Meio Ambiente

Estudantes do AM participam de competição nacional com projeto sobre eficiência energética

Projeto visa uma economia de baixo carbono e atenuação da desigualdade social; votação popular segue até dia 23 de março


Victória do Monte Rodrigues, Giorgio Antônio Chiarini Silva e Tales Antônio Martins Lima, estudantes do Colégio Militar de Manaus (CMM), estão preocupados com o aquecimento global e em como minimizar seus efeitos. Por isso, criaram um projeto que prevê o aproveitamento energético da radiação solar na região Amazônica capaz de reduzir a demanda energética. O projeto compete com outros 90 na área de Engenharia do Prêmio Votação Popular na 15ª Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), que está com a votação aberta até o dia 23 de Março via Facebook.

Sob a orientação dos professores Guilherme Henrique Almeida Pereira e Roberto Alexandre Alves Barbosa Filho, o trabalho 'Sustentabilidade em um colégio militar na Amazônia: eficiência energética visando uma economia de baixo carbono e atenuação da desigualdade social' envolve os sistemas de refrigeração e iluminação do CMM.

"A ideia, na verdade, surgiu na feira de ciências ano passado, quando os alunos queriam fazer algo sustentável. A ideia foi crescendo e, a cada reunião, levantávamos problemas e soluções. Até que chegamos no denominador comum, que é o projeto de implantar um sistema de refrigeração sustentável, com eficiência econômica, conservação ambiental e igualdade social", contou o professor Tenente Guilherme Pereira ao Portal Amazônia.

De acordo com o Tenente Pereira, o trabalho é de responsabilidade e desenvolvimento dos estudantes e que o papel dele e de Barbosa Filho é o de mediar e auxiliar na viabilização. "Querem zerar o consumo de energia elétrica, com a implementação dos painéis fotovoltaicos e ainda instalar um novo sistema de refrigeração, que reduz de 35% à 40% o consumo. E vamos trabalhando para que isso aconteça", destacou. "A escalabilidade desse projeto é aplicável a qualquer instituição. Por isso procuro estimular a autonomia deles, para melhorar o projeto", completou.

Os estudantes tem entre 15 e 16 anos e acreditam que este passo na criação de um projeto desta magnitude pode influenciar outros estudantes a investirem neste segmento. "É uma responsabilidade muito grande representar nosso Estado, mas também muito bom poder inspirar outras escolas, outros alunos, que vão querer fazer um projeto para ajudar a sociedade. É um sentimento de gratidão", comentou Tales Antônio Martins Lima.

Na próxima semana o grupo viaja para a São Paulo, onde irão apresentar o projeto na Escola Técnica da USP. "Nós temos dois professores que nos auxiliam e incentivam. Estamos com um bom resultado, porém existem outros projetos que também estão correndo atrás. Então estamos apreensivos, mas temos o apoio das forças armadas, do colégio, amigos. Contamos com o apoio de todos do Amazonas para trazer esse prêmio para o nosso Estado, para mostrar que nós também podemos fazer a diferença", disse Lima. Em 2016, venceram o 1° Desafio Global do Conhecimento, realizado entre todos os colégios militares do País.

Entenda o projeto

Os sistemas de refrigeração e iluminação do CMM utilizam o hidroclorofluorcarboneto, que representam 75% dos gastos do colégio com energia de fonte hidrelétrica. Esse sistema emite grandes quantidades de CO2 equivalente para a atmosfera. Por meio de experimentos, demonstrou-se que o CO2 contribui para o aquecimento do planeta e que o gás refrigerante HCFC-22 não destrói o ozônio atmosférico, mas compromete a absorção dos raios ultravioleta.

 



Por isso, foi planejado um novo sistema de refrigeração e iluminação para o colégio, capaz de encerrar essa poluição e zerar as contas de energia. O projeto prevê o aproveitamento energético da radiação solar na região Amazônica para os novos sistemas.

Os 190 condicionadores de ar que existem no CMM serão substituídos por 200 centrais de ar que utilizarão um gás refrigerante ecológico e serão capazes de reduzir em 50% a demanda energética. Além disso, a iluminação fluorescente será transformada em LED por meio da reutilização dos componentes das 1.643 lâmpadas existentes.

A demanda elétrica dos sistemas será produzida por 770 painéis fotovoltaicos que transformarão 115kW/m2/mês de energia solar em 54.450kWh/mês de energia elétrica, sendo o excedente encaminhado à rede pública. Essa substituição fará com que o Colégio deixe de emitir mais de 3t de CO2 e 0,6t de HCFC-22/ano pela troca do gás refrigerante. Os resíduos gerados serão destinados a associações de catadores e gerarão uma receita de R$ 180.500 para atenuar as dificuldades vivenciadas por mais de mais de 40 famílias em risco socioeconômico.

Para votar

Para validar a votação, que é feita via Facebook, é necessário que acessar a Febraceclicar na opção 'curtir', logo na parte superior da página; ao final da página (abaixo do resumo), clicar na foto da equipe para aparecer o link do Facebook; e compartilhar a publicação. Assim estará com a votação completa. 

