional

A previsão da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turimos (CNC) é que o Natal, pelo segundo ano consecutivo, apresente queda nas vendas e na contratação de temporários em 2016. A estimativa é de retração de 3,5% no faturamento do varejo, e recuo de 2,4% em postos de trabalho temporários ofertados em relação ao ano anterior.

O salário de admissão deverá chegar a R$ 1.205, um avanço de 9,5% em relação ao mesmo período do ano passado, ou 0,6%, se descontada a inflação. Ainda segundo a CNC, a estimativa é que os maiores volumes de contratação devem se concentrar no segmento de vestuário, com 62,4 mil vagas, e hiper e supermercados, 28,9 mil vagas.

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