 


Meio Ambiente

Estudantes do AM participam de competição nacional com projeto sobre eficiência energética

Projeto visa uma economia de baixo carbono e atenuação da desigualdade social; votação popular segue até dia 23 de março

Clarissa Bacellar

clarissa.bacellar@portalamazonia.com


Victória do Monte Rodrigues, Giorgio Antônio Chiarini Silva e Tales Antônio Martins Lima, estudantes do Colégio Militar de Manaus (CMM), estão preocupados com o aquecimento global e em como minimizar seus efeitos. Por isso, criaram um projeto que prevê o aproveitamento energético da radiação solar na região Amazônica capaz de reduzir a demanda energética. O projeto compete com outros 90 na área de Engenharia do Prêmio Votação Popular na 15ª Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), que está com a votação aberta até o dia 23 de Março via Facebook.

Sob a orientação dos professores Guilherme Henrique Almeida Pereira e Roberto Alexandre Alves Barbosa Filho, o trabalho 'Sustentabilidade em um colégio militar na Amazônia: eficiência energética visando uma economia de baixo carbono e atenuação da desigualdade social' envolve os sistemas de refrigeração e iluminação do CMM.

"A ideia, na verdade, surgiu na feira de ciências ano passado, quando os alunos queriam fazer algo sustentável. A ideia foi crescendo e, a cada reunião, levantávamos problemas e soluções. Até que chegamos no denominador comum, que é o projeto de implantar um sistema de refrigeração sustentável, com eficiência econômica, conservação ambiental e igualdade social", contou o professor Tenente Guilherme Pereira ao Portal Amazônia.

De acordo com o Tenente Pereira, o trabalho é de responsabilidade e desenvolvimento dos estudantes e que o papel dele e de Barbosa Filho é o de mediar e auxiliar na viabilização. "Querem zerar o consumo de energia elétrica, com a implementação dos painéis fotovoltaicos e ainda instalar um novo sistema de refrigeração, que reduz de 35% à 40% o consumo. E vamos trabalhando para que isso aconteça", destacou. "A escalabilidade desse projeto é aplicável a qualquer instituição. Por isso procuro estimular a autonomia deles, para melhorar o projeto", completou.

Os estudantes tem entre 15 e 16 anos e acreditam que este passo na criação de um projeto desta magnitude pode influenciar outros estudantes a investirem neste segmento. "É uma responsabilidade muito grande representar nosso Estado, mas também muito bom poder inspirar outras escolas, outros alunos, que vão querer fazer um projeto para ajudar a sociedade. É um sentimento de gratidão", comentou Tales Antônio Martins Lima.

Na próxima semana o grupo viaja para a São Paulo, onde irão apresentar o projeto na Escola Técnica da USP. "Nós temos dois professores que nos auxiliam e incentivam. Estamos com um bom resultado, porém existem outros projetos que também estão correndo atrás. Então estamos apreensivos, mas temos o apoio das forças armadas, do colégio, amigos. Contamos com o apoio de todos do Amazonas para trazer esse prêmio para o nosso Estado, para mostrar que nós também podemos fazer a diferença", disse Lima. Em 2016, venceram o 1° Desafio Global do Conhecimento, realizado entre todos os colégios militares do País.

Entenda o projeto

Os sistemas de refrigeração e iluminação do CMM utilizam o hidroclorofluorcarboneto, que representam 75% dos gastos do colégio com energia de fonte hidrelétrica. Esse sistema emite grandes quantidades de CO2 equivalente para a atmosfera. Por meio de experimentos, demonstrou-se que o CO2 contribui para o aquecimento do planeta e que o gás refrigerante HCFC-22 não destrói o ozônio atmosférico, mas compromete a absorção dos raios ultravioleta.

 



Por isso, foi planejado um novo sistema de refrigeração e iluminação para o colégio, capaz de encerrar essa poluição e zerar as contas de energia. O projeto prevê o aproveitamento energético da radiação solar na região Amazônica para os novos sistemas.

Os 190 condicionadores de ar que existem no CMM serão substituídos por 200 centrais de ar que utilizarão um gás refrigerante ecológico e serão capazes de reduzir em 50% a demanda energética. Além disso, a iluminação fluorescente será transformada em LED por meio da reutilização dos componentes das 1.643 lâmpadas existentes.

A demanda elétrica dos sistemas será produzida por 770 painéis fotovoltaicos que transformarão 115kW/m2/mês de energia solar em 54.450kWh/mês de energia elétrica, sendo o excedente encaminhado à rede pública. Essa substituição fará com que o Colégio deixe de emitir mais de 3t de CO2 e 0,6t de HCFC-22/ano pela troca do gás refrigerante. Os resíduos gerados serão destinados a associações de catadores e gerarão uma receita de R$ 180.500 para atenuar as dificuldades vivenciadas por mais de mais de 40 famílias em risco socioeconômico.

Para votar

Para validar a votação, que é feita via Facebook, é necessário que acessar a Febraceclicar na opção 'curtir', logo na parte superior da página; ao final da página (abaixo do resumo), clicar na foto da equipe para aparecer o link do Facebook; e compartilhar a publicação. Assim estará com a votação completa. 

 

